quinta-feira, 7 de agosto de 2014

4X4

Sou empregado da FCA/VLI e trabalho na escala 4x4, o meu supervisor pode me transferir de escala quando quiser? A escala 4x4 no entendimento do sindicato é extremamente nociva ao trabalhador, entendimento este compartilhado pelo próprio TST – Tribunal Superior do Trabalho, pois expõe o empregado a uma condição desumana. No entanto por força de um acordo específico de 4x4 aprovado em assembleia, temos convivido com esta escala em nossa base. A sombra deste acordo com validade até agosto de 2014; temos a cláusula 8ª que autoriza a transferência do acordo específico para o acordo geral, no entanto a transferência não pode ser ao bel prazer da supervisão; pois gestor algum está acima do acordo. Abaixo transcrevemos o teor da cláusula em questão: 8. ABRANGENCIA O presente acordo abrangerá todos os empregados lotados na base do SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DA ZONA MOGIANA, que trabalham em pátios/estação, armazéns e oficinas da empresa. 8.1 Os empregados submetidos ao Acordo Coletivo Geral vigente poderão a critério da empresa passar para este regime 4x4 desde que a referida mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês. 8.2 Também os empregados submetidos a este regime 4x4 previsto no caput poderão a critério da empresa, migrar para o regime do Acordo Coletivo Geral desde que a mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês. Desta forma uma vez tendo iniciado seus trabalhos em uma escala o empregado só poderá migrar para a outra quando terminar de cumprir o mês todo na escala que se iniciou.

A BOCETA DE PANDORA

Conta a mitologia grega que Pandora foi a primeira mulher, criada pelos deuses do olimpo e ofertada como presente à Epimeteu que possuía uma boceta (pequena caixa oval) onde guardava todas as maldades do mundo. Muito curiosa, Pandora não resistiu à tentação e decidiu abrir a caixa para saber o que havia em seu interior... Ao abri-la escaparam-lhe a angústia, ódio, inveja, traição e toda sorte de imprestáveis sentimentos que rapidamente se espalharam por todo mundo. Um olhar mais atento sobre esse pequeno mito provoca uma reflexão sobre a humanidade. Quantos homens e mulheres levam consigo uma pequena caixa de maldades; dispostos a lançá-las sobre quem quer que lhes provoque contrariedade. Assim, pessoas invejosas, falsas, mesquinhas e odiosas espalham suas maldades pelo mundo apoiadas muitas vezes em simples ambição pessoal. Para conseguir uma promoção puxam o tapete do colega ao lado (traição); por não atingir o que deseja põe-se a maldizer as conquistas alheias (inveja); coleciona ardorosamente bens dos quais na verdade não precisa em detrimento de tantos famintos (ganância). Todo esse mal que grassa pela sociedade gera por si mesmo maiores danos. Chegamos a um ponto onde as pessoas tem medo de confiar em outras pessoas; todos vivem com medo do ladrão, do assassino, do traficante, do corrupto e até do vizinho. Pais não respeitam os filhos; filhos maltratam e abandonam seus pais; tudo em nome do proveito pessoal, numa roda que gira e esmaga sem remorso. Felizmente nem todos foram ainda contaminados! Há muita gente altruísta capaz de dedicar sua vida à construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e fraterna; mesmo pagando o preço de ser rotulado como bobo, palhaço, aproveitador ou simplesmente desocupado. A estes que sentem-se sozinhos em meio ao caos resta um pequeno detalhe do mito grego: “Ao olhar para um cantinho escondido no fundo da pequena caixa, Pandora pode perceber que apenas a esperança não lhe escapou”. Ou seja, por mais que a maldade alheia nos aflija, a esperança nunca nos abandonará. É com essa energia, movidos unicamente à esperança que devemos nos debruçar sobre os problemas deste mundo, tentando devolver-lhe a paz e a fraternidade a tanto perdida, pois os que virão depois colherão os frutos que agora semeamos. Juliano Martins de Lima

