quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“TERROR EM PAULÍNIA”

Esta frase já foi descrita inúmeras vezes aqui neste espaço dedicado ao trabalhador ferroviário; porém agora a empresa se superou.Não se contentando em demitir trabalhadores braçais da via permanente por sua simplicidade de manifestação em assembléia; agora passou a perseguir filhos de ferroviários.Sim!

O que parecia a volta da família ferroviária não encontra amparo na supervisão da mecânica de Paulínia; onde a supervisora atende rigorosamente aos preceitos da FCA com todas as letras; ou seja;”mel na boca e fel no coração”.

A ascensão de uma mulher a um posto de comando é sempre bem vinda e demonstra que não só o país esta mudando;mas as empresas de maneira geral – uma evolução.

Mas exercer posto de comando há que se ter o mínimo de segurança para isso, não necessitando se valer da força do cargo; basta usar o que a mulher tem de melhor – a inteligência.

Com uma postura tendenciosa esta supervisão da mecânica de Paulina não vem tratando igualmente a todos empregados, posicionando-se de forma parcial na condução dos processos – inclusive na gestão de horas extras - isso tudo diante dos olhos da FCA; que no discurso diz: “não adotamos,não orientamos e nem convivemos com este tipo de postura, somos éticos” - Será?

No entanto por mais palavras bonitas proferidas das bocas preparadas dos gestores,a prática diária é outra e ultimo feito deste “protótico de ditadora” foi demitir o filho de um diretor do sindicato para; segundo informações da base; demonstrar força diante dos demais comandados – Sadam também agia assim.

No mundo empresarial moderno os gestores se sobrelevam pela competência e pelos resultados auferidos de maneira ética no curso de muito trabalho.Puxasaquismo, gritos estéricos e posturas inseguras não condizem com a modernidade administrativa.

A confiança é algo que se conquista com o trabalho sem maquiagens de números, boa dose de doação, maturidade,competência e muita humildade; atributos inexistentes naqueles que se portam impondo-se por meio da força.

Posturas como estas servem para demonstrar o que o sindicato vem dizendo sobre a empresa e que devemos ter boa dose de desconfiança naquilo que diariamente seus gestores tentam deixar parecer que são desejos da categoria;quando na verdade não passam de imposições introjetadas pela FCA na mente do trabalhador objetivando a busca desenfreada do lucro.

Demitir o filho de um diretor do sindicato com o propósito de retaliação, configura um crime contra a organização sindical e neste sentido o sindicato acionará a FCA para que esta tenha a oportunidade de se justificar diante da atitude de um de seus prepostos.

4X4

No dia 15 de fevereiro de 2012 as 10:30h na cidade de Campinas estiveram reunidos o Sindicato Mogiana representado por Paulo Francisco,Odair Valente,Alberes Paixão,Vandir Silva,Domingos Sálvio Ferreira e Mário Ricardo Santos e pela FCA (Ferrovia Centro Atlântica) Ângelo Soares e Wagner Gomes Pereira.

Iniciada as discussões acerca das considerações levantadas pelo sindicato em reunião anterior, a FCA apresentou nova minuta que analisada por todos, passou a constar a seguinte redação nas cláusulas:

8.Abrangência:
8.1 Os empregados submetidos ao acordo coletivo geral vigente poderão a critério da empresa passar para este regime 4x4 desde que a referida mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês.

8.2 Também os empregados submetidos a este regime 4x4 previsto no caput poderão a critério da empresa migrar para o regime do acordo coletivo geral desde que a mudança ocorra na data mensal do inicio da escala estendendo-se obrigatoriamente até o final do mês.

11.Garantia
As partes acordantes resolvem que se houver qualquer alteração nos termos do acordo coletivo geral da próxima data base que possa afetar as condições aqui estabelecidas, prevalecerá o acordo coletivo geral sobre este especifico.

O sindicato solicitou à empresa que haja nas assembléias para a apreciação do referido acordo, o mesmo empenho convocatório que a mesma demonstra ter nos eventos participativos que realiza ao longo do ano.

A empresa se compromete a facilitar a participação dos empregados nas assembléias.

Sendo que o edital de convocação será publicado no dia 28 de fevereiro de 2012 no DOE ;fica definido como calendário para a realização das assembléias a semana do dia 05 ao dia 08 de março de 2012; sendo dia 05 em Paulínia das 07:00 as 15:30h, ainda no dia 05 em Aguaí das 17:30 as 19:00h,no dia 06 em Ribeirão Preto das 07:00 as 15:30, em Uberaba no dia 07 das 07:00 as 15:30, encerrando em Uberlândia no dia 08 onde o horário será das 07:00 as 12:00h ,onde ocorrerá a apuração as 13:00h.

