quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IMPRENSA LIVRE?

Caros,
As véspera das eleições, vejam o triste papel da imprensa que se diz livre!!!

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff*

Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o .silêncio obsequioso. pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o .Brasil Nunca Mais. onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como .famiglia. mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) .a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)..

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de .fazedores de cabeça. do povo. Quando Lula afirmou que .a opinião pública somos nós., frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"E AGORA JOSÉ PARA ONDE?"

Nestas ultimas páginas tenho visto em toda imprensa uma avalanche de noticias e denuncias com relação ao governo federal e isso é o que se espera de uma imprensa que quer ser livre.
Porem ainda me preocupo com este clamor por liberdade; porque até hoje a imprensa só fez o que a vontade da classe dominante deste país permitiu ou pediu;aliás alguém poderia me dizer nas mãos de quem esta a imprensa brasileira?
Então o que fazer com a liberdade tão reivindicada e defendida com unhas e dentes? O que fizeram com esta suposta liberdade até hoje?
Até onde sei; o que fazem é manipular a opinião pública de acordo com o interesse de uma elite que diz e desdiz onde, quando e o que deve ser feito neste país, de forma a preservar seus privilégios alcançados não com o seu trabalho como insistem em dizer; mais sim com a exploração dos desvalidos.Como me disse um advogado dias destes “é preciso dar comida ao povo; porque se não der eles entram em nossas casas e tomam”; o que seria lógico e justo.
Dentro desta linha de raciocínio se encaixam perfeitamente os “programas de bolsas” do atual governo; bolsas e auxílios que tem o objetivo de deixar as massas caladas e satisfeitas com migalhas e com pingos de água de caídos de uma torneira que jorra ouro nos quintais dos políticos serviçais da ordem econômica.
Então o que a imprensa tem feito com esta liberdade; noticiando invasões de sigilos e escritórios; como fez o PSDB com Roseana Sarney que a época liderava pesquisas? Liberdade; como dizia o saudoso mestre Monteiro; não se mendiga, se conquista lutando”.
A trincheira que a imprensa deve optar em se alinhar é a da verdade em estampar o retrato fiel do que realmente ocorre; sem se limitar a editar e manipular interesses como fez com o fenômeno Collor de Mello, que segundo Jose Bonifácio Sobrinho o “Boni” em entrevista ao programa roda viva; empatou com Lula em um debate, mas por ordens expressas do
Dr.Roberto Marinho fizeram uma edição e Collor apareceu em todos os teles jornais como sendo vencedor deste debate e posteriormente Presidente da República – liberdade pra isso? E quem é que se lembra quando a revista VEJA tinha uma “matéria de gaveta” a respeito de um filho do então candidato Fernando Henrique Cardoso; concebido fora do casamento com uma jornalista da REDE GLOBO transferida para a Espanha e guardou para o futuro; sendo que para eleger Collor esta mesma imprensa se valeu coincidentemente de uma relação do candidato Lula para extirpá-lo do pleito - liberdade pra que?
Pra escolher a quem defender sem verificar o que ocorre com o restante da população?
Liberdade de imprensa para consolidar a hegemonia oligárquica das grandes fortunas?
Mas o povo de maneira geral apóia essa tal liberdade; porém fatos ocorridos em uma determinada classe que a imprensa noticia com alarde; ocorre todo o dia nos morros sem a devida atenção.
Agora a bola da vez é o Presidente Lula nos palanques; alguns o chamam de Mussolini e outros de Hitler; todos despeitados com a popularidade de um metalúrgico que não estudou nem se doutorou na Sorbonne como os opositores deste governo, e por falar nisso,onde estava o PFL, hoje DEM na ditadura e no governo Collor? Onde?
Fica aqui expressa uma lição para que a imprensa noticie que era muito simples; o povo só queria comer e este governo atendeu seus anseios; será que era tão difícil assim? Claro que não; bastava ser menos ganancioso e abrir mão do “quanto mais melhor” e dividir um pouco com o povo; vejam que os banqueiros ficaram ainda mais ricos neste governo em contra partida o povo comeu e principalmente bebeu água– que venha uma tributação severa sobre as grandes fortunas.
E quando alguém insiste em gritar para os quatro cantos do mundo sobre a postura do presidente Lula & Cia eu me deleito e assisto de camarote a derrocada de uma elite que perdeu seu momento e seu trono e agora assiste a ascensão de uma “nova elite”; tão perniciosa quanto a anterior; o diferencial é que esta não nasceu em berço de ouro e conforme o nobre advogado profetizou “foram tomar o que é seu por direito” através do voto; Lula aprendeu rápido!
O que resta para “antiga elite” é aceitar o fato e tentar ser o que nunca foram; membros do povo e enquanto isso continuar aproveitando e desfrutando da letargia da imprensa e dos frutos de uma economia que por coincidência continua atendendo seus interesses; como sempre foi; porque as “migalhas” que o povo come hoje; só servem para mantê-los vivos em um ciclo vicioso de exploração que só terminará com a construção de uma sociedade mais justa com uma imprensa de verdade.

Mário Ricardo

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O QUE FAZER?

Dias destes ao solicitar uma assinatura em um abaixo assinado a um senhor que engraxava sapatos diante de meu serviço, recebi uma verdadeira aula que variou de história, passando por filosofia e política, de Goethe e Nietzsche à chegada do homem a lua, da dicotomia socialismo /capitalismo, do mundo dividido, terminando em NÃO.
Sim; terminando em “não eu não vou assinar; porque isso não resolve nada”.
Como pode alguém deixar de assinar um abaixo assinado para um projeto de lei que discute acerca dos vencimentos dos aposentados? Condição esta a que o mesmo e seus pares estarão submetidos no futuro.
Teria sido esta atitude norteada por um exercício de liberdade cidadã? Bem que até poderia ser; não fosse a arrogância neoclássica com que este senhor de meia idade que com certeza já conversou com muitas pessoas e “copiou e colou” idéias ultrapassadas em sua mente – uma colcha de retalhos - que se formatada não restaria muita coisa de identidade própria.
Uma aula espetacular para quem se dispõe a somente ouvir sem ousar contestar sua “divina majestade”; situação que de hilária se torna no mínimo deprimente e própria de quem ainda mantém uma aceitação com o discurso de uma elite fracassada que insiste em ver o país como uma província e que no passado aceitava tudo.
Ainda não somos o que merecemos ser – ou somos?- Mas estamos no caminho – ou não?
A grandiosidade de tudo isso é ver o povo dizendo SIM se tornando desta forma o maior avalista das transformações que se não são revolucionárias é por conta da uma ausência de uma direção comprometida que conduza o povo a “tomar seus destinos em suas mãos, realizar escrupulosamente suas fantasias”.
Não adianta interpretar e entender o mundo se não nos dispomos a mudá-lo.
Mas se assim o fosse, ou seja, se tivéssemos uma direção, um timoneiro, um líder, onde é que ficaria o preceito de que “todo o poder emana do povo?”.
No voto!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

NEGOCIAÇÕES 2010-2011 FCA/VALE

Hoje foi mais um dia daqueles em que voce é obrigado a tentar coverter o diabo;vejam só...em nossas negociações com a FCA/VALE uma expressão me deixou muito intrigado;"isso nós estamos recusando porque não é pratica de mercado".
Prática de mercado,o que poderia ser?
Será que uma empresa que almeja se tornar lider e referência nos mercados onde atua pode ficar submetida ao que os outros empresários praticam?
Mas a empresa não foi privatizada justamente para ter mais liberdade de ação para concorrer nos mercados?
Tem alguma coisa errada nesta linha de raciocinio!
Quem quer liderar não pode praticar o que os outros praticam,quem quer liderar tem que inovar reinventar,diversificar, exercitar a criatividade;porque do contrário ficamos com a "burocracia burra";que segundo o discursos inflamados das pessoas que compartilham da posição do "Estado Mínimo";era o entrave ao processo de evolução do Brasil.
Meus caríssimos temos é que realmente libertarmos-nos do julgo do mercado e construirmos uma empresa grande e que volte a nos dar orgulho de vestir a camisa e causar "inveja"daqueles que não desfrutam do prazer de trabalhar em uma empresa ferroviária séria,organizada e exemplo para o mercado, demonstrando como se pode fazer algo maior com um pouco mais de valorização profissional e muita criatividade é claro.
Porem criatividade exige raciocinio e raciocionio é uma qualidade só dos seres humanos ou pelo menos dos que se portam como.
Um forte abraço;
Mário