HORAS EXTRAS BASE MOGIANA

ATA REUNIÃO Em atendimento ao ofício S.2014/141 de 09/06/2014, no dia 06/08/2014 reuniram-se na estação ferroviária na cidade de Ribeirão Preto – SP, FERROVIA CENTRO ATLÂNTICA S/A neste ato representada por Ângelo Soares- Relações Trabalhistas e Sindicais, Kleber Miniorino - Supervisor Operacional, Anderson Lopes - Supervisor Operacional e SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS FERROVIÁRIAS DA ZONA MOGIANA, neste ato representado pelos diretores Odair Lucas Valente, Mário Ricardo Ap. dos Santos, Vandir de Sousa Silva, Ciro César Vianna, Adilson Luiz da Silva, Airton Maurício Zani e atendendo a solicitações da categoria, presente esteve o maquinista João José de Souza Borges – vice presidente da CIPA local. Iniciado os trabalhos o sindicato pontuou que a emergência apontada no ofício não recebeu a devida tratativa pela empresa por conta da data em que esta reunião se realiza. Atestou o sindicato que os maquinistas de sua base estão sendo submetidos a jornadas por demais extenuantes colocando em risco não só a segurança operacional da empresa, segurança pessoal destes profissionais, assim como a segurança daqueles moradores ao longo de toda linha férrea. Acrescenta ainda o sindicato que tal fato influencia não somente no aspecto de segurança, como também em sua vida familiar, uma vez que os mesmos ficam mais a disposição da empresa do que em contato com suas famílias, situação facilmente comprovada com a reprogramação de escalas nos alojamentos onde os maquinistas têm seus descansos dilatados, ficando um período de descanso maior do que os observados quando estes estão em sua sede, ou seja, junto de suas famílias. A escala programada em nosso entendimento foi um avanço no sentido de proporcionar mais qualidade de vida aos empregados, porém a reprogramação desta descaracteriza a mesma. A prática de tais ocorrências e o modelo de gestão de pessoas pautado em horas extras é de total discordância do Sindicato, pois além de impedir a contratação de novos profissionais, cerceia o usufruto de momentos de lazer com seus familiares; além disso, e não menos importante estes empregados com excesso de jornada estão sendo conduzido por motoristas da empresa contratada EXCLUSIVA que rodam, a pedido da própria FCA/VLI 4 (quatro) noites seguidas; o que contraria o discurso de que o maior valor da empresa é a vida. No tocante a data da reunião, alega a empresa que encontrou dificuldades de agenda e de logística por ocasião do evento copa do mundo. Em continuidade com a palavra, a empresa fez uma apresentação demonstrando o quadro de contratação para a área da tração, assim como as compras de novas locomotivas e vagões, objetivando resolver a saturação da malha. Acrescentou a empresa que vem de forma ascendente implementando ações com o objetivo de melhorar a qualidade laboral de seu empregados e que visualiza uma situação satisfatória a médio e longo prazo, com os novos aportes, e que até dezembro de 2014 a situação estará equacionada. Com relação ao problema da empresa que transporta os empregados, garante a empresa que no próximo mês ocorrerá a contratação de uma nova empresa de carros – JSL - com uma escala mais moderna, inclusive com uma escala de 6 horas diárias para os motoristas. O sindicato questiona o tempo de percurso entre um ponto e outro com as novas contratações e quantos homens seriam necessários para reduzir o número de horas extras. A empresa a título de exemplo diz que o tempo de percurso entre Ribeirão Preto e Aguaí é de 15 horas e numa conta rápida o sindicato verifica que para este exemplo seriam necessários 2 homens para conduzir um único trem com uma jornada mínima dentro deste percurso. O sindicato demonstra preocupação com a combinação de excesso de horas extras versus licença permissiva, onde um trem circula dividindo o trecho com outro trem no mesmo sentido e em monocondução, da mesma forma que com a falta de agua na cidade de Aguaí. Apesar das alegações e ações da empresa, o sindicato questiona sobre qual seria a ação imediata para uma solução parcial da situação e paliativamente apresenta como sugestão a inversão no trecho e a troca da escala da empresa de carros EXCLUSIVA. A empresa diz que em alguns casos efetua a inversão no trecho e quanto à escala da EXCLUSIVA alega que o contrato esta no final e que até o dia 07/08/2014 dará uma posição e no tocante a redução de horas extras reafirma que até dezembro 2014 ocorrerá o equacionamento destas. A empresa reforçou que da o direito de recusa ao empregado também nos casos de licença permissiva. Em continuidade com outros assuntos, o sindicato questiona e pede posicionamento da empresa para os itens abaixo: *Vale cultura, A empresa esta avaliando o pedido dos sindicatos e dará retorno na próxima negociação do ACT. *Vale transportes, A empresa informou que ainda não tem retorno para estes casos, mais que num prazo de 10 dias terá a resposta ao sindicato. *Diferenças salariais onde um maquinista percebe valor inferior ao seu auxiliar, A empresa informou, que esta avaliando os casos em que hajam distorções, e que irá regulariza-los nos próximos meses. *Utilização do convênio médico para os empregados desligados, A empresa informou que disponibiliza o plano de saúde para o empregado desligado durante todo o período de projeção do aviso prévio indenizado. *Periculosidade dos empregados que se encontram expostos ao risco, A empresa informou que nos casos em que atividade exercida pelo empregado, com base no laudo de periculosidade realizada consta como atividade periculosa, o mesmo deverá receber o referido adicional de periculosidade. *Convênio com o Bradesco para empréstimos consignados. A empresa informou que num prazo de 60 dias já estará disponibilizado nas agencias do Bradesco, a opção de empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento.