segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PR ZERO NUNCA MAIS

Ao que parece a FCA/VALE só respeita mesmo a justiça, não se detendo à liberdade facultada a um processo negocial entre as partes. Foi o que ocorreu na ultima reunião em Belo Horizonte para tratarmos da PR 2012 a ser paga em fevereiro de 2013. A empresa apresentou sua proposta atendendo a solicitação da comissão de PR, composta pelos 5 sindicatos de sua base territorial para que o EBITDA e CFROGI deveria ser o da VALE, conforme ocorreu no acordo passado que permitiu o melhor pagamento de PR de todo tempo de operação da FCA. Até ai parece tudo um mar de rosas e que as coisas acontecem de forma natural e que a FCA age por si mesma sem a necessidade de interferências externas, mas torna-se necessário alguns esclarecimentos. A PR 2011 paga em 2012 só foi possível por conta do processo trabalhista 766-2011-087 que condenou a FCA que diante da força da justiça pagou cerca de 6 salários aos empregados. Este ano também não foi diferente, pois o Sindicato Mogiana cobrou na justiça por meio de outro processo 645-2012-087 para que a empresa apresentasse os números que embasaram o pagamento da PR anterior com a exibição de documentos. Diante desta postura não restou outra alternativa à FCA/VALE senão aceitar que a base de cálculos fosse a mesma adotada no ano anterior,ou seja, EBITDA e CFROGI da VALE, uma vez que em nosso processo alegamos que as metas não foram discutidas previamente com a comissão de PR conforme determina a lei 10.101/2000, a mais pura verdade. Acuada pela justiça, não restou outra solução a não ser garantir que nenhum empregado ficará sem PR na FCA/VALE pelo fato de exigir que os mesmos tenham pelo menos 1 ponto em sua avaliação, ou seja, garantiu de antemão um salário por empregado para 2013 e o teto de 6 salários. Na prática o empregado tem garantido 1 salário e a possibilidade de se alcançando os resultados e metas possa elevar este patamar até o teto. Alerta o sindicato que não é pelo fato de se ter garantido este salário que devemos nos deitar em berço esplendido e amolecer o jogo, devemos lutar para alcançar números maiores, mas que esta elevação seja dividida de maneira justa, fato observado tão somente neste ultimo pagamento de PR, justamente por conta de processo trabalhista.

VITÓRIA DOS SINDICATOS

Depois de reiteradas reuniões e várias exigências, inclusive judiciais, a FCA/VALE apresentou um plano médico alternativo de forma a garantir o que está estabelecido em ACT, ou seja, tínhamos em acordo coletivo de trabalho um plano de saúde que só funcionava no papel, salvo raríssimas exceções. Diante disso no dia 02 de outubro em Belo Horizonte a empresa apresentou o plano de saúde UNIMED que virá substituir o plano médico Bradesco Saúde de forma a garantir o atendimento em rede nacional. Não devemos nos impressionar porque ao adotar tal postura a FCA/VALE não faz nada além do que cumprir o acordo coletivo; pois seu descumprimento como vinha ocorrendo estava passivo de uma ação de cumprimento na justiça e como a mesma esta sendo derrotada em todas ações impetradas pelo sindicato, desta vez resolveu não arriscar e fazer sua obrigação. O Sindicato Mogiana também atesta tal feito à resistência de todos os cinco sindicatos que em conjunto com suas bases fizeram do ACT 2012-2014 o acordo com o menor índice de aprovação da história da FCA/VALE. Abaixo segue a transcrição do termo aditivo assinado pelo sindicato que passa a integrar o acordo 2012-2014 – vitória dos empregados sobre a FCA/VALE. PLANO B – CENTRAL NACIONAL UNIMED E BRADESCO DENTAL A FCA implantará a partir de 01 de novembro de 2012, um Plano B – Central Nacional UNIMED e Bradesco Dental em substituição ao Plano Saúde Bradesco. Todos empregados usuários do Plano de Saúde Bradesco serão migrados até a data de 31 de outubro de 2012 para este novo Plano B. Para os procedimentos médicos cobertos pelo Plano B celebrado com a FCA, a empresa arcará com 70% (Setenta por cento) das despesas médicas. Para os procedimentos odontológicos cobertos pelo Plano Básico Odontológico, a FCA arcará com 60% (sessenta por cento) das despesas odontológicas. As despesas do empregado serão limitadas ao teto máximo de 2 (dois) salários nominais por evento. O desconto mensal no contracheque do empregado, relativo a sua parte no Plano de Saúde e/ou Plano Odontológico, está limitado a 15% (quinze por cento) do seu salário nominal sendo o saldo restante automaticamente transferido para ser descontado nos meses imediatamente seguintes. Ficam mantidos os limites de idade, para fins de cobertura dos Planos, de 21 (vinte e um) anos para os filhos dependentes e de 24 (vinte e quatro) anos para os filhos dependentes universitários. Os empregados que estão na AMS poderão optar pelo Plano B – Central Nacional UNIMED e Bradesco Dental até o dia 31 de Dezembro de 2012. Depois disso, as migrações acontecerão no aniversário do plano alternativo. Esta cláusula substituirá na integra as cláusulas 6.9 a 6.13 do ACT 2012/2014 – Plano B.

VALEFÉRTIL

Mais uma vez a FCA/VALE nos mostra o quanto esta preocupada com seus colaboradores, e que essa estória de PILAR GENTE , valorização do trabalhador e SEGURANÇA é tudo balela e não passa de discurso. O Diretor do Sindicato da Mogiana em Uberaba fez uma visita de rotina na estação da Valefértil, localizada no distrito industrial de Uberaba, onde a toda poderosa FCA/VALE implantou uma sede de Maquinistas, OOF e TOF, o mesmo ficou preocupado com o que viu e tirou várias fotos para comprovar o descaso da empresa, pois quando o assunto é gente ele se preocupa primeiramente com os lucros. O local não oferece as mínimas condições de higiene e segurança e os companheiros não tem acesso à água potável, a cozinha é improvisada em um cômodo ao lado de um banheiro que não tem porta, os armários para guardar os pertences não servem nem para ferro velho, duas tábuas apoiadas sobre caixotes, servem de mesa para as refeições sendo que uma delas fica bem próxima deste banheiro sem porta – que horror! Isso traduz a forma improvisada de resolver as coisas dentro desta empresa que quer ser grande; um paleativo aqui, outro ali e a empresa segue seu conto de fadas às avessas. A “instalação” conta ainda com um banheiro imundo no escritório, um lavatório sem torneira e um banco que não serve nem para jogar fora de tão sujo. Essa foi a situação que o nosso o Sindicato presenciou e que foi motivo de grande indignação, pois os companheiros que lá trabalham cumprem a escala 4x4, 12 horas diárias, trabalhando muito e quando tem o tempo para suas refeições é essa estrutura que os espera. Sem contar que o local é ermo, no meio do canavial e já foi alvo de vários furtos; mas ao que consta a FCA/VALE não esta preocupada com isso; e para aqueles que acham que a instalação da referida sede tem o intuito de economizar horas de passe ou diárias operacionais, se enganam, pois este mesmo local já foi alvo de inúmeros, suntuosos e misteriosos investimentos que naufragaram e que poderiam ter sido revertidos em pró dos trabalhadores. Fica o questionamento do porque a FCA/VALE vira e mexe investe na localidade e depois abandona o local e daqui a pouco investe de novo? O mais preocupante é que ao questionar um supervisor sobre a situação, o mesmo transferiu a culpa da lamentável situação ao desleixo dos empregados, acrescentando que resolveria a situação em uma semana e pra amenizar a situação reforçou que os trabalhadores só se fazem presentes nas instalações por ocasião das refeições, o que causou ainda mais preocupação por parte do Sindicato porque em nosso entendimento o local esta inapropriado por conta de tudo que já descrevemos, o sindicato vai oficiar a FCA/VALE para que tire do papel o seu discurso de empresa politicamente correta.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

