terça-feira, 9 de novembro de 2010

ELEIÇÕES 2010 PARTE II

Não posso deixar de registrar a situação ilária que esta instalada no PSDB pós eleição....
Primeiro Serra,de tanto insitirem,aceitou o "apoio" do FHC;coisa que pra quem conhece FHC sabe que isso não tem condição de eleger ninguém;depois "conquistou"o apoio do Aécio;que não significou muito em Minas e perdeu a eleição...ô Serra!!! nem com o apoio do Papa pô...!!!
Mário

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"UM DIA APÓS O OUTRO"

AQUI NÃO !!!

A todos companheiros e companheiras que fique aqui registrado a garra, honra e galhardia com que enfrentamos a toda poderosa VALE que ano após ano bate recordes sem que se faça a divisão desta riqueza com os trabalhadores – verdadeiros donos de todas as riquezas pelo fato de as produzirem diuturnamente.
Parabenizo a todos que se dispuseram a comparecer e decidir pela resistência e desta forma enviando um recado claro para a direção da FCA / VALE.
Aqui na Base Mogiana nós não aceitamos esmolas e vamos resistir sempre, um ano após o outro até chegarmos a construir um ACT digno; e quem achar que virá em nossa base fazer alpinismo profissional se engana; que praticando determinados conceitos de administração ultrapassados irá alcançar resultados de submissão; pois esta há muito foi sepultada por nossa luta.
Aqui temos que conservar nossa dignidade e nossa postura de dizer NÃO até a vitória.

ACT assinado dia 27/10/2010;

Todos os retroativos - de acordo com a FCA - serão pagos no dia 10/11/2010.

Mário Ricardo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PILATOS E O PLANALTO

“Sonha e serás livre de espírito...
luta e serás livre na vida”.
Che Guevara



Dentre tantas questões que permeiam as eleições presidenciais de 2010, a candidatura de Marina Silva de fato cumpriu, no primeiro turno, um de seus principais propósitos: quebrar, ainda que momentaneamente a polarização entre PT e PSDB.
Com uma fantástica história de vida, do “seringal do bagaço” ao Senado Federal, Marina contagiou, sobretudo, aqueles que embora repudiassem José Serra, não se sentiam atraídos por Dilma Rousseff, ou estavam descontentes com o governo Lula.
O que não se esperava é que, diante da constrangedora situação de quem precisa declarar voto em um segundo turno do qual fora democraticamente excluída, a Senadora acreana agisse como os políticos profissionais que tanto combate.
Frente a uma questão que só comporta duas respostas, Marina fez o que menos se podia esperar de alguém que pretende liderar uma Nação, acovardou-se! Colocando seu projeto pessoal de 2014 à frente das necessidades do Brasil de agora, sequer teve a coragem de declarar sua neutralidade, escondendo-se sob o eufemismo da independência.
Não seria simples a decisão de Marina, afinal, embora seu atual partido, PV, tenha se tornado há muito legenda secundária do tucanato, sua trajetória de vida dificulta sobremaneira uma aproximação com José Serra. Por outro lado, é pública a falta de empatia entre a senadora e Dilma Rousseff. Contudo, é de decisões complexas e angustiantes que vivem aqueles que lideram seus povos.
Em contraponto à omissão de Marina, recorda-se Mário Covas, que, já debilitado pelo câncer, saiu do hospital e foi às ruas, pedir que os paulistanos votassem em Marta Suplicy contra Paulo Maluf. Embora adversário de Marta e do PT, Covas assumiu a responsabilidade daquele que se tornou homem público e, com serenidade e transparência, tomou posição frente à realidade.
Vinte milhões de brasileiros que depositaram seus votos na ambientalista têm o direito de saber o que ela pensa sobre os rumos do Brasil em 2011.
Numa eleição em que a pauta religiosa toma equivocadamente o centro das discussões políticas, Marina faz lembrar Pilatos, que ao deparar-se repentinamente com a história em suas mãos, lavou-as, entregando a humanidade a sua própria sorte.

Dr.Juliano Martins

domingo, 24 de outubro de 2010

QUESTÃO DE VISÃO

POSICINAMENTO DE DOM Luiz C. Eccel, Bispo Diocesano de Caçador, SC
SOBRE O 2º TURNO DAS ELEIÇÕES
De que fiquei sabendo das candidaturas à Presidência da República, tive uma só atitude: não quero subestimar nenhum dos(as) candidatos(as), pois não sou melhor do que ninguém, e muito menos dono da verdade. Pensava: aquele(a) que ganhar fará o melhor pelo nosso Brasil, pois irá se assessorar de pessoas competentes e honestas, e basta.
Passados alguns dias, iniciaram as propagandas eleitorais. Subitamente, a minha caixa de correio foi tomada por uma "avalanche" de e-mails contra uma candidata apenas, a Dilma Roussef. Preciso dizer com todas as palavras, que fiquei indignado. É importante dizer que logo que saiu a lista dos candidatos eu fiz a minha escolha. Mas o fato de ver diariamente o "tsunami" de "denúncias" contra esta candidata, na minha caixa de correio, revelando total falta de respeito para comigo e também para com a candidata, levou-me a refletir e a pesquisar. Perguntava-me: por que somente contra ela? Devo ser honesto e afirmar que não recebi nenhuma "matéria" contra qualquer outro(a) candidato(a).
A reflexão levou-me até Jesus Cristo, que um dia disse: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" (Jo 8,7). Por que estão jogando pedras só na Dilma? Em Jo 1,10 está escrito: "Quem diz não ter pecados, faz a Deus de mentiroso". Conclusão: Os que jogam pedras não têm pecados. Eis o grande problema. Estão tomando o lugar de Deus. Mas Ele mesmo, não tendo pecado, não jogou pedras na pecadora. Isto é muito sério. Na verdade quem joga pedras está negando Deus. E o saudoso Beato, Papa João XXIII, que nos chamou a todos, através do Concílio Vaticano II, a sermos uma Igreja misericordiosa e aberta aos novos valores, deixando o ranço de lado, pelo sopro Vivificante do Espírito Santo, disse: "A pessoa que deixa Deus de lado, se torna perigosa para si e para as outras pessoas".
E agora? A conversão é graça de Deus para pessoas abertas a Sua Misericórdia. "Os misericordiosos, alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7) Mas as pessoas auto-suficientes, donas da verdade, prepotentes, por isso sempre prontas a jogar pedras nos outros, estão muito longe de " Deus, que é Amor" (1Jo 4,8). Assim, concluí: Todos somos pecadores, mas uma só pessoa está levando pedradas nesta campanha eleitoral à presidência do Brasil. Aí, eu que já havia escolhido o meu candidato, fiz uma nova escolha. Decidi, diante de Deus, que esta mulher apedrejada é a minha candidata para presidir o Brasil.
Tem também um velho ditado popular que diz: "Só se atira pedras em árvores que dão frutos bons". E pesquisando descobri que esta candidata, enquanto ministra, produziu muito e bons frutos. Procurei me aprofundar mais no conhecimento da minha candidata. Descobri que é uma mulher honrada e séria. Arriscou sua vida, durante a ditadura militar, da tirania do poder que oprime, tortura e mata.
Sim, a Dilma foi presa e torturada por querer um Brasil democrático, fraterno, solidário, com vida e dignidade para todas as pessoas e não somente para algumas. Então pensei: é exatamente isto que o Pai do Céu quis e continua querendo para todas as pessoas. Esta questão somou vários pontos para a candidata.
Nosso saudoso e amado Dom Helder Câmara dizia: "Quando reparto o meu pão com os pobres, me chamam de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista". Até hoje, as pessoas verdadeiramente comprometidas com um pais mais justo e igualitário, e para isso precisa de projetos sérios de transformação, continuam sendo taxadas assim. Algumas pessoas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda conseguem meter medo numa certa camada da população com este jargão.
Analisei também o desempenho da candidata quando era funcionária no governo estadual e federal. Os frutos bons são abundantes, especialmente para os menos favorecidos. Sim, saiu-se muito bem. Mais um ponto para ela. Percebi também que, levando pedradas, não retribuía, e isto está de acordo com o Evangelho. Mais um ponto para a Dilma. Comecei a analisar as suas palavras, idéias e projetos. Uma mulher inteligente, sábia, abnegada, perspicaz e atualizada. Outro ponto para esta mulher. Também fui apurar as "denúncias" que enchiam a minha caixa de correio. Descobri montagens falsas, mentiras e calúnias. Aí novamente, lembrei-me de Jesus que disse: "O diabo é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44).
Não tive mais dúvidas, é na Dilma que irei votar, independentemente de partido político. Ninguém pode galgar degraus pisando nos outros. Isto não é nem humano, muito menos cristão. Quem deseja servir o povo, precisa jogar limpo. Pessoa religiosa não é a que fica dizendo Senhor, Senhor... mas aquela que faz a vontade de Deus. E a vontade de Deus é "que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo 10,10). A vontade de Deus é que todas as pessoas vivam como irmãos e irmãs, no respeito à vida de todos os seres. Descobri que a candidata Dilma tem este desejo profundo. Aliás, é o seu grande sonho que, juntamente com todo o povo, quer tornar realidade.
No domingo à noite, dia 10 de outubro, assisti ao debate promovido pela BAND. Um dos dons que Deus me concedeu foi o de conhecer as pessoas pelos seus olhos. Não costumo revelar o que vejo e sinto para todas as pessoas. Durante o debate meus ouvidos estavam atentos às palavras dos candidatos, mas meus olhos foram atraídos para a expressão da sua face e a delicadeza do seu olhar.
Percebi duas atitudes muito interessantes: 1) Sua face estava sempre serena e seu leve sorriso não era forçado e nem transmitia falsidade. 2) Seus olhos, que são espelhos de sua alma, transmitiam segurança, confiança, ternura e sinceridade. Estas qualidades agregaram mais alguns pontos a Dilma. Como nós precisamos destas atitudes que na verdade são qualidades e dons de Deus! Dilma você passou pelo gelo da dor, tantas vezes, e por isso chegou ao incêndio do verdadeiro amor que vem do alto.
Nosso saudoso e amado Dom Luciano Mendes de Almeida dizia: "a bondade rompe todas as barreiras". Avante minha irmã. Deus está com você. Cuide-se! Continue sendo bondosa e a confiar nas suas assessorias. Mas mantenha, discretamente, o controle de tudo para evitar desgostos e desgastes maiores e desnecessários, pois somos todos passíveis de erros. Mantenha-se sempre alerta e busque momentos de descanso na oração silenciosa para que Deus, que é Pai e tem a ternura da Mãe, lhe fale ao coração, plenificando-o de alegria e coragem. Dom Angélico, meu grande amigo e irmão, sempre diz: "Quem não reza vira monstro".
Dilma desculpe eu falar abertamente que não iria votar em você. Busco ser sincero como você. Mas tenha certeza de que continuarei a pedir a Deus que a ilumine e abençoe, chegando ou não à Presidência. Não estou falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas como cidadão e como Bispo da Igreja Católica, santa e pecadora, que deseja o melhor para o Povo de Deus. Pessoalmente creio que é esta a hora de uma mulher experiente, honesta e competente, como você, chegar lá e continuar a fazer deste país, uma nação que defenda e proteja a vida de todos (as), desde a concepção até a morte natural.
Sim, neste segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede!
Caçador, 12 de outubro de 2010 (solenidade de N. Sra.Aparecida. Padroeira do Brasil)
Dom Luiz C. Eccel
Bispo Diocesano de Caçador

sábado, 16 de outubro de 2010

OS FUNDAMENTALISTAS DITAM AS REGRAS!!!

Nos últimos dias ao ver e ouvir a campanha eleitoral do 2º turno;cheguei a uma triste conclusão;os fundamentalistas religiosos em conjunto com a imprensa golpista que classifico como sendo a pior de todas as prostitutas,dominaram;como sempre fazem;dominaram o discurso dos dois candidatos (Serra x Dilma).
É um absurdo tomar como tabú temas que o dinamismo próprio de uma sociedade em evolução pedem que sejam discutidos.
Agora nenhum dos candidatos;mesmo que queiram;não falam sobre aborto ou união homo afetiva ou homossexual;como queiram.
Como não estou disputando eleição e não preciso do voto dos insanos e nem que precisasse me colocaria como refém de pessoas que ainda se encontram na era medieval;posso falar!
É por conta de posições extremas religiosas que alguns lugares do planeta se fizeram campo minado e as gerações atuais lutam sem nem mesmo saber porque. Enquanto os candidatos ávidos por votos refazem seus discursos e posições,nós eleitores mortais ficamos realmente sem saber de seus programas de governo,e neste sentido os fundamentalistas prestam des-serviço para com os eleitores;porque dizer que vai cuidar de saúde e educação não passam de cumprimento de dever legal do administrador público;que de livre e espontânea vontade candidatam-se.
Agora qual o problema de duas pessoas do mesmo sexo em se unirem? Qual? E em se unindo qual o problema de adotarem uma criança;sendo que em nosso país por conta da falta de uma politica pública clara de "controle"(orientação)de natalidade as crianças nascem e morrem aos montes.Abandonadas em caixas de sapatos ainda com o cordão umbilical,ficando expostas a toda sorte de crescerem em orfanatos sem a mínima perspectiva de vislumbrarem um horizonte digno de um ser humano. Sem emprego;nos semafáros e morros;soldados e generais do tráfico;é isso que queremos?
Talvez poderiam dizer que é "porque Deus não quer"!
Mas que Deus é este que quer o homem,sua criação sofrendo?
Enquanto assistimos onde isso tudo vai parar;os candidatos "nadam de braçadas" na ignorância do povo.

