Augusto Nunes é natural de Taquaritinga/SP. Jornalista há 35 anos, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes e dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Apresentou o programa Roda Vida, da TV Cultura. É colunista do Jornal do Brasil e do site No Mínimo e autor de diversos livros como: Minha Razão de Viver e A Esperança Estilhaçada
Em palestra proferida em 19/09/2011 no Campus Ribeirão Preto da Universidade Paulista, o jornalista foi convidado a abordar o tema “Ética na Administração Pública”.
A “palestra” sobre um tema de extrema importância no mundo do Direito em virtude de uma prática recorrente no Brasil, se pautou totalmente desfocada dos propósitos nobremente intentados pela UNIP e o interlocutor se limitou – contrariando seu vasto currículo - a exercer sua liberdade tendenciosa de imprensa desferindo comentários pessoais a respeito de “autoridades” constituídas democraticamente.
O alvo do mesmo há muito tempo tem sido o PT e José Sarney, o que entendo ser procedente e salutar este exercício jornalístico dentro de um Estado Democrático de Direito construído com muita luta e por muitas mãos; inclusive a dele próprio; conforme seu próprio relato.
No tocante a corrupção citou Lombroso e disse acreditar que determinadas pessoas já nascem com o DNA de ladrão e isso se confirmaria inclusive ao se verificar o nome e currículo do advogado contratado para uma suposta defesa.
Disse também que a ampla defesa e o contraditório tem que ser limitados e que “determinadas pessoas nem precisam disso, basta olhar e já se sabe ser ou não culpado” e que “o PT não tinha o direito de defender dentro de suas fileiras a ética e ao chegar no poder não pratica-la”.
Segundo suas palavras a corrupção – prática recorrente em todas as culturas – foi institucionalizada pelo PT;que se “alia a todos aqueles que estavam do lado dos ditadores”,inclusive Sarney e que Lula por conta de sua popularidade teria tido a oportunidade em não se aliar com estes.
Quando interpelado sobre quem ele acreditaria ser o homem providencial; disse não acreditar nisso; mas que “Lula se considera ser” e completou:“Gosto de Fernando Henrique Cardoso”.
Ao que neste momento só fez confirmar que o tom de “conversa de botequim” travestido de palestra; não passava de comentários revanchistas de alguém que tendo a oportunidade de ouvir as principais lideranças da esquerda nacional, optou em fazer a “revolução branca” se colocando do lado reformista; “enquanto eles estavam exilados nós estávamos aqui enfrentando a ditadura”.
Agora de posse de um vasto currículo se vale do microfone para – se fazendo de neutro – desferir todo seu rancor reprimido contra o partido que mais fez de tudo neste país, e tudo; é tudo mesmo,seja de bom e de ruim;mas só erra quem tenta fazer; e neste sentido o PT que ao meu ver também aliou-se ao sistema, fez muito mais do que qualquer governante em todos os governos anteriores.E pensar que era tão simples,bastando dar de comer a quem tem fome.
Ao defender os pontos citados acima (ampla defesa e contraditórios restritos), no seio de uma Universidade de Direito, o jornalista afronta e coloca em risco tudo que um processo democrático – que mais demorado - pôde e possa ainda construir ao longo de todos estes anos de uma democracia nova, porém consolidada.
Criticar a corrupção e demonstrar insatisfação com o poder judiciário é pertinente e fundamental para nosso avanço enquanto sociedade; mas mesmos as criticas proferidas em uma universidade tem que manter um tom respeitoso e condizente com o meio acadêmico.
Não creio que dizer que ministros do Supremo Tribunal Federal tenham sido indicados para a vaga somente pelo fato de ser negro ou de ser o filho notável da vizinha da mulher do Presidente da República acrescente alguma coisa.
Ultrapassar estas fronteiras constitui uma afronta a nossa inteligência que aliada ao tom; no meu entendimento não passam de conversa de bêbado reformista se fazendo de intelectual em botequim da zona sul.
Mário Ricardo
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
ACT 2011-2012 "A Resistência"
As negociações salariais para o acordo coletivo de trabalho(ACT) 2011-2012 FCA/VALE(Ferrovia Centro Atlântica)já se iniciaram e em sua 2ªrodada de negociações(13 e 14 de setembro)a empresa apresentou sua proposta econômica, que dentro de um cenário onde a Vale apresenta lucros astronômicos, é uma proposta bastante "econômica"(7,4% de aumento,R$1,00 de aumento nos tickets e nada mais)pois mesmo com um discurso de recordes "premiados com pipocas e cup cackers" e criação de uma nova empresa de logistica V.L.I(Vale Logistica Integrada)a empresa testa a paciência,a habilidade e os limites dos negociadores.
No entanto não estão preparados para a reação de nossa unidade sindical;que cada vez mais forte e aguerrida não tem medido esforços em defender os interesses dos trabalhadores de uma forma contundente.
A FCA se vale de um "script" em desuso muito usado pelo "bruxo do passado";que se fez poderoso a partir da exploração dos trabalhadores em um tempo de unidade frágil.
O script não funciona mais e as coisas mudaram e ainda vão mudar muito;os gendarmes da FCA tentam se valer de uma metodologia não mais adotada no mundo corporativo e até blindar o presidente da FCA tentaram;negando que o mesmo se faça presente e ao menos conheça aqueles que representam os seus subordinado,que atraves de seu trabalho premiado com baixos salários,garantem sua poupuda renmuneração.A reação dos sindicatos foi a altura se indispondo em "conhecer" o blindado Spinelli - não está a nossa altura.
Companheiros;não podemos nos deter aos números da proposta econômica que foi e será sempre negada enquanto não condizerem com nossa realidade;pois o ACT vem com todas as cláusulas ilegais historicamente embutidas em seu corpo;ou seja;se olharmos simplesmente para o aumento salarial - o que quer a FCA- não perceberemos o engodo que nos faz trabalhar em condições cada vez mais desfavoráveis e inseguras.
Onde está a valorização da via permanente?
Onde está o turno de 6 horas?
Onde está o convenio médico digno?
Sem falar nas mazelas diárias que alguns supervisores vem inventando em sua vida laboral inóqua.
Não se limitem em se informar pelos meios de comunicação da FCA; pois ela só divulga o que entende positivo e esconde de forma maléfica as outras cláusulas.
Até o dia 21;onde ocorrem mais uma rodada de negociação.
Quando o seu supervisor lhe perguntar o que dá pra melhorar na proposta dia a ele que nós temos uma pauta aprovada em assembléia e que já está nas mãos da FCA.
CHEGA!!!
No entanto não estão preparados para a reação de nossa unidade sindical;que cada vez mais forte e aguerrida não tem medido esforços em defender os interesses dos trabalhadores de uma forma contundente.
A FCA se vale de um "script" em desuso muito usado pelo "bruxo do passado";que se fez poderoso a partir da exploração dos trabalhadores em um tempo de unidade frágil.
O script não funciona mais e as coisas mudaram e ainda vão mudar muito;os gendarmes da FCA tentam se valer de uma metodologia não mais adotada no mundo corporativo e até blindar o presidente da FCA tentaram;negando que o mesmo se faça presente e ao menos conheça aqueles que representam os seus subordinado,que atraves de seu trabalho premiado com baixos salários,garantem sua poupuda renmuneração.A reação dos sindicatos foi a altura se indispondo em "conhecer" o blindado Spinelli - não está a nossa altura.
Companheiros;não podemos nos deter aos números da proposta econômica que foi e será sempre negada enquanto não condizerem com nossa realidade;pois o ACT vem com todas as cláusulas ilegais historicamente embutidas em seu corpo;ou seja;se olharmos simplesmente para o aumento salarial - o que quer a FCA- não perceberemos o engodo que nos faz trabalhar em condições cada vez mais desfavoráveis e inseguras.
Onde está a valorização da via permanente?
Onde está o turno de 6 horas?
Onde está o convenio médico digno?
Sem falar nas mazelas diárias que alguns supervisores vem inventando em sua vida laboral inóqua.
Não se limitem em se informar pelos meios de comunicação da FCA; pois ela só divulga o que entende positivo e esconde de forma maléfica as outras cláusulas.
Até o dia 21;onde ocorrem mais uma rodada de negociação.
Quando o seu supervisor lhe perguntar o que dá pra melhorar na proposta dia a ele que nós temos uma pauta aprovada em assembléia e que já está nas mãos da FCA.
CHEGA!!!
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