JEITINHO PSDB

São Paulo, domingo, 16 de setembro de 2012 O veredicto de Geraldo Alckmin O governador de SP usa a mesma retórica dos matadores da ditadura RESUMO Integrante da Comissão da Verdade, a psicanalista Maria Rita Kehl traça paralelo entre a violência de Estado da ditadura (1964-85) e a da PM paulista, que alegou "resistência seguida de morte" após matar nove pessoas no dia 12. A justificativa, típica dos anos de chumbo, foi endossada pelo governador Alckmin. MARIA RITA KEHL "Quem não reagiu está vivo", disse o governador de São Paulo ao defender a ação da Rota na chacina que matou nove supostos bandidos numa chácara em Várzea Paulista, na última quarta-feira, dia 12. Em seguida, tentando aparentar firmeza de estadista, garantiu que a ocorrência será rigorosamente apurada. Eu me pergunto se é possível confiar na lisura do inquérito, quando o próprio governador já se apressou em legitimar o morticínio praticado pela PM que responde ao comando dele. "Resistência seguida de morte": assim agentes das Polícias Militares, integrantes do Exército e diversos matadores free-lancer justificavam as execuções de supostos inimigos públicos que militavam pela volta da democracia durante a ditadura civil militar, a qual oprimiu a sociedade e tornou o país mais violento, menos civilizado e muito mais injusto entre 1964 e 1985. Suprimida a liberdade de imprensa, criminalizadas quaisquer manifestações públicas de protesto, o Estado militarizado teve carta branca para prender sem justificativa, torturar e matar cerca de 400 estudantes, trabalhadores e militantes políticos (dos quais 141 permanecem até hoje desaparecidos e outros 44 nunca tiveram seus corpos devolvidos às famílias -tema atual de investigação pela Comissão Nacional da Verdade). Esse número, por si só alarmante, não inclui os massacres de milhares de camponeses e índios, em regiões isoladas e cuja conta ainda não conseguimos fechar. Mais cínicas do que as cenas armadas para aparentar trocas de tiros entre policiais e militantes cujos corpos eram entregues às famílias totalmente desfigurados, foram os laudos que atestavam os inúmeros falsos "suicídios". HERZOG A impunidade dos matadores era tão garantida que eles não se preocupavam em justificar as marcas de tiros pelas costas, as pancadas na cabeça e os hematomas em várias partes do corpo de prisioneiros "suicidados" sob sua guarda. Assim como não hesitaram em atestar o suicídio por enforcamento com "suspensão incompleta", na expressão do legista Harry Shibata, em depoimento à Comissão da Verdade, do jornalista Vladimir Herzog numa cela do DOI-Codi, em São Paulo. Quando o Estado, que deveria proteger a sociedade a partir de suas atribuições constitucionais, investe-se do direito de mentir para encobrir seus próprios crimes, ninguém mais está seguro. Engana-se a parcela das pessoas de bem que imaginam que a suposta "mão de ferro" do governador de São Paulo seja o melhor recurso para proteger a população trabalhadora. Quando o Estado mente, a população já não sabe mais a quem recorrer. A falta de transparência das instituições democráticas -qualificação que deveria valer para todas as polícias, mesmo que no Brasil ainda permaneçam como polícias militares- compromete a segurança de todos os cidadãos. Vejamos o caso da última chacina cometida pela PM paulista, cujos responsáveis o governador de São Paulo se apressou em defender. Não é preciso comentar a bestialidade da prática, já corriqueira no Brasil, de invariavelmente só atirar para matar -frequentemente com mais de um tiro. Além disso, a justificativa apresentada pelo governador tem pelo menos uma óbvia exceção. Um dos mortos foi o suposto estuprador de uma menor de idade, que acabava de ser julgado pelo "tribunal do crime" do PCC na chácara de Várzea Paulista. Ora, não faz sentido imaginar que os bandidos tivessem se esquecido de desarmar o réu Maciel Santana da Silva, que foi assassinado junto com os outros supostos resistentes. Aliás, o "tribunal do crime" acabara de inocentar o acusado: o senso de justiça da bandidagem nesse caso está acima do da PM e do próprio governo do Estado. Maciel Santana morreu desarmado. E apesar da ausência total de marcas de tiros nos carros da PM, assim como de mortos e feridos do outro lado, o governador não se vexa de utilizar a mesma retórica covarde dos matadores da ditadura -"resistência seguida de morte", em versão atualizada: "Quem não reagiu está vivo". CAMORRA Ora, do ponto de vista do cidadão desprotegido, qual a diferença entre a lógica do tráfico, do PCC e da política de Segurança Pública do governo do Estado de São Paulo? Sabemos que, depois da onda de assassinatos de policiais a mando do PCC, em maio de 2006, 1.684 jovens foram executados na rua pela polícia, entre chacinas não justificadas e casos de "resistência seguida de morte", numa ação de vendeta que não faria vergonha à Camorra. Muitos corpos não foram até hoje entregues às famílias e jazem insepultos por aí, tal como aconteceu com jovens militantes de direitos humanos assassinados e desaparecidos no período militar. Resistência seguida de morte, não: tortura seguida de ocultação do cadáver. O grupo das Mães de Maio, que há seis anos luta para saber o paradeiro de seus filhos, não tem com quem contar para se proteger das ameaças da própria polícia que deveria ajudá-las a investigar supostos abusos cometidos por uma suposta minoria de maus policiais. No total, a polícia matou 495 pessoas em 2006. Desde janeiro deste ano, escreveu Rogério Gentile na Folhade 13/9, a PM da capital matou 170 pessoas, número 33% maior do que os assassinatos da mesma ordem em 2011. O crime organizado, por sua vez, executou 68 policiais. Quem está seguro nessa guerra onde as duas partes agem fora da lei? ASSASSINATOS A pesquisadora norte-americana Kathry Sikkink revelou que o Brasil foi o único país da América Latina em que o número de assassinatos cometidos pelas polícias militares aumentou, em vez de diminuir, depois do fim da ditadura civil-militar. Mudou o perfil socioeconômico dos mortos, torturados e desaparecidos; diminuiu o poder das famílias em mobilizar autoridades para conseguir justiça. Mas a mortandade continua, e a sociedade brasileira descrê da democracia. Hoje os supostos maus policiais talvez sejam minoria, e não seria difícil apurar suas responsabilidades se houvesse vontade política do governo. No caso do terrorismo de Estado praticado no período investigado pela Comissão da Verdade, mais importante do que revelar os já conhecidos nomes de agentes policiais que se entregaram à barbárie de torturar e assassinar prisioneiros indefesos, é fundamental que se consiga nomear toda a cadeia de mando acima deles. Se a tortura aos oponentes da ditadura foi acobertada, quando não consentida ou ordenada por autoridades do governo, o que pensar das chacinas cometidas em plena democracia, quando governadores empenham sua autoridade para justificar assassinatos cometidos pela polícia sob seu comando? Como confiar na seriedade da atual investigação, conduzida depois do veredicto do governador Alckmin, desde logo favorável à ação da polícia? Qual é a lisura que se pode esperar das investigações de graves violações de Direitos Humanos cometidas hoje por agentes do Estado, quando a eliminação sumária de supostos criminosos pelas PMs segue os mesmos procedimentos e goza da mesma impunidade das chacinas cometidas por quadrilhas de traficantes? Não há grande diferença entre a crueldade praticada pelo tráfico contra seis meninos inocentes, no último domingo, no Rio, e a execução de nove homens na quarta, em São Paulo. O inquietante paralelismo entre as ações da polícia e dos bandidos põe a nu o desamparo de toda a população civil diante da violência que tanto pode vir dos bandidos quanto da polícia. "Chame o ladrão", cantava o samba que Chico Buarque compôs sob o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Hoje "os homens" não invadem mais as casas de cantores, professores e advogados, mas continuam a arrastar moradores "suspeitos" das favelas e das periferias para fora dos barracos ou a executar garotos reunidos para fumar um baseado nas esquinas das periferias das grandes cidades. PELA CULATRA Do ponto de vista da segurança pública, este tiro sai pela culatra. "Combater a violência com mais violência é como tentar emagrecer comendo açúcar", teria dito o grande psicanalista Hélio Pellegrino, morto em 1987. E o que é mais grave: hoje, como antes, o Estado deixa de apurar tais crimes e, para evitar aborrecimentos, mente para a população. O que parece ser decidido em nome da segurança de todos produz o efeito contrário. O Estado, ao mentir, coloca-se acima do direito republicano à informação -portanto, contra os interesses da sociedade que pretende governar. O Estado, ao mentir, perde legitimidade -quem acredita nas "rigorosas apurações" do governador de São Paulo? Quem já viu algum resultado confiável de uma delas? Pensem no abuso da violência policial durante a ação de despejo dos moradores do Pinheirinho... O Estado mente -e desampara os cidadãos, tornando a vida social mais insegura ao desmoralizar a lei. A quem recorrer, então? A lei é simbólica e deve valer para todos, mas o papel das autoridades deveria ser o de sustentar, com sua transparência, a validade da lei. O Estado que pratica vendetas como uma Camorra destrói as condições de sua própria autoridade, que em conseqüência disso passará a depender de mais e mais violência para se sustentar.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SIMPÁTICO

REVELAÇÃO Com marra de cão vem um vacilão de bobeira no movimento Sei que tá marcando a massa tá sacando, "tamo ligado" no procedimento Simpático é bruto não é dos justos, dos irmãos não se disfaz Errado vira certo se acha esperto só fortalece quem tem mais O tempo é o remédio e o prosceder se mostra no dia dia A caôsada, simpatia está tá virando epidemia Eu falei uma vez eu tô muito bolado e novamente vou falar Pra curar safado é bom tá ligado vacina é bala de AK Por isso que eu digo cuidado comigo meu bonde bolado é o perigo Comédia fudido garoto metido é cartucheira de bandido Porquê,ele vive na sombra do patrão Agradar vagabundo é sua profissão confunde ganância e ambição Simpatia,comédia e vacilação O simpático,para de forma caô O simpático,para de forma caô

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SOBRE FARSAS

Sobre Farsas Em uma de suas mais polêmicas declarações dos últimos anos, o ex-presidente Lula afirmou que o “mensalão” era “uma farsa”. A frase foi dita quando ainda ocupava a Presidência e ele a arrematou com a promessa de que dedicaria boa parte de seu tempo após deixar o Planalto a demonstrá-lo. Vivíamos os dias de comemoração da vitória de Dilma e ela soou a muitos como um arroubo, compreensível no calor do momento, mas de pequena consequência prática. Mesmo para quem é famoso por emitir opiniões desconcertantes, essa foi extraordinária. Até alguns de seus companheiros mais próximos acharam que Lula havia se excedido. Passaram-se quase dois anos e os fatos mostram que estava certo. Quanto mais avança o “julgamento do mensalão” no Supremo Tribunal Federal, mais fica claro que o fulcro da denúncia é vazio. Que a acusação fundamental que pesa contra os réus é destituída de sentido. Mas Lula não conseguiu alcançar seu intuito. Do final de 2010 para cá, seu esforço de provar a farsa a todos não foi bem sucedido. É claro que fracassaria tentando convencer os adversários do lulopetismo. Entre eles, alguns são tão irracionais que nenhum argumento, por mais bem explicado, seria aceito. Eles são uma pequena minoria da sociedade brasileira, de tamanho conhecido: os 5 a 6% que achavam “péssimo” e “ruim” o governo Lula e que continuam a detestar tudo que Dilma faz. Mas estão super-representados nos veículos da grande indústria de comunicação. Por isso, embora sejam poucos, falam alto. Tanto que parecem ser as únicas vozes que existem. A batalha à frente do ex-presidente, de fazer com que o conjunto da opinião pública percebesse que o “mensalão” era uma farsa, seria difícil de qualquer maneira. Mesmo para quem tem seu prestígio. A vasta maioria da população se interessa nada ou quase nada por questões políticas e administrativas. Por essa razão, não acompanha o noticiário e tende a permanecer substancialmente desinformada - mesmo quando supõe ter alguma informação. Essa mistura de desinteresse e desconhecimento explica a importância que têm os estereótipos e os preconceitos na concepção do cidadão comum a respeito da política e dos políticos. Sabendo pouco e pouco querendo saber a mais, tende a simplificar e generalizar. Dá menos trabalho que procurar entender cada caso concreto. Nada disso é um característica exclusiva da sociedade brasileira. Ao contrário, com a exceção de alguns poucos países de cultura política intensamente participativa (como alguns de nossos vizinhos), não somos diferentes da média. O que é peculiar ao Brasil é haver um só discurso nos principais meios de comunicação de massa. Não é estranho que os empresários que os controlam desgostem de um partido e prefiram outros. Nem que contratem profissionais para defender seus pontos vista. É assim no mundo inteiro, onde donos de jornal e jornalistas têm lado e costumam explicitá-lo. O que complica o quadro brasileiro é que apenas um lado tem expressão na mídia hegemônica, exatamente aquela que, por oferecer produtos de entretenimento, é consumida pela maioria - majoritariamente desinteressada, pouco informada e com visão estereotipada. Isso não é decisivo nas circunstâncias que cobram das pessoas maior envolvimento e participação, como na hora de votar. Em situações como essa, elas não refugam e apenas a minoria permanece à margem, deixando-se conduzir pelos “formadores de opinião”. Mas quando estão em pauta as “coisas dos políticos” o comportamento é diferente. Como elas não as motivam, suas reações são apenas automáticas. Convocam o estereótipo: “todo político é culpado”. E não é preciso prová-lo. Uma denúncia - qualquer denúncia - é, em princípio, verdadeira. Independentemente de contra quem seja e do nível de comprovação. De acordo com a força com que o bumbo é batido pela mídia, algumas ficam grandes e se tornam “o maior escândalo da história brasileira”. Outras têm pequena repercussão e são logo esquecidas. No sentido que está na denúncia do Procurador-Geral, de que foi “um esquema de compra de parlamentares no Congresso para apoiar o governo” o “mensalão” é uma farsa. Especialmente se aduzirmos que envolvia pagamentos mensais (ou regulares), como o nome sugere. Nada sustenta a tese. Se alguns deputados da base do governo - e outros da oposição - foram flagrados recebendo algum recurso, em nenhum caso ficou nem remotamente indicado que era para pagar sua lealdade - argumento de resto absurdo no caso dos petistas, que a davam de graça. E quando tivemos denúncias de compra de votos no sentido literal? Quando parlamentares apareceram discutindo valores e explicando porque os mereciam? Isso aconteceu em 1997, quando o Congresso estava na iminência de votar a reeleição de Fernando Henrique. E daí? Nada. E ainda há quem ache que a mídia é movida por nobres intenções. Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ACT 2012-2014 ASSINADO

Mesmo com todos os 5 (cinco) sindicatos se esforçando para que a categoria conscientiza-se sobre os malefícios da contraproposta da FCA/VALE e sobre a necessidade de continuarmos negociando de forma bilateral; não foi esse o entendimento da categoria. Num verdadeiro exercício de democracia a categoria escolheu mediante voto secreto aprovar a contraproposta da FCA/VALE. Evidentemente que os esforços não foram em vão e toda luta tem seu valor; pois a empresa “rebolou” literalmente para conseguir com uma logística milimetricamente planejada pela gerência de R.H, movimentar os companheiros de várias localidades para que estes pudessem “exercer o seu direito” de votar. Quando dizemos que nem tudo esta perdido é porque a categoria não está mais como no passado e hoje já tem capacidade de avaliar todo o processo de negociações respaldando todos os passos do sindicato; e até por isso que a votação foi muito apertada e só por uma margem muito pequena de votos é que a proposta foi aprovada. Como dissemos em nossas assembléias, a FCA/VALE apresentou a contraproposta em duas minutas,ou seja, uma para o ACT 2012-2014 e outra para o abono de permanência, o que fez com que o sindicato fizesse votações distintas, tanto é que o ACT 2012-2014 recebeu dos companheiros a seguinte votação: 275 empregados votaram por aceitar a contraproposta da FCA/VALE para o ACT 2012-2014, 244 empregados votaram por não aceitar a contraproposta da FCA/VALE, sendo ainda computados 09 (nove) votos nulos e 02 (dois) votos em branco; ao passo que a proposta de abono de permanência que foi tratado pela FCA/VALE como sendo “participação nos resultados extraordinária”recebeu a seguinte votação: 279 votos a favor da contraproposta da FCA/VALE para o ACT “Participação nos Resultados Extraordinária” e 242 votos contra, tendo sido ainda computados 05 (cinco) votos nulos e 04 (quatro) votos em branco o que não interferiu no resultado final. Vejamos que os números não mentem e traduzem uma verdadeira insatisfação da categoria, primeiro com o ACT e depois com os desmandos diários e descumprimento de ACT, que deixam os trabalhadores expostos à falta de pagamentos de horas extras, qualidade de trabalho e problemas com segurança, lesando assim a dignidade destes empregados; acendendo a luz indicativa de um confronto à vista. Denúncias e alertas neste sentido, o sindicato já fez em várias oportunidades, no entanto a resposta da FCA/VALE parece ensaiada quando diz que “estamos corrigindo todas as distorções”. O que a empresa chama de distorções o sindicato chama de maldade para com os empregados e já exigiu a punição e demissão de todos os gestores que praticam descumprimento de ACT, já que nas palavras da empresa, “a prática de não pagamento de horas extras não é orientação da mesma e quem pratica isso o faz por conta”. O sindicato não acredita nos dizeres da empresa pelo simples motivo de este problema não se restringe à nossa base, sendo ainda que a maioria dos gestores que não pagam as horas extras e descumprem o ACT ainda permanecem intocáveis dentro da FCA/VALE, o que prova que os mesmos agem sob orientação e a área de RH funciona tão somente como um “amortecedor” entre a categoria e os sindicatos, controlando os desejos de justiça com um discurso vazio. Com o ACT no ultimo dia 03-08-12 em Belo Horizonte,o que nos resta é observar de perto o seu cumprimento e caso isso não ocorra, a categoria deve denunciar ao sindicato para que este tome as devidas providencias.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

SEXTA FEIRA 13

Sexta feira 13; Superstição? De onde surgem tantas crenças? Boatos,mexericos,conversa de "maria lavadeira"? Pelo sim e pelo não: -"OPINIÃO: “Yo no creo en brujas pero que las hay…las hay" Mário

quinta-feira, 12 de julho de 2012

ASSÉDIO

Companheiros; Dentro em breve ou salvo melhor juizo a FCA começará ou já começou a questionar a categoria sobre o andamento das negociações. A questão é muito simples: "Temos uma pauta de reivindicações aprovada em assembléias e estes são nossos anseios e qualquer coisa fora dela deverá e será passiva de recusa" Senhores; somos nós os donos de nossos destinos e portanto devemos conduzi-lo da forma mais justa possivel. Não dá pra aceitar os "roubos" de horas extras e as desigualdades de tratamento entre as áreas da empresa. Se o acordo é coletivo, porque devemos analisar a proposta de forma individual? Mário Riucardo

quarta-feira, 11 de julho de 2012

DEMÓSTENES CASSADO

O senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM-GO) foi cassado nesta quarta-feira (11) por quebra de decoro parlamentar e ficará inelegível até 2027. Ele é acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Em votação secreta, 56 dos 80 senadores presentes votaram pela cassação, 19 foram contra e houve 5 abstenções. Com o resultado, Demóstenes se tornou o segundo senador cassado na história do Brasil; o outro foi Luiz Estevão, em 2000. Para se confirmar a perda do cargo, aprovada anteriormente por unimidade no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça, seriam necessários, no mínimo, 41 votos de senadores. O único senador ausente na sessão foi Clovis Fecury (DEM-MA), que está de licença desde o dia 6 de julho. Com a cassação aprovada, Demóstenes Torres tem seus direitos políticos suspensos por oito anos a contar do fim do mandato parlamentar, que se encerraria em 2019. Com isso, Demóstenes só poderá voltar a disputar eleições a partir de 2027, quando tiver 66 anos. Em tese, ele poderia questionar a cassação no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda nesta terça (10), antes da decisão, o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, descartou uma apelação na Justiça. "Não vamos recorrer. A decisão do plenário é soberana. Não há como fazer qualquer tipo de recursos. Só nos cabe aceitar a decisão", disse o advogado. saiba mais. Com a perda do mandato, Demóstenes também perde o foro privilegiado e deixa de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, onde é alvo de inquérito. Como é procurador de Justiça do Ministério Público de Goiás licenciado, Demóstenes passa a ter como foro o Tribunal de Justiça de Goiás. O senador cassado foi acusado de quebra de decoro parlamentar por suspeita de ter utilizado o mandato parlamentar para auxiliar nos negócios do contraventor, preso pela Polícia Federal no fim de fevereiro durante a Operação Monte Carlo sob acusação de explorar jogos ilegais e corrupção. Poucos dias após a prisão, surgiram notícias do envolvimento de Carlinhos Cachoeira com Demóstenes Torres. Eu fui perseguido como um cão sarnento. Tudo o que aconteceu na minha vida e o que não aconteceu veio a público. Mandaram jornalistas para todo lugar de Goiás e do Brasil. Por que não apareceu meu nome em desvios? Eu fui investigado como ninguém no Brasil." Demóstenes Torres, durante discurso no plenário do Senado 'Bode expiatório' e 'cão sarnento' Demóstenes chegou ao plenário nesta quarta para sessão que votaria sua cassação antes dos colegas e permaneceu sentado durante os discursos. Antes da votação, voltou a negar ter favorecido o bicheiro e disse que foi um "bode expiatório" e "perseguido como um cão sarnento". "Eu fui perseguido como um cão sarnento. Tudo o que aconteceu na minha vida e o que não aconteceu veio a público. Mandaram jornalistas para todo lugar de Goiás e do Brasil. Por que não apareceu meu nome em desvios? Eu fui investigado como ninguém no Brasil. E não apareceu nada, nada, nada. Aí começaram a inventar", disse Demóstenes. "Eu quero pedir aos senhores. Por favor, me deem a oportunidade de provar que sou inocente. Não acabem com a minha vida. Não me deixem disputar uma eleição só em 2030", completou. Apesar da votação secreta, a sessão, que começou às 10h11, foi aberta e as galerias do plenário já estavam repletas de pessoas convidadas por partidos, que receberam 100 senhas para assistir de perto. O senador Demóstenes Torres com seu advogado no plenário do Senado (Foto: Agência Senado)O senador Demóstenes Torres com seu advogado no plenário do Senado (Foto: Agência Senado) Relembre o caso No começo de março, a primeira denúncia indicava que Demóstenes havia recebido uma cozinha de presente do contraventor. No mesmo mês foram revelados indícios de que o então senador vazava informações do Congresso para Cachoeira. Depois disso, surgiram novas suspeitas de tráfico de influência em diversos órgãos federais. Em abril, Demóstenes deixou seu partido, o DEM, e passou a ser alvo de processo no Conselho de Ética. Desde o início das denúncias, ele alegou que sua relação com Cachoeira, revelada em gravações da Polícia Federal, se limitaria à amizade e que não sabia de qualquer atividade ilegal. Em discursos e na defesa escrita, Demóstenes alegou que as inteceptações eram ilegais, por não terem sido autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), questionou a interpretação dada sobre os diálogos com Cachoeira e se disse vítima de perseguição política e da opinião pública. Demóstenes adotou comportamento incompatível com o decoro mandato. Ele feriu de morte a dignidade do cargo e a ética que se impõe aos parlamentares" Pedro Taques, senador Discursos na sessão A representação que pediu a cassação de Demóstenes por quebra de decoro parlamentar foi de autoria do PSOL. Em nome do partido, o senador Randofe Rodrigues (AP) usou a tribuna por 30 minutos para afirmar que o senador quebrou o decoro e defender a cassação. Randolfe afirmou que as gravações feitas pela Polícia Federal entre Demóstenes e Cachoeira deixam claro que as relações entre o senador e o contraventor não eram apenas pessoais. "O que está em jogo é um sinal para milhões de brasileiros sobre a credibuliade de uma instituição", afirmou. "O diálogo mostra claramente o nível de relação entre Cachoeira e o representado [...] Muitas são as provas que mostram a conduta incompatível com o decoro parlamentar." Antes de Randolfe, o senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo no Conselho de Ética, afirmou que Demóstenes mentiu aos parlamentares ao negar sua relação com o contraventor. "Vossa Excelência disse aqui que não sabia dos afazeres ocultos de Carlos Cachoeira. É muito difícil acreditar. Como poderia não saber das atividades criminosas? [...] Que amigo é este que não procura saber por que o amigo havia sido indiciado por seis crimes. Portanto, me perdoe, mas Vossa Excelência faltou com a verdade", disse o relator. Quem também defendeu a cassação do mandato durante a sessão foi o senador Pedro Taques (PDT-MT), relator de processo contra Demóstenes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo ele, Demóstenes "feriu de morte a dignidade do cargo". "Demóstenes adotou comportamento incompatível com o decoro mandato. Ele feriu de morte a dignidade do cargo e a ética que se impõe aos parlamentares", disse no discurso. O senador Demóstenes Torres com seu advogado no plenário do Senado (Foto: Honório Jacometto / TV Anhanguera)O senador Demóstenes Torres com seu advogado no plenário do Senado (Foto: Honório Jacometto / TV Anhanguera) Histórico de cassações Antes de Demóstenes, apenas um senador teve o mandato cassado: Luiz Estevão, então no PMDB-DF, perdeu o mandato sob a acusação de ter mentido no Senado ao negar envolvimento no desvio de R$ 169 milhões nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. A cassação ocorreu no dia 28 de junho de 2000, com 52 votos a favor da cassação, 18 contra e dez abstenções. Além do mandato, Luiz Estevão perdeu os direitos políticos até 2014. No ano seguinte, Antonio Carlos Magalhães, então no PFL-BA, renunciaria ao mandato antes da votação de um processo de cassação, motivado pela revelação de que obteve a relação dos votos da cassação de Luiz Estevão. O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, então no PSDB-DF e líder do governo, também renunciou, sob suspeita de ter fornecido a lista. Ambos foram eleitos novamente em 2002, ACM para o Senado e Arruda para a Câmara. Ainda em 2001, Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou, também para evitar a perda de direitos políticos. Na época, ele presidia o Senado e era acusado de desvios no Banco do Estado do Pará, fraudes na extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e venda de títulos da dívida agrária. O processo mais recente de ameaça de cassação ocorreu em 2007, quando o então presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) foi acusado de ter as contas pessoais pagas por um lobista. Na época, ele renunciou à presidência do Senado e escapou da cassação. Fonte: G1

FCA DESCUMPRE ACORDO

O sindicato de forma insistente já fez vários contatos com a FCA para que a mesma corrija o descumprimento do ACT no tocante ao pagamento das horas extras laboradas pelos companheiros de nossa base. Mesmo que nosso acordo coletivo permita o banco de horas, o mesmo deve observar as regras do jogo, ou seja, ou o empregado goza a folga por conta de troca das horas extras, ou em não havendo a possibilidade da troca de todas as horas extras dento do período de apuração, estas horas devem ser pagas. O que ocorre é que alguns supervisores “espertinhos” não vêem cumprindo estas regras e desta forma acabam lesando os companheiros; segundo o gerente de R.H Rooney Alvarenga, estes supervisores devem ser reorientados para que cumpram o que ele entende ser uma prática simples, ou seja, ou o empregado folga ou recebe as horas extras. Por conta de vários questionamentos o sindicato entende que as ocorrências não são por conta de falta de orientação, porque o ACT é muito claro. O que falta ao sindicato é materialidade como meio de prova que a prática se processa no seio desta empresa que se diz politicamente correta, no entanto isso não será assim para sempre e tão logo tenhamos as provas desta prática que os companheiros de oficina e eletroeletrônica conhecem de perto, faremos a exigência judicial dos pagamentos omitidos por estes supervisores e cobraremos medidas rígidas para que certos supervisores sofram as medidas cabíveis para tal prática. Portanto companheiros da eletroeletrônica e oficinas da base do sindicato mogiana, fiquem atentos para não mais aceitarmos o banco de horas dentro de nosso ACT e paralelamente pedimos aos companheiros que nos enviem documentos que provem que a existência de horas extras acumuladas e ainda não pagas para nossa fundamentação.

FCA DATA BASE 01-09-2012

O sindicato realizou entre os dias 19 e 20 de junho assembléias em sua base apresentando a pré pauta para celebração do acordo coletivo 2012-2013, por ocasião da proximidade da data base da categoria. Com comparecimento significativo da categoria, a pré pauta foi amplamente discutida e posteriormente aprovada e consolidada com as demais entidades em reunião da unidade sindical e já de conhecimento integral da empresa. As discussões com a FCA já se inciaram e pela movimentação interna da empresa, esta se aproveitará do abono de permanecia para tentar embutir um acordo de 2 anos para a categoria. Muito embora os acordos de 2 anos sejam totalmente permitidos pela legislação, e caso a FCA insista no tema, teremos que discutir medidas protetivas com o máximo de atenção para não estendermos as cláusulas que entendemos serem prejudiciais por um período ainda maior do que o que já temos e esta foi a maior preocupação dos companheiros que invariavelmente observam a FCA descumprindo várias cláusulas do acordo coletivo de trabalho. Agora é ter atenção e acompanhar as discussões entre sindicatos e FCA, lembrando sempre que não podemos nos deter a observar tão somente a parte econômica do acordo, como também as cláusulas malditas que ainda permanecem no mesmo a exemplo: (16 Horas extras, 44 Horas passe, 45 Jornada normal de equipagem de Trens, 46 Prontidão, 47 Sobre-aviso, 48 Turno Ininterrupto de revezamento, 54 Deslocamento de via permanente, 60 Abrangência). Clausulas estas que a empresa no fechamento do acordo em vigor ficou de rediscuti-las e na ocasião destas discussões, limitou-se a dizer que não poderia conceder nada além do que já estava convencionado, ou seja, um golpe! Diante de tantos descumprimentos e desmandos ao longo da vigência do atual acordo, o que originou ações de cumprimento na justiça do trabalho por parte do sindicato, a preocupação da categoria para um acordo de 2 anos é totalmente compreensível.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

VALE; VALE MENOS DO QUE PESA

Ftiemg em defesa dos trabalhadores contra perseguição sindical na Vale
10/04/2012
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas do Estado de Minas Gerais denuncia demissão arbitrária de dirigente sindical
Escrito por: Ftiemg
O diretor da Ftiemg, Vicente de Paula Resende, foi demitido pela Vale, no último dia 4. Esta demissão é arbitrária e demonstra a verdadeira preocupação da empresa com seus trabalhadores. Depois de 32 anos de serviço, a maioria de dedicação à luta sindical, em defesa de melhores condições de trabalho, Vicente Resende foi demitido.
A grande Vale, que gasta milhões em propaganda para falar de sua responsabilidade social e ambiental, não respeita nem a estabilidade sindical de um trabalhador nem as décadas de serviço dedicadas à empresa. Simplesmente, prefere perseguir um diretor sindical, que no exercício de suas funções, defende os interesses dos trabalhadores contra a ganância da empresa, que sempre coloca o lucro em primeiro lugar.
A Federação Extrativa já solicitou audiência à Superintendência Regional do Trabalho, em Belo Horizonte, para resolver essa ilegalidade.
Contamos com a união dos trabalhadores para repudiar essa atitude mesquinha e anti-sindical da Vale.
Não vamos aceitar esse atentado à organização sindical!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“TERROR EM PAULÍNIA”

Esta frase já foi descrita inúmeras vezes aqui neste espaço dedicado ao trabalhador ferroviário; porém agora a empresa se superou.Não se contentando em demitir trabalhadores braçais da via permanente por sua simplicidade de manifestação em assembléia; agora passou a perseguir filhos de ferroviários.Sim!