Mário Ricardo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Benditos Sejam os Camaradas

Quer aceitemos, entendamos, queiramos ou não,
somos todos seguidores de um prisioneiro político"
Frei Betto.




O EVANGELHO SEGUNDO MARIGUELLA


O Cristianismo revolucionou a humanidade. O mundo foi dividido entre os que crêem e os que não crêem no homem de Nazaré.
Os evangelhos passaram a ser a leitura mais rica de todo o universo, mudando a vida de multidões durante toda a história da era cristã.
Algumas pessoas proclamam o evangelho, outras vivem intensamente a boa nova. Há os que proclamam sem viver, e há também aqueles que com sua vivência, proclamam dia a dia as verdades cristãs, sem sequer freqüentar qualquer templo, ou andar com a bíblia sob os braços.
Foi assim, que no Brasil, durante a ditadura militar que destruiu a cidadania e a dignidade que sentíamos de ser brasileiros, açoitando a sociedade com toda forma de desmandos e repressões, trancafiando em calabouços todos que sentiam-se injustiçados e gritavam por liberdade; surgiram os evangelistas do dia a dia, que de armas nas mãos, e longe dos templos, pregavam valores cristãos como liberdade e justiça social
Pessoas que assumiram plenamente sua cruz, sem medo de perder a própria vida em busca da liberdade coletiva. Entenderam como poucos as palavras do messias: "quem quiser conservar sua vida há de perdê-la, mas quem doar sua própria vida há de encontrá-la".
Esses homens e mulheres, que não se furtaram a doar suas próprias vidas, foram movidos por intensos sentimentos de amor. Um amor que não reconheceu fronteiras, limite ou medos, um amor doação que refletiu plenamente a boa nova do Cristo.
Vozes se levantarão para dizer que os mártires aqui declarados, não passavam de delinqüentes, assassinos, comunistas, terroristas e tantos outros rótulos subversivos. Esquecem-se tais "donos da verdade", que o próprio Cristo também fora taxado de criminoso, e de promover a desordem social, ao pregar a justiça e a paz.
Outros dirão que a paz de Cristo, não condiz com as armas empunhadas pelos revolucionários brasileiros. Que paz há em um país onde milhares de pessoas morrem na mais infame miséria, pais de famílias procuram emprego como se fossem mendigos encontrando pela frente apenas portas fechadas, crianças são destinadas ao trabalho semi-escravo para enriquecer ainda mais os poderosos, trabalhadores são torturados de todas as formas por lutarem por sua liberdade?
Talvez se esqueçam também que o Deus da Paz enviou Davi contra o gigante Golias e o anjo da morte sobre o Egito. Que o próprio Cristo expulsou com violência os vendilhões que profanavam o templo. Qual o maior templo de Deus se não o homem?
Foi neste contexto que homens como Carlos Marighela, Carlos Lamarca, Betinho, Henfil, Genoíno e tantos outros que, embora nunca tenham sido do clero, anunciaram a boa nova, lavando com seu próprio sangue, as manchas da injustiça em busca de um país melhor e mais justo.
Graças ao bom Deus, tais atitudes evangelizadoras encontraram eco também nas igrejas. Membros do clero, pastores evangélicos e tantos outros se engajaram na luta pela democratização.
D. Helder Câmara, D.Paulo Evaristo Arns, Pe. Marcelo Cavalheira, Frei Fernando, Frei Ivo, Frei Betto e Frei Tito, entre tantos outros, livraram a igreja brasileira da mancha diabólica causada pela inércia daqueles que em nome da paz, se omitiram frente ao massacre de seu próprio povo.
A tortura também esteve presente em nossa região. Madre Maurina Borges, esteve presa na cadeia pública de Cravinhos, tendo sido torturada pelo delegado Renato Ribeiro Soares, excomungado pelo então Bispo de Ribeirão Preto.
Não me sinto capaz de descrever o sentimento vivenciado, ao assistir o depoimento emocionado de Frei Betto, quase quarenta anos depois, ao regar com lágrimas a memória de seu confrade Frei Tito de Alencar Lima, que capturado pelos militares, foi brutalmente torturado durante dias consecutivos, e mesmo no deserto da dor física e psicológica, em momento algum traiu seus camaradas, acalentando com seu sangue e suas lágrimas o sonho da liberdade. Esse momento me lembra a imagem de Cristo que açoitado, humilhado, desprezado e abandonado, jamais renegou o amor do Pai aos seus filhos. O mesmo amor que garantiu a Frei Tito, a força necessária para suportar a dor que lhe impuseram seus carrascos.
Hoje, certamente vivos junto ao Pai, ao lado de tantos outros evangelistas brasileiros, ainda são para nós exemplos de fé e esperança, pois, como nos ensinaram desde a mais tenra idade "Prova de Amor maior não há, que doar a vida pelo irmão".
Que os religiosos de hoje, assumam a missão de proclamar com suas próprias vidas o evangelho da libertação, pois nosso povo ainda sofre injustiças e morre de fome às portas de nossas igrejas.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IMPRENSA LIVRE?

Caros,
As véspera das eleições, vejam o triste papel da imprensa que se diz livre!!!

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff*

Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o .silêncio obsequioso. pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o .Brasil Nunca Mais. onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como .famiglia. mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) .a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)..

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de .fazedores de cabeça. do povo. Quando Lula afirmou que .a opinião pública somos nós., frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"E AGORA JOSÉ PARA ONDE?"

Nestas ultimas páginas tenho visto em toda imprensa uma avalanche de noticias e denuncias com relação ao governo federal e isso é o que se espera de uma imprensa que quer ser livre.
Porem ainda me preocupo com este clamor por liberdade; porque até hoje a imprensa só fez o que a vontade da classe dominante deste país permitiu ou pediu;aliás alguém poderia me dizer nas mãos de quem esta a imprensa brasileira?
Então o que fazer com a liberdade tão reivindicada e defendida com unhas e dentes? O que fizeram com esta suposta liberdade até hoje?
Até onde sei; o que fazem é manipular a opinião pública de acordo com o interesse de uma elite que diz e desdiz onde, quando e o que deve ser feito neste país, de forma a preservar seus privilégios alcançados não com o seu trabalho como insistem em dizer; mais sim com a exploração dos desvalidos.Como me disse um advogado dias destes “é preciso dar comida ao povo; porque se não der eles entram em nossas casas e tomam”; o que seria lógico e justo.
Dentro desta linha de raciocínio se encaixam perfeitamente os “programas de bolsas” do atual governo; bolsas e auxílios que tem o objetivo de deixar as massas caladas e satisfeitas com migalhas e com pingos de água de caídos de uma torneira que jorra ouro nos quintais dos políticos serviçais da ordem econômica.
Então o que a imprensa tem feito com esta liberdade; noticiando invasões de sigilos e escritórios; como fez o PSDB com Roseana Sarney que a época liderava pesquisas? Liberdade; como dizia o saudoso mestre Monteiro; não se mendiga, se conquista lutando”.
A trincheira que a imprensa deve optar em se alinhar é a da verdade em estampar o retrato fiel do que realmente ocorre; sem se limitar a editar e manipular interesses como fez com o fenômeno Collor de Mello, que segundo Jose Bonifácio Sobrinho o “Boni” em entrevista ao programa roda viva; empatou com Lula em um debate, mas por ordens expressas do
Dr.Roberto Marinho fizeram uma edição e Collor apareceu em todos os teles jornais como sendo vencedor deste debate e posteriormente Presidente da República – liberdade pra isso? E quem é que se lembra quando a revista VEJA tinha uma “matéria de gaveta” a respeito de um filho do então candidato Fernando Henrique Cardoso; concebido fora do casamento com uma jornalista da REDE GLOBO transferida para a Espanha e guardou para o futuro; sendo que para eleger Collor esta mesma imprensa se valeu coincidentemente de uma relação do candidato Lula para extirpá-lo do pleito - liberdade pra que?
Pra escolher a quem defender sem verificar o que ocorre com o restante da população?
Liberdade de imprensa para consolidar a hegemonia oligárquica das grandes fortunas?
Mas o povo de maneira geral apóia essa tal liberdade; porém fatos ocorridos em uma determinada classe que a imprensa noticia com alarde; ocorre todo o dia nos morros sem a devida atenção.
Agora a bola da vez é o Presidente Lula nos palanques; alguns o chamam de Mussolini e outros de Hitler; todos despeitados com a popularidade de um metalúrgico que não estudou nem se doutorou na Sorbonne como os opositores deste governo, e por falar nisso,onde estava o PFL, hoje DEM na ditadura e no governo Collor? Onde?
Fica aqui expressa uma lição para que a imprensa noticie que era muito simples; o povo só queria comer e este governo atendeu seus anseios; será que era tão difícil assim? Claro que não; bastava ser menos ganancioso e abrir mão do “quanto mais melhor” e dividir um pouco com o povo; vejam que os banqueiros ficaram ainda mais ricos neste governo em contra partida o povo comeu e principalmente bebeu água– que venha uma tributação severa sobre as grandes fortunas.
E quando alguém insiste em gritar para os quatro cantos do mundo sobre a postura do presidente Lula & Cia eu me deleito e assisto de camarote a derrocada de uma elite que perdeu seu momento e seu trono e agora assiste a ascensão de uma “nova elite”; tão perniciosa quanto a anterior; o diferencial é que esta não nasceu em berço de ouro e conforme o nobre advogado profetizou “foram tomar o que é seu por direito” através do voto; Lula aprendeu rápido!
O que resta para “antiga elite” é aceitar o fato e tentar ser o que nunca foram; membros do povo e enquanto isso continuar aproveitando e desfrutando da letargia da imprensa e dos frutos de uma economia que por coincidência continua atendendo seus interesses; como sempre foi; porque as “migalhas” que o povo come hoje; só servem para mantê-los vivos em um ciclo vicioso de exploração que só terminará com a construção de uma sociedade mais justa com uma imprensa de verdade.

Mário Ricardo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O QUE FAZER?

Dias destes ao solicitar uma assinatura em um abaixo assinado a um senhor que engraxava sapatos diante de meu serviço, recebi uma verdadeira aula que variou de história, passando por filosofia e política, de Goethe e Nietzsche à chegada do homem a lua, da dicotomia socialismo /capitalismo, do mundo dividido, terminando em NÃO.
Sim; terminando em “não eu não vou assinar; porque isso não resolve nada”.
Como pode alguém deixar de assinar um abaixo assinado para um projeto de lei que discute acerca dos vencimentos dos aposentados? Condição esta a que o mesmo e seus pares estarão submetidos no futuro.
Teria sido esta atitude norteada por um exercício de liberdade cidadã? Bem que até poderia ser; não fosse a arrogância neoclássica com que este senhor de meia idade que com certeza já conversou com muitas pessoas e “copiou e colou” idéias ultrapassadas em sua mente – uma colcha de retalhos - que se formatada não restaria muita coisa de identidade própria.
Uma aula espetacular para quem se dispõe a somente ouvir sem ousar contestar sua “divina majestade”; situação que de hilária se torna no mínimo deprimente e própria de quem ainda mantém uma aceitação com o discurso de uma elite fracassada que insiste em ver o país como uma província e que no passado aceitava tudo.
Ainda não somos o que merecemos ser – ou somos?- Mas estamos no caminho – ou não?
A grandiosidade de tudo isso é ver o povo dizendo SIM se tornando desta forma o maior avalista das transformações que se não são revolucionárias é por conta da uma ausência de uma direção comprometida que conduza o povo a “tomar seus destinos em suas mãos, realizar escrupulosamente suas fantasias”.
Não adianta interpretar e entender o mundo se não nos dispomos a mudá-lo.
Mas se assim o fosse, ou seja, se tivéssemos uma direção, um timoneiro, um líder, onde é que ficaria o preceito de que “todo o poder emana do povo?”.
No voto!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NEGOCIAÇÕES 2010-2011 FCA/VALE