A FCA se comprometeu em enviar a minuta da proposta com as alterações concensadas, assim como a listagem dos nomes dos empregados por localidade que serão submetidos ao referido acordo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ALL

Vagão da ALL se desprende da composição e desce a Serra do Mar
Publicado: domingo, 12 de fevereiro de 2012
Vagão de serviços da ALL desceu a Serra e foi parar no pátio de manobras de Piratininga, em São Vicente

Um vagão de serviços da América Latina Logística (ALL), empresa de transportes ferroviários, desprendeu-se de uma composição de trens neste sábado e desceu do topo Serra do Mar, por onde passava por manutenção técnica. O trajeto tem aproximadamente 40 Km. O equipamento, ao chegar ao litoral, colidiu com outros vagões estacionados no pátio de manobras da Estação de Piratininga, na Área Continental de São Vicente. Ninguém ficou ferido.

Segundo apurado, o desprendimento do carro do trem ocorreu acidentalmente. Um funcionário realizava reparo rotineiro quando, ao sair do veículo para buscar uma ferramenta, ouviu um barulho no vagão, que não era utilizado para transporte de materiais, e em seguida desceu da rampa de onde estava, rumando para a linha ferroviária. Não houve tempo ábil para acionar qualquer tipo de freio de emergência.

Fonte: A Tribuna On-line

2012 e a CORRUPÇÃO

Pedro Simon
Folha de São Paulo – 12/02/2012
Depois de perder a chance, em 1995, de instalar uma CPI para identificar os corruptores, agora o Brasil tem uma nova oportunidade
O ano de 2012 começou com uma vitória importante para a democracia no Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a atribuição constitucional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de instaurar inquéritos, promover investigações e punir juízes. De fato, o país vive hoje um novo momento -um clichê cujo uso aqui é plenamente justificado.
As manifestações contra a corrupção e a impunidade ocorridas no ano passado sacudiram uma aparente passividade dos brasileiros diante da apropriação privada do dinheiro público para o enriquecimento pessoal, para a obtenção de contratos com o governo ou para o financiamento de campanhas eleitorais.
O povo levou sua indignação às ruas em jornadas convocadas de forma inédita pelas redes sociais, atraindo a atenção da opinião pública mundial para um país que avança também no plano institucional.
Não existem corruptos sem que do outro lado do balcão atuem aqueles que corrompem, o reverso da moeda. Ainda não foi possível uma CPI com a finalidade de identificar e levar os corruptores à Justiça. Mas talvez o momento tenha chegado.
O Congresso Nacional já esteve perto de instalar uma comissão de inquérito com esse objetivo. Foi em 1995, em sequência às então recém-concluídas CPIs do PC Farias (também denominada CPI do impeachment) e dos anões do Orçamento, cujo trabalho levou à cassação de mandatos de parlamentares acusados de manipular recursos públicos.
Depois de cortar na própria carne, o parlamento adquirira a obrigação e a condição moral de levar adiante o trabalho. Mas não era o que pensava o governo, que inviabilizou a CPI ao determinar a retirada de assinaturas de parlamentares aliados.
Corrupção não é privilégio do Brasil, "coisa nossa" e inerente à cultura brasileira. Existe em todos os lugares. Diversos países e governos no mundo enfrentam essa chaga. A diferença entre o Brasil e essas nações, contudo, é a impunidade que aqui vigora. De acordo com o senso popular, "aqui, só ladrão de galinha vai para a cadeia". Prisão é um transtorno poupado aos poderosos.
Os brasileiros demonstram que não estão felizes com esse estado de coisas e, com a sua mobilização, impulsionam mudanças institucionais significativas e históricas.
Um exemplo é a aprovação da Lei da Ficha Limpa, que veio para aperfeiçoar as eleições, exigindo dos candidatos o respeito à Constituição. O artigo 14, parágrafo 9, estabelece que deve ser considerada a vida pregressa do candidato, "a fim de proteger a probidade administrativa e a moralidade para o exercício do mandato".
A sociedade segue mobilizada e vigilante, consciente de que vem dando passos decisivos na construção de uma democracia verdadeira, transparente e de maior conteúdo social.
Nessa jornada, a responsabilidade do Congresso Nacional é imensa, diante dos desafios que virão. Diferentemente de governos anteriores, a atual administração adota uma postura mais rigorosa diante de desvios éticos, permitindo-nos maior otimismo quanto ao futuro.

PEDRO SIMON, 82, advogado, é senador da República pelo PMDB-RS. Foi líder do governo no Senado Federal (governo Itamar Franco), governador do Rio Grande do Sul (1987-91) e ministro da Agricultura (governo Sarney)