O que parecia a volta da família ferroviária não encontra amparo na supervisão da mecânica de Paulínia; onde a supervisora atende rigorosamente aos preceitos da FCA com todas as letras; ou seja;”mel na boca e fel no coração”.

A ascensão de uma mulher a um posto de comando é sempre bem vinda e demonstra que não só o país esta mudando;mas as empresas de maneira geral – uma evolução.

Mas exercer posto de comando há que se ter o mínimo de segurança para isso, não necessitando se valer da força do cargo; basta usar o que a mulher tem de melhor – a inteligência.

Com uma postura tendenciosa esta supervisão da mecânica de Paulina não vem tratando igualmente a todos empregados, posicionando-se de forma parcial na condução dos processos – inclusive na gestão de horas extras - isso tudo diante dos olhos da FCA; que no discurso diz: “não adotamos,não orientamos e nem convivemos com este tipo de postura, somos éticos” - Será?

No entanto por mais palavras bonitas proferidas das bocas preparadas dos gestores,a prática diária é outra e ultimo feito deste “protótico de ditadora” foi demitir o filho de um diretor do sindicato para; segundo informações da base; demonstrar força diante dos demais comandados – Sadam também agia assim.

No mundo empresarial moderno os gestores se sobrelevam pela competência e pelos resultados auferidos de maneira ética no curso de muito trabalho.Puxasaquismo, gritos estéricos e posturas inseguras não condizem com a modernidade administrativa.

A confiança é algo que se conquista com o trabalho sem maquiagens de números, boa dose de doação, maturidade,competência e muita humildade; atributos inexistentes naqueles que se portam impondo-se por meio da força.

Posturas como estas servem para demonstrar o que o sindicato vem dizendo sobre a empresa e que devemos ter boa dose de desconfiança naquilo que diariamente seus gestores tentam deixar parecer que são desejos da categoria;quando na verdade não passam de imposições introjetadas pela FCA na mente do trabalhador objetivando a busca desenfreada do lucro.

Demitir o filho de um diretor do sindicato com o propósito de retaliação, configura um crime contra a organização sindical e neste sentido o sindicato acionará a FCA para que esta tenha a oportunidade de se justificar diante da atitude de um de seus prepostos.

4X4

No dia 15 de fevereiro de 2012 as 10:30h na cidade de Campinas estiveram reunidos o Sindicato Mogiana representado por Paulo Francisco,Odair Valente,Alberes Paixão,Vandir Silva,Domingos Sálvio Ferreira e Mário Ricardo Santos e pela FCA (Ferrovia Centro Atlântica) Ângelo Soares e Wagner Gomes Pereira.

Iniciada as discussões acerca das considerações levantadas pelo sindicato em reunião anterior, a FCA apresentou nova minuta que analisada por todos, passou a constar a seguinte redação nas cláusulas:

8.Abrangência:
8.1 Os empregados submetidos ao acordo coletivo geral vigente poderão a critério da empresa passar para este regime 4x4 desde que a referida mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês.

8.2 Também os empregados submetidos a este regime 4x4 previsto no caput poderão a critério da empresa migrar para o regime do acordo coletivo geral desde que a mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês.

11.Garantia
As partes acordantes resolvem que se houver qualquer alteração nos termos do acordo coletivo geral da próxima data base que possa afetar as condições aqui estabelecidas, prevalecerá o acordo coletivo geral sobre este especifico.

O sindicato solicitou à empresa que haja nas assembléias para a apreciação do referido acordo, o mesmo empenho convocatório que a mesma demonstra ter nos eventos participativos que realiza ao longo do ano.

A empresa se compromete a facilitar a participação dos empregados nas assembléias.

Sendo que o edital de convocação será publicado no dia 28 de fevereiro de 2012 no DOE ;fica definido como calendário para a realização das assembléias a semana do dia 05 ao dia 08 de março de 2012; sendo dia 05 em Paulínia das 07:00 as 15:30h, ainda no dia 05 em Aguaí das 17:30 as 19:00h,no dia 06 em Ribeirão Preto das 07:00 as 15:30, em Uberaba no dia 07 das 07:00 as 15:30, encerrando em Uberlândia no dia 08 onde o horário será das 07:00 as 12:00h ,onde ocorrerá a apuração as 13:00h.

A FCA se comprometeu em enviar a minuta da proposta com as alterações concensadas, assim como a listagem dos nomes dos empregados por localidade que serão submetidos ao referido acordo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ALL

Vagão da ALL se desprende da composição e desce a Serra do Mar
Publicado: domingo, 12 de fevereiro de 2012
Vagão de serviços da ALL desceu a Serra e foi parar no pátio de manobras de Piratininga, em São Vicente

Um vagão de serviços da América Latina Logística (ALL), empresa de transportes ferroviários, desprendeu-se de uma composição de trens neste sábado e desceu do topo Serra do Mar, por onde passava por manutenção técnica. O trajeto tem aproximadamente 40 Km. O equipamento, ao chegar ao litoral, colidiu com outros vagões estacionados no pátio de manobras da Estação de Piratininga, na Área Continental de São Vicente. Ninguém ficou ferido.

Segundo apurado, o desprendimento do carro do trem ocorreu acidentalmente. Um funcionário realizava reparo rotineiro quando, ao sair do veículo para buscar uma ferramenta, ouviu um barulho no vagão, que não era utilizado para transporte de materiais, e em seguida desceu da rampa de onde estava, rumando para a linha ferroviária. Não houve tempo ábil para acionar qualquer tipo de freio de emergência.

Fonte: A Tribuna On-line

2012 e a CORRUPÇÃO

Pedro Simon
Folha de São Paulo – 12/02/2012
Depois de perder a chance, em 1995, de instalar uma CPI para identificar os corruptores, agora o Brasil tem uma nova oportunidade
O ano de 2012 começou com uma vitória importante para a democracia no Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a atribuição constitucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de instaurar inquéritos, promover investigações e punir juízes. De fato, o país vive hoje um novo momento -um clichê cujo uso aqui é plenamente justificado.
As manifestações contra a corrupção e a impunidade ocorridas no ano passado sacudiram uma aparente passividade dos brasileiros diante da apropriação privada do dinheiro público para o enriquecimento pessoal, para a obtenção de contratos com o governo ou para o financiamento de campanhas eleitorais.
O povo levou sua indignação às ruas em jornadas convocadas de forma inédita pelas redes sociais, atraindo a atenção da opinião pública mundial para um país que avança também no plano institucional.
Não existem corruptos sem que do outro lado do balcão atuem aqueles que corrompem, o reverso da moeda. Ainda não foi possível uma CPI com a finalidade de identificar e levar os corruptores à Justiça. Mas talvez o momento tenha chegado.
O Congresso Nacional já esteve perto de instalar uma comissão de inquérito com esse objetivo. Foi em 1995, em sequência às então recém-concluídas CPIs do PC Farias (também denominada CPI do impeachment) e dos anões do Orçamento, cujo trabalho levou à cassação de mandatos de parlamentares acusados de manipular recursos públicos.
Depois de cortar na própria carne, o parlamento adquirira a obrigação e a condição moral de levar adiante o trabalho. Mas não era o que pensava o governo, que inviabilizou a CPI ao determinar a retirada de assinaturas de parlamentares aliados.
Corrupção não é privilégio do Brasil, "coisa nossa" e inerente à cultura brasileira. Existe em todos os lugares. Diversos países e governos no mundo enfrentam essa chaga. A diferença entre o Brasil e essas nações, contudo, é a impunidade que aqui vigora. De acordo com o senso popular, "aqui, só ladrão de galinha vai para a cadeia". Prisão é um transtorno poupado aos poderosos.
Os brasileiros demonstram que não estão felizes com esse estado de coisas e, com a sua mobilização, impulsionam mudanças institucionais significativas e históricas.
Um exemplo é a aprovação da Lei da Ficha Limpa, que veio para aperfeiçoar as eleições, exigindo dos candidatos o respeito à Constituição. O artigo 14, parágrafo 9, estabelece que deve ser considerada a vida pregressa do candidato, "a fim de proteger a probidade administrativa e a moralidade para o exercício do mandato".
A sociedade segue mobilizada e vigilante, consciente de que vem dando passos decisivos na construção de uma democracia verdadeira, transparente e de maior conteúdo social.
Nessa jornada, a responsabilidade do Congresso Nacional é imensa, diante dos desafios que virão. Diferentemente de governos anteriores, a atual administração adota uma postura mais rigorosa diante de desvios éticos, permitindo-nos maior otimismo quanto ao futuro.

PEDRO SIMON, 82, advogado, é senador da República pelo PMDB-RS. Foi líder do governo no Senado Federal (governo Itamar Franco), governador do Rio Grande do Sul (1987-91) e ministro da Agricultura (governo Sarney)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

4x4

Companheiros;
A titulo de informação; a reunião agendada pela FCA para o dia 26-01-2012 em Campinas foi adiada pela empresa e na manhã de hoje (30-01-2012) contactei o RTS Angelo Soares e o mesmo afirmou que a referida reunião será agendada oportunamente.

Vejam que neste momento a bola esta nos pés da FCA/VALE;lembrando sempre que por conta do volume a ser carregado esta escala só interessa à empresa que no momento de repartir os lucros paga o que bem entender.

Saliento aos companheiros a importancia de se ter uma entidade sindical atuante e por conta disso;o sindicato fez a FCA lucrar.

Como?

Sim! Porque foi só o sindicato obter uma sentença garantindo R$40.000,00 por empregado;a empresa passou rapidinho a dar lucro,ou seja,antes do processo era 0(zero)salário e agora pós processo 5 salários.

Pensem companheiros;não existe esse negocio de VLI ou EBTIDA VALE!Foi o processo!

Milagres só acontecem quando alguém o opera.

Acessar TRT15 em: www.trt15.gov.br processo 0766-2011-087

VALE : "A PIOR DO MUNDO"

Mineradora disputou com a japonesa Tepco e Samsung

Revista Caros Amigos

A transnacional brasileira Vale conquistou o primeiro lugar no Nobel da vergonha corporativa no Public Eye Awards, que elege por voto popular a pior empresa do mundo em questões ambientais, sociais e trabalhistas. O prêmio foi criado pelo Greenpeace Suíça e Declaração de Berna e o vencedor é sempre revelado durante o Fórum Econômico Mundial, aberto nesta semana em Davos, na Suíça.

A Vale disputou o primeiro lugar com a japonesa Tepco, envolvida no desastre nuclear de Fukushima, mas superou a usina com um total de 25.041 votos. Para as entidades que indicaram a Vale ao prêmio - a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, representada no Brasil pela Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e Xingu Vivo para Sempre -, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes.

Para os organizadora do Public Eye, um fator determinante para a entrada da Vale na disputa entre as piores foi a adesão em 2010 no Consórcio Norte Energia, que constrói a usina de Belo Monte, no Rio Xingu.

“Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas explorados, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração e tantos outros impactos, conceder à Vale o título de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um prêmio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos e trazer centenas de novos atores e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmaram representantes das entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora.

As demais vencedoras foram a Tepco (24.245 votos), Samsung (19.014 votos), Barclays (11.107), Syngenta (6.052) e Freeport (3.308), empresa que atua na Papua e é acusada de torturar e matar os que levantam suas vozes contra seus abusos.

Com informações do Movimento Xingu Vivo para Sempre e Public Eye Awards

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CLÁUSULA 63

No dia 16 de janeiro de 2012 a FCA convocou todos os 5 sindicatos que compõe sua base para discutir a cláusula 63 do ACT 2011-2012 transcrita abaixo:

63. REUNIÃO COM OS SINDICATOS
A FCA se compromete, num prazo de até 90 dias, a contar da assinatura do presente Acordo Coletivo, a convocar os sindicatos para uma reunião com o intuito de discutir assuntos referentes ao plano PASA para aposentados e, também, às seguintes cláusulas: 16 Horas extras, 44 Horas passe, 45 Jornada normal de equipagem de Trens, 46 Prontidão, 47 Sobre-aviso, 48 Turno Ininterrupto de revezamento, 54 Deslocamento de via permanente, 60 Abrangência.

Percebam que o motivo da convocação foi no sentido de atender o que ficou convencionado em acordo, uma vez que não apresentaríamos a proposta para a categoria contendo estas cláusulas que há anos exploram os trabalhadores.

Diante do posicionamento firme dos sindicatos, a FCA/VALE temendo uma recusa da proposta na mesa de negociações, incluiu a possibilidade de rediscutir a citadas cláusulas em até 90 dias da assinatura do acordo coletivo de trabalho (ACT).

Será que a empresa se prestaria a rediscutir algo após assinado se não entendesse que esse algo fosse negativo?

A FCA/VALE jogou de forma suja e ardilosa e a despeito do que corriqueiramente ocorre com os empregados, maculou a relação de confiança entre sindicato e empresa.

Os trabalhadores são maduros suficientemente para entender que nem todas as reivindicações serão atendidas, no entanto a forma como a empresa conduziu o processo é que merece nosso repúdio.

Mesmo sabendo que não poderia atender as reivindicações dos trabalhadores; convocou a reunião e ficou ouvindo as argumentações dos sindicalistas e ao ser questionada sobre o tempo das discussões e se teríamos uma nova reunião; a mesma se limitou a dar o que a lei já prevê; ou seja; a possibilidade do empregado continuar com seu convenio médico (AMS) após se aposentar; negando todas as outras cláusulas.

Atitudes desta natureza merecem uma reflexão por parte da categoria e devemos nos questionar, não nos iludindo com o discurso fácil dos gerentes da FCA/VALE mostrando que nossa vida vai ser um mar de rosas a partir da formação da VLI.

Os sindicatos se reunirão para discutir as providencias a serem adotadas da mesma forma que fizemos no tocante a ação de cumprimento que tramita em Paulínia; onde o judiciário condenou a empresa a pagar R$ 40.000,00 a título de indenização por cada empregado pelo fato da empresa não ter realizado a eleição da comissão de PR dentro da vigência do ACT 2010-2011.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

RACISMO

São Paulo abre primeiro processo administrativo contra racismo em 2012
Publicado: sábado, 7 de janeiro de 2012
Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.

O coordenador de Políticas para População Negra e Indígena da Secretaria estadual paulista da Justiça, Antonio Carlos Arruda, anunciou a instauração do primeiro processo de 2012 sobre discriminação racial. A denúncia se refere a uma criança negra, de seis anos, que foi retirada de um restaurante, na Vila Mariana, ao ser confundida com um pedinte por um funcionário do local.

“Se apurada a discriminação, o estabelecimento poderá ser multado”, explicou o coordenador, responsável pela instauração do processo administrativo baseado na Lei Estadual 14.187/2010, que pune atos discriminatórios por motivo de raça e cor no estado de São Paulo.

Segundo Arruda, no Brasil a discriminação é cultural e não ideológica. “A pessoa não discrimina porque odeia e sim porque considera o diferente um cidadão inferior, pertencente a uma subcategoria”, disse.

Em 2012, campanhas com caráter informativo e divulgação da Lei Estadual 14.187/2010 nortearão as ações da Secretaria da Justiça no combate à discriminação racial. A deputada estadual de São Paulo, Leci Brandão, pretende trabalhar ao lado da Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena para pontencializar o enfrentamento ao racismo em estabelecimentos comercias e outras instituições.

Dados de 2011
A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania instaurou, em 2011, 99 processos sobre discriminação. O maior número corresponde a casos de homofobia, que somam 63, seguidos de casos de discriminação racial, com 32, e casos de discriminação a portadores de HIV, com quatro. uma Comissão Processante Especial (CPE) instaura e analisa os processos com base em lei que prevê punição administrativa em casos de discriminação no estado.

A CPE funciona desde 2002 e tem por atribuição instaurar e julgar processos referentes às leis estaduais 10.948/2001, 11.199/2002 e 14.187/2010. Qualquer cidadão que for vítima das discriminações previstas nas leis pode encaminhar a denúncia pessoalmente, por carta, fax, telefone e internet. Os processos são sigilosos e, em caso de confirmação da autoria do ato discriminatório, as penas são advertências, multas e cassação de alvará de funcionamento de estabelecimentos comerciais envolvidos.

Revista Consultor Jurídico

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

SURTO PSICÓTICO

Escrevem e documentam os meios de comunicação que em são paulo um rapaz de classe média foi acometido de um surto psicótico e atentou com tiros contra a vida de pessoas.

Furtou carros para fugir;mas sem a intenção de auferir renda sobre os mesmos; portanto "menos gravoso".

Jovem,com dois diplomas universitários,branco,de classe média,assistido por advogado.

PS: Para reflexão:

Agora imaginem o mesmo cenário de tiros e furto sendo praticado por uma pessoa da periferia,de pele não branca,sem oportunidades de estudo,sem emprego,sem advogado e com a intenção de obter lucro sobre o produto do furto; para na maioria das vezes; se alimentar.

Será que trataríamos como sendo um surto,um momento,teríamos a mesma complacência?

A resposta é uma só:Bala nele,vagabundo,serviço para a ROTA,BOPE e afins

Mário Ricardo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

4X4

Para aquele que planejam caminhar na contra mão da história renegando todos os esfroços de incansáveis lutas por melhores condições de trabalho;digo:

-"o plantio é livre;mas a colheita é obrigatória".

Não podemos nos furtar da responsabilidade que é aprovar uma escala que obriga o empregado a ficar a disposição da empresa por 12 horas consecutivas.

Devemos sim;é procurar através de nossa pressão fazer cumprir o que diz a lei, ou na pior das hipóteses melhorar esta escala de 8 horas.

Volto a dizer que não existe vitória sem luta e não existe luta sem dor.

Afirmo aos companheiros que o sentido da luta dentro desta entidade se baseia na plena defesa e ampliação de direitos conquistados ao longo dos anos.

Percebam companheiros que foi a luta do sindicato que fez a FCA/VALE nos ultimos tempos "misteriosamente lucrar";e já dizem os gendarmes da empresa: "estamos fechando na faixa de 5 salários".

Alguém já se perguntou porque a empresa neste ano passou a lucrar? Não?

Então eu respondo aos companheiros que foi nosso processo que obteve exito e acolhimento da justiça e enquanto a empresa agora passa a oferecer 5 salários a justiça nos concedeu R$40.000,00 por empregado.

Diante de uma decisão destas uma empresa que passou toda sua vida explorando os empregados;realmente passa a dar lucro.

Portanto fica o exemplo citado para que nos posicionemos de maneira diferente do que a MINORIA dos companheiros que insistem em falar a lingua da empresa aceitando a 4x4.

Já recusamos esta escala uma vez e devemos continuar recusando.

Voto secreto,urna unica e apuração unica.

Tão logo o jurídico da FCA/VALE se posicione sobre a minuta;marcamos as assembléias e vamos votar NÃO.

"Esperança deve vencer o medo;novamente"

Mário Ricardo

VALE "A pior do mundo"

Vale pode ganhar título de pior empresa do mundo

09/01/2012
Agravos ambientais e sociais colocam a mineradora entre as 5 piores do planeta por organizações internacionais
Escrito por: Marcio Zonta, Brasil de Fato



Uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, pode ser considerada nos próximos dias como a pior empresa do mundo na realização de sua atividade de mineração. Entre a Serra de Carajás, no sul paraense ao porto de Itaqui em São Luis, no Maranhão, a empresa foi denunciada por provocar devastação ambiental, trabalho escravo na cadeia de produção do aço, exploração sexual infantil, além da invasão de terras indígenas, quilombolas e camponesas.

A Rede Justiça nos Trilhos, International Rivers e Amazon Watch sãos as responsáveis pela indicação da empresa ao prêmio Public Eye Award (Olho do Público) organizado pelas ONGs Declaração de Berna e Greenpeace.

Conhecido como o “Oscar da Vergonha” o prêmio seleciona anualmente empresas com o pior comportamento social e ecológico. Esse ano a Vale concorre com a Sansung, Barclays, Freeport, Syngenta e Tepco. Independente do resultado, a empresa estará entre as cinco mais nefastas do mundo.



Agravos

Para as organizações que indicaram a Vale ao prêmio, a empresa vem a cada dia agravando problemas e conflitos entre Pará e Maranhão. “A mineradora entrou com um processo de impugnação administrativa contra o reconhecimento das terras quilombolas de Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo no Maranhão, justamente interessada em suas terras para duplicação de seus trilhos que corta a comunidade”, revela o advogado da Rede Justiça nos Trilhos, Danilo Chammas.

A advogada revela que tal situação possibilita a entrada nas terras quilombolas por latifundiários para grilagem de terra e de madeireiros para derrubada de árvores sem nenhuma punição, já que a terra não foi ainda reconhecida.

“Uma série de irregularidades torna a situação dos quilombolas dessas duas comunidades problemática, pois a Vale sequer respeita a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) 169 sobre povos indígenas e tribais, onde os quilombolas são representados, que determina a consulta prévia às comunidades para todo tipo de obra que os impactarem, pois se eles forem contra a obra ela não poderá acontecer, porém a Vale vem burlando tudo isso”, conclui Chammas.

A situação quilombola seria um dos exemplos da forma de atuação da mineradora. Pesquisa realizada em 2011 pelo jornalista Marques Casara, do Observatório Social, denunciou que carvoarias entre os municípios de Marabá (PA) e Imperatriz (MA) flagradas com trabalhadores escravos, abastecia o pólo siderúrgico, cuja Vale fornecia o minério.

“A mineradora não cumpre acordo firmado com o Ministério do Meio Ambiente em 2008 se comprometendo a não fornecer minério a siderúrgicas envolvidas em processos predatórios”, esclareceu Casara na época.

Por fim, dados das três organizações que a indicam ao prêmio, revelam que em 2009 foram 114 milhões de metros cúbicos de efluentes industriais e oleosos despejados nos rios e mares pela empresa. A mineradora utiliza para seus negócios, 1,2 bilhões de metros cubos de água por ano, correspondendo ao consumo médio de água de 18 milhões de pessoas.

A Vale está respondendo a 111 processos judiciais e 151 administrativos. É umas das empresas campeã de multa pelo IBAMA, no entanto, em 2009 não pagou nenhuma.

Para votar na pior empresa do mundo, basta acessar o site: HTTP://www.publiceye.ch/en/vote/vale

FONTE:http://www.cut.org.br/destaque-central/47019/vale-pode-ganhar-titulo-de-pior-empresa-do-mundo