Hoje foi mais um dia daqueles em que voce é obrigado a tentar coverter o diabo;vejam só...em nossas negociações com a FCA/VALE uma expressão me deixou muito intrigado;"isso nós estamos recusando porque não é pratica de mercado".
Prática de mercado,o que poderia ser?
Será que uma empresa que almeja se tornar lider e referência nos mercados onde atua pode ficar submetida ao que os outros empresários praticam?
Mas a empresa não foi privatizada justamente para ter mais liberdade de ação para concorrer nos mercados?
Tem alguma coisa errada nesta linha de raciocinio!
Quem quer liderar não pode praticar o que os outros praticam,quem quer liderar tem que inovar reinventar,diversificar, exercitar a criatividade;porque do contrário ficamos com a "burocracia burra";que segundo o discursos inflamados das pessoas que compartilham da posição do "Estado Mínimo";era o entrave ao processo de evolução do Brasil.
Meus caríssimos temos é que realmente libertarmos-nos do julgo do mercado e construirmos uma empresa grande e que volte a nos dar orgulho de vestir a camisa e causar "inveja"daqueles que não desfrutam do prazer de trabalhar em uma empresa ferroviária séria,organizada e exemplo para o mercado, demonstrando como se pode fazer algo maior com um pouco mais de valorização profissional e muita criatividade é claro.
Porem criatividade exige raciocinio e raciocionio é uma qualidade só dos seres humanos ou pelo menos dos que se portam como.
Um forte abraço;
Mário

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010

Circula na net atualmente um e-mail relatando algumas perguntas que um cidadão gostaria que um determinado jornal fizesse ao Presidente Lula e este discorre acerca de todos os erros do atual governo.
Concordo com a indignação;no entanto gostaria de considerar que o cidadão em questão pertence aos míseros 2% de desaprovação do governo Lula.O que será que ocorreu com este governo pra ter uma aprovação desta envergadura;se os eleitores são em sua maioria os mesmos que estavam conduzindo a ELITE nacional ao Planalto?
Será que o Brasil se viu representado? será que o Brasil é analfabeto? será que o Brasil não tem preconceito com os nordestinos que construiram este país?
Eu acho que "o Brasil se viu" neste governo e é por isso que a ELITE está desesperadamente raivosa; e o píor é que não adianta gritar..porque "todo poder emana do povo" e este de uma vez por todas assumnindo seu destino,decide por conta de suas "impressões alimentares" e pensar que era tão simples hein...sim dar comida aos famintos!
Agora à ELITE só resta torcer para que tudo dê errado para voltarem ao poder;praticando a politica do quanto pior melhor.
Desejo uma MÁ SORTE a toda elite deste país!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ

Empregada que aderiu ao PDV é multada por acionar a Justiça indevidamente

Publicado: sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Por Lilian Fonseca - TST

Ex-empregada do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que aderiu a Plano de Demissão Voluntária, não conseguiu anular, no Tribunal Superior do Trabalho, sentença que a condenara ao pagamento de indenização em favor da empresa por litigância de má-fé e honorários advocatícios. A maioria dos integrantes da Seção II Especializada em Dissídios Individuais acompanhou voto de relatoria do ministro Guilherme Caputo Bastos e negou provimento ao pedido de rescisão da trabalhadora.
Os ministros da SDI-2 concluíram que o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Florianópolis, em Santa Catarina, responsável pela condenação, agiu dentro da lei ao responsabilizar a empregada pelo pagamento de indenização ao banco após ter entrado com ação judicial requerendo a invalidação da quitação plena do contrato de trabalho pela adesão ao PDV. No caso, a trabalhadora foi condenada a pagar R$ 2 mil por litigância de má-fé mais R$ 400,00 a título de honorários advocatícios.
O juiz considerou o grau de instrução da empregada, além do fato de que ela foi beneficiada com quantia expressiva quando aderiu voluntariamente ao PDV (aproximadamente R$ 150 mil, equivalente a sete anos de salários livres de impostos) e que os termos do plano foram amplamente debatidos com os trabalhadores que pleitearam a sua implantação.
Como essa decisão era definitiva, ou seja, da qual não cabia mais recursos, a trabalhadora ingressou com ação rescisória no Tribunal do Trabalho catarinense (12ª Região) para anular a sentença. Mas o TRT julgou improcedente o pedido por entender que a decisão que se pretendia desconstituir estava baseada em preceito de lei de interpretação controvertida nos tribunais (incidência das Súmulas nºs 83 do TST e 343 do Supremo Tribunal Federal).
No recurso ordinário apresentado ao TST, a empregada também não conseguiu reformar a condenação. O ministro Emmanoel Pereira chegou a divergir do relator quanto à aplicação da multa por litigância de má-fé. Segundo o ministro, se a matéria era controvertida, a pretensão da empregada tinha fundamento, logo ela deveria ficar isenta do pagamento da indenização.
Entretanto, os demais ministros da SDI-2 concordaram com a interpretação do relator, ministro Guilherme Caputo Bastos, e rejeitaram o pedido da trabalhadora. Para o relator, a jurisprudência citada pela empregada, embora consolidada, não constitui preceito de lei para fins de fundamentação da ação rescisória, nos termos do artigo 485, V, do CPC.
Sobre essa questão, o TST editou a Orientação Jurisprudencial nº 25, que estabelece “não procede pedido de rescisão fundado no artigo 485, V, do CPC quando se aponta contrariedade à norma de convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, portaria do Poder Executivo, regulamento de empresa e súmula ou orientação jurisprudencial de tribunal”.
Ainda de acordo com o ministro Caputo Bastos, na época em que a sentença foi proferida, novembro de 2004, a matéria era controvertida nos tribunais, como bem destacou o Regional – o que atrai a incidência das Súmulas nºs 83 do TST e 343 do STF. Apenas dois anos depois, o Pleno do TST pacificou a questão da aplicabilidade da Orientação Jurisprudencial nº 270 da SDI-1 aos empregados do BESC. Por essa OJ, a indenização oferecida pelo empregador, nos casos de PDV, tem por objetivo incentivar o desligamento dos empregados, mas não afasta a obrigação patronal em relação aos demais direitos decorrentes do contrato de trabalho.
Por fim, observou o relator, cabe ao julgador aplicar a multa por litigância de má-fé, bastando, para tal, que ele verifique a existência de uma ou mais das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. No caso, havia justificativa para a aplicação da multa, pois o juiz concluiu que a empregada agira de má-fé ao requerer direitos decorrentes do extinto contrato de trabalho, apesar de ter dado quitação plena e total no momento da adesão ao PDV.
Durante o julgamento, o ministro Barros Levenhagen lembrou que esse tema provocou muitas discussões no Tribunal, e, realmente, a jurisprudência não estava pacificada na ocasião em que a trabalhadora recorreu à Justiça. De qualquer modo, afirmou o ministro, não era o caso de anulação da sentença, pois deve levar-se em conta o grau de instrução da empregada e a adesão voluntária a um plano que foi requerido pelos próprios trabalhadores e debatido com a participação do sindicato da categoria. (ROAR- 87100-91.2007.5.12.0000)

Notícia do Tribunal Superior do Trabalho

ATA ACT 2010-2011 FCA

COMENTÁRIOS:
A reunião serviu pra tratarmos das regras e do andamento do processo negocial, assim como da agenda para as próximas reuniões,inclusive contemplando bases com mais dificuldades de deslocamento como é o caso dos companheiros da Bahia.
Vamos insistir para que a empresa nos apresente uma contraproposta; visto que a FCA ja teve tempo suficiente para isso e que esta;em virtude dos recordes de produção;contemple os anseios dos empregados ja que a detentora do controle acionário é a toda poderosa VALE;aquela dos comerciais de TV politicamente corretos.
Ressalto que a legislação (E.C 45) é clara no que diz:"até que um novo acordo coletivo de trabalho seja assinado,tem validade o que esta em vigor"
Um abração;
Mário

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SINAL DOS TEMPOS

Olha o Dr.Juliano Martins aqui novamente!!!

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá”
Gonçalves Dias


ORDEM E PROGRESSO


Manhã de sol em São Vicente, chama à atenção, no topo de um morro, uma imensa bandeira brasileira.
Sabedor do valor histórico que a cidade representa na história nacional e, movido pela curiosidade, pergunto a um morador que tipo de construção é aquela. Algum antigo forte, prédio público ou coisa assim?
Surpreso, fui informado que se tratava apenas de uma residência, na qual o proprietário mantém impecavelmente aquele que chama de “Pavilhão Nacional”. Tais palavras, embaladas pelo som harmonioso do mar, fizeram sentir como é bom ser filho desta “Pátria amada, mãe gentil”.
Passam os anos e as bandeiras tremulam por todos os cantos do país. O motivo, desta feita, é a copa do mundo que faz vibrar duzentos milhões de corações. Não há rua, calçada, comércio ou indústria, onde não exista ao menos um modesto lábaro estrelado a nos lembrar que é tempo de torcer pelo Brasil.
Pela TV acompanho o povo sul-africano que, recebendo cordialmente cidadãos de todo o mundo, faz questão de levar a festa até Soweto. O palco do imbecil massacre racista de 1976 transforma-se em arena mundial, onde todos os povos se encontram e, respeitando as regras do jogo, buscam a glória pacífica que o esporte traduz em alegria. A terra de Nelson Mandela, Steve Biko e Desmond Tutu, mostra ao mundo que, a despeito dos tantos resquícios da exploração inglesa, é possível construir um novo paradigma alicerçado na tolerância e no respeito às diferenças.
Em quatro anos, seremos nós os anfitriões desta mesma festa, e a expectativa faz brotar uma inquietante questão: Que Brasil apresentaremos aos povos que, de todo mundo, virão conhecer o “país do futebol”? O que sabemos de nossa história, de nossas lutas, dos sorrisos e lágrimas que construíram esta Terra de Santa Cruz?
Será que os duzentos milhões de técnicos, capazes de determinar num relance a escalação ideal do escrete nacional e indignados pelas ausências de patos e gansos; saberão escalar, na seleção de nossa história, os homens e mulheres que bravamente conquistaram para nós a taça da solidariedade, da paz e da liberdade?
Lembrar-se-ão que esta é a terra de Betinho, Chico Mendes, Lamarca, Mariguela, Frei Tito e Irmã Dulce? Saberão responder quem são Wladmir Herzog, Santo Dias, D. Helder, Clarisse Lispector, Tom Jobim, João Cabral de Melo Neto e Rubem Alves? Escalarão, entre os craques brasileiros, Zumbi dos Palmares, Maria Quitéria, Antonio Conselheiro, Vinícius, Vandré, Prestes e Sepé Tiaraju? Recordarão de Luiz Gonzada, Chico, Vitalino, Euclides da Cunha, Manoel Bandeira, Castro Alves, Rui Barbosa, Carlos Chagas, Dr. Zerbini e Oswaldo Cruz?
Alguém cuidará de informar aos visitantes que aqui estão as mais vastas terras férteis do mundo e oitenta por cento da água doce do planeta? Haverá quem saiba entoar Travessia, Viola Enluarada e a Canção do Expedicionário, ou serviremos aos visitantes rebolations e breganejo?
É chegada a hora de compreendermos que o Pavilhão Nacional não representa somente o pais do futebol, mas antes de tudo o sangue e a alegria de um povo que constrói com talento e trabalho, vitórias que vão muito além das quatro linhas.
Que a taça dó hepta transborde não só de gols e vitórias; mas do fiel entusiasmo de milhões de jardineiros, sabedores que o Éden é aqui!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ACT/FCA 2010-2011

Companheiros;
Neste dia 20/08/2010 estaremos reunidos em B.H em uma 1ª reunião para tratarmos de nosso acordo coletivo e conforme observamos em carta de encaminhamento ao R.H da FCA esperamos que em uma atitude de respeito,a empresa já tenha em mãos alguma contra proposta,visto que entregamos nossa pauta em tempo hábil para isso;ou seja; 01/07/2010.
Com o desenvolvimento das negociaçõpes a categoria será prontamente informada.
Um forte abraço a todos;

Mário Ricardo Santos
Diretor- Sindicato Mogiana
Ribeirão Preto-SP
(16) 3610.7874 / 9155.5780 / 8171.5586
Terceirizada da FCA não paga acerto salarial aos funcionários

Publicado: terça-feira, 17 de agosto de 2010

De acordo com a denúncia, vários funcionários estão na mesma situação.

Eliane Gonçalves da Mota trabalhou quatro anos na Itálica Serviços, terceirizada da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), e faz um mês que ela saiu da empresa e ainda não recebeu o tempo que cumpriu de aviso nem o acerto. De acordo com a denúncia, vários funcionários estão na mesma situação. “Já recorri ao sindicato e ao ministério, mas ainda não tenho uma posição”, relata a ex-funcionária.

A empresa terceirizada tinha seis funcionários trabalhando na FCA em Uberaba e apenas três permaneceram, mesmo com a troca de empresas depois do término do contrato da Itálica Serviços. “Liguei para a representante da empresa, aqui em Uberaba, que me disse que foi fechado um acordo com a FCA. Como tinha quatro meses que a Ferrovia não fazia o repasse do dinheiro para a Itálica, então seriam mantidos os funcionários, mas a FCA que faria o pagamento. Até hoje não sei quem vai me pagar, nem quando”, conta Eliane.

Segundo assessoria de imprensa da FCA, assim que acabou o contrato com a empresa prestadora de serviços, foi solicitado para quem estava assumindo que absorvesse os funcionários da firma anterior, mas nem todos aceitaram o novo acordo.

A informação passada pela assessoria é de que não ficou débito com a Itálica Serviços e a FCA está em fase de negociação com a empresa, pois é de interesse da ferrovia que os ex-funcionários recebam. Ainda não foi fechado nenhum acordo e a responsabilidade do pagamento ainda é da Itálica Serviços. Ninguém da empresa foi encontrado para falar sobre o assunto.

Fonte: Jornal da Manhã de Uberaba - MG

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

FCA

MEA CULPA

Na vida nem sempre acertamos em nossas apostas; mas o que nos resta a fazer senão apostar?
Como seria a vida sem nossas tentativas, erros e acertos?
Quase sempre nossa “bola de cristal” não funciona e o futuro como diz a cantiga “é uma astronave que tentamos pilotar”; as tentativas são pautadas em análises levando sempre em conta a boa fé, primordial nas relações daqueles que se dispuseram um dia a viver em sociedade e porque não dizer nas relações profissionais.
Há um bom tempo nas mesas de negociações com a FCA tenho de forma insistente, em conjunto com os demais sindicatos, clamado para que a área de recursos humanos contrate gestores profissionais especialistas em liderar PESSOAS e de algum tempo pra cá parecia que nosso clamor estava encontrando eco nas atitudes da empresa.
Como eu bem disse antes; parecia.
Atitudes covardes baseadas na coação e no “terrorismo psicológico” não devem encontrar guarida no seio de uma empresa que quer ser grande.
Frases do tipo:
“Quanto tempo de serviço você tem mesmo?”.
“Quantos filhos você tem pra criar?”.
“Desse jeito você não quer ser maquinista”
“Você esta sem o perfil pra trabalhar comigo se não vender suas horas extras”
“Gente assim vocês não querem que eu vá a gerente!”.
“Não se viciem em horas extras como os funcionários antigos”.
Tais frases são ditas por pseudos lideres que ainda devem respirar mais o ar de ferrovia antes de emitir juízo de valores acerca de uma categoria robustamente profissional forjada ao longo da linha.
O que me causa preocupação é o momento em que os empregados ouvem tais colocações; pois as mesma se fazem presentes justamente nos momentos em que estes procuram em seu supervisor soluções para os problemas do dia a dia num tremendo contra-senso profissional, coisa de gente insegura e despreparada para conviver em sociedade e lidar com pessoas-pilar fundamental de uma empresa- porque os “ataques” injustificáveis funcionam como defesa de pessoas vazias.
Os animais mais mansos são os mais violentos a depender da situação em que se encontram, se acuados atacam de forma instintiva.
Eu atesto a quem interessar possa que os ventos da mudança dentro da FCA estão cessando e dou minha mão à palmatória. APOSTEI ERRADO.

sábado, 14 de agosto de 2010

CHUVA DE BOSTA

Hoje tenho o prazer em publicar texto do Dr.Juliano Martins;grande companheiro de luta;

“Não pergunte por
quem os sinos dobram.
Os sinos dobram por ti”.
Ernest Hemingway

CHUVA DE BOSTA

Total perplexidade! Essa foi a reação imediata ao ouvir pela primeira vez a expressão encimada.
E uma dúvida: O que teria levado um poeta como Zé Ramalho a utilizar-se de uma expressão tão agressiva a ouvidos displicentes?
Para entender a intenção do paraibano é necessário prosseguir na leitura: “Prevejo dias com o ventre da terra à mostra, céu sem sol, chuva de bosta, mentira igual verdade”.
De olhos fechados, vê-se a cena pintada pelo poeta. A terra revolvida, em meio a total escuridão, a expulsar de seu vente rochas e lavas, enquanto os excrementos se espalham como chuva. E a essa cena assustadora o autor compara uma das grandes questões de nossos dias, a confusão entre mentira e verdade.
Não é preciso grande esforço para compreender a presença quotidiana desse contra-senso. Bastam alguns minutos em frente à TV, sobretudo pela manhã ou no final da tarde.
Um sem número de desgraças, crimes, violências, corrupção e desesperos se estampam na tela, enquanto apresentadores gritam enfurecidos, querendo fazer crer que a sociedade se deteriora aceleradamente.
Onde estão a mentira e a verdade em tudo isso?
É fato que existem crimes, violência e tragédias as mais diversas, mas serão estas maioria avassaladora entre todos os acontecimentos do dia?
Não se trata de fechar os olhos para a necessidade de prevenir e combater esses dissabores; mas a cada manhã, enquanto os “jornais” televisivos inundam corações e mentes com as mais estressantes “novidades”, longe das telas, milhões de homens e mulheres de bem se dirigem para o trabalho, enquanto novas gerações tomam acento em milhares de escolas, medicamentos são descobertos, livros e músicas lançados, pesquisas revolucionam a ciência, e nada disso se transforma em manchete!
Enquanto os “jornais” repetem cenas trágicas, não raro por dias a fio, distante das câmeras, milhares de pessoas de bem se dedicam ao voluntariado, buscando colaborar concretamente com a construção de um futuro mais digno para todos, igualmente sem qualquer destaque no noticiário.
Enquanto isso, parte da mídia tenta vender a ideologia do fracasso, como se a raça humana piorasse a cada amanhecer.
Tempos houve em que o trabalho escravo era tido como natural. Aqueles que nasciam fora dos palácios estavam condenados à morte prematura ao fim de uma vida de pobres e analfabetos. Epidemias assolavam comunidades de trabalhadores onde os esgotos corriam a céu aberto, enquanto poderosos se refestelavam em intermináveis banquetes e, àqueles que ousassem rebelar-se contra tais injustiças estavam reservadas as masmorras e valas comuns. Não haveria corrupção e violência naqueles tempos? Seriam nossos dias realmente piores do que aqueles?
As amarguras da humanidade são como o câncer ao qual estamos todos sujeitos, e certamente matavam mais quando não eram conhecidas e portanto não podiam ser combatidas.
Se é bom para a sociedade conhecer as agruras da democracia, é nefasta a falsa impressão de que é ela a culpada por todos os males de nossos dias.
O passado recente, em que crianças cresciam assistindo a seus pais, parente e amigos, conversando em volta da fogueira, nos legou Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Castro Alves, Irmã Dulce, e tantos outros. Que heróis estaremos criando no balanço geral de nossos dias?
É chegada a hora de agirmos, antes que a chuva aperte...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FALTAM MAQUINISTAS

"Depois de décadas de estagnação, o setor ferroviário voltou a crescer. Nos últimos dez anos, a carga movimentada pelas empresas subiu 54%. Seu problema, agora, é aumentar o quadro de pessoal. Responsável pelas ferrovias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, o presidente da MRS, Eduardo Parente, resolveu destinar 5,4 milhões de reais para treinar 450 candidatos a maquinista.Os aprovados ganharão 2.000 reais por mês."

Fonte: Revista Veja
Edição 2177- ano 43 -nº32
11 de agosto de 2010 - Panorama Holofote - Felipe Patury

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA

A empresa tomadora, responde subsidiariamente pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas.

Isso quer dizer, que se a prestadora do serviço não cumprir suas obrigações para com os empregados, a tomadora (que a princípio não tem relação de emprego com o trabalhador) passa a responder por tais obrigações.

Assim, sugere-se que além de escolher corretamente a empresa prestadora de serviços, o tomador deve monitorá-la mês a mês, conforme sugere-se nas recomendações a seguir.

Recomendação aos Tomadores para a Contratação da Prestadora

a) dimensionar os serviços a serem contratados em número de pessoal, especificando a função e a jornada de cada trabalhador no setor respectivo;

b) solicitar propostas levando em consideração o número de pessoas necessárias e suas jornadas;

c) analisar as propostas com discriminação de preço para cada trabalhador disponibilizado. Para tanto, observe o piso da categoria estabelecido para cada função e aplique a tabela de encargos trabalhistas sobre os mesmos. Isto porque se o valor fornecido pela prestadora for muito inferior, significa que os empregados estão sendo lesados e conseqüentemente a empresa, ao tomar os serviços, também o será.

d) desconsidere as propostas que apresentem valores incompatíveis com o mercado.

e) verifique a idoneidade das empresas escolhidas através dos seguintes documentos: certidões negativas do INSS, de débito salarial, receita federal e prefeitura municipal.

f) além disso, sugere-se ao tomador que ANTES DE PAGAR A NOTA FISCAL MENSAL À PRESTADORA:

- verifique se o empregado está efetivamente registrado;

- retenha e recolha o INSS

- exija os recibos de pagamento dos salários, férias e demais proventos, guias de recolhimento do FGTS, ISS, nota fiscal e entrega do vale transporte,

- orientar os empregados que lhe prestam serviços a verificar mensalmente se o FGTS está sendo depositado a cada três meses.

- observar se não há desvio na execução da função.

AINDA:

Segundo o código civil:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

Erosão ameaça trecho de ferrovia em Serrana

Suspeita é que cratera foi aberta em consequência de duplicação na Abrão Assed e que corre risco de chegar a trilhos

Luís Fernando Wiltemburg

A erosão ameaça a ferrovia sob concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), ao se aproximar da linha do trem no km 279, perto do km 42 da rodovia Abrão Assed. O Sindicato dos Ferroviários de Ribeirão Preto suspeita que as obras de duplicação da estrada causaram a movimentação da terra e teme o desmoronamento e acidentes com maquinistas.

A erosão começa nas proximidades da ponte da FCA, na rodovia Abrão Assed, no distrito de Serrana. A cratera segue da lateral da pista, próximo a um canavial, e se torna paralela à ferrovia. Sindicato e FCA dizem que o buraco começou no período de obras de melhorias.

A duplicação executada pelo DER (Departamento de Estadas de Rodagens) teve início em 2006, mas apenas foi inaugurada em março do ano passado. Os problemas com a erosão, entretanto, começaram a se agravar antes disso.

"Desde o período de chuvas de 2009, entre janeiro e fevereiro, a erosão aumentou", diz o diretor do sindicato, Mário Ricardo dos Santos.

Ele não soube dizer quantas composições passam pelo km 279, o mais próximo da erosão, mas lembra que é o corredor de exportações.

Buraco monitorado

A FCA informou, por meio da assessoria de imprensa, que o trecho atingido pela erosão é monitorado constantemente e que não há perigo iminente de desmoronamento, o que afasta a necessidade de desativação.

A assessoria de imprensa do DER se limitou a dizer, em nota, que "está em fase final de licitação o projeto para a construção de um canal de concreto no km 42 da rodovia Abrão Assed. A obra deve corrigir o problema de erosão do terreno, que surgiu depois das intensas chuvas do início do ano".

Fonte: Jornal A Cidade - Ribeirão Preto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dilma promete concluir as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul

Por Sabrina Craide e Luciana Lima - Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), prometeu hoje (11) a conclusão da Ferrovia Transnordestina, que vai ligar o interior do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), e da Ferrovia Norte-Sul, que vai de Açailândia (MA) a Estrela D'Oeste (SP) durante o evento Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

“Caso eu seja eleita, minha função será concluir a Transnordestina e prolongar a Norte-Sul, que são as questões mais estratégicas para o nosso país. Segundo ela, os estados do Nordeste e do Centro-Oeste precisam escoar sua produção, e terão um surto de crescimento e de desenvolvimento”, com as duas ferrovias.

A candidata explicou que a ideia é que a Ferrovia Norte-Sul tenha uma continuação, desde Estrela D'Oeste (SP), que é o trecho final do projeto previsto, até o Rio Grande do Sul. “No meu período vamos ter que entregar, sem sombra de dúvida, até Estrela D'Oeste e deixar o restante licitado e já iniciado”, prometeu a candidata.

As ferrovias estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem ser concluídas em 2012. A Norte-Sul tem 2,2 mil quilômetros e investimentos previstos de cerca de R$ 6,4 bilhões. Já a Transnordestina terá 1,7 mil quilômetros construídos e 550 quilômetros remodelados, a um custo de R$ 5,4 bilhões.

Dilma disse que o grande problema do transporte ferroviário no Brasil é o de longo percurso. “Enquanto a gente estiver transportando minério de ferro e soja em grão utilizando as rodovias, nós vamos ter um problema sistemático nas rodovias. Esse tipo de transporte é típico de transporte ferroviários”.

Ao final do evento, Dilma recebeu um troféu dos representantes da organização do evento e se comprometeu com os empresários do setor. “O setor ferroviário pode contar comigo, porque eu conto com ele. Assim como vocês, eu também quero o Brasil nos trilhos”.

Edição: Rivadavia Severo