quinta-feira, 22 de setembro de 2011

TUCANINHO II - "A Revanche"

Augusto Nunes é natural de Taquaritinga/SP. Jornalista há 35 anos, foi redator-chefe da revista Veja, diretor de redação das revistas Época e Forbes e dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Apresentou o programa Roda Vida, da TV Cultura. É colunista do Jornal do Brasil e do site No Mínimo e autor de diversos livros como: Minha Razão de Viver e A Esperança Estilhaçada
Em palestra proferida em 19/09/2011 no Campus Ribeirão Preto da Universidade Paulista, o jornalista foi convidado a abordar o tema “Ética na Administração Pública”.
A “palestra” sobre um tema de extrema importância no mundo do Direito em virtude de uma prática recorrente no Brasil, se pautou totalmente desfocada dos propósitos nobremente intentados pela UNIP e o interlocutor se limitou – contrariando seu vasto currículo - a exercer sua liberdade tendenciosa de imprensa desferindo comentários pessoais a respeito de “autoridades” constituídas democraticamente.
O alvo do mesmo há muito tempo tem sido o PT e José Sarney, o que entendo ser procedente e salutar este exercício jornalístico dentro de um Estado Democrático de Direito construído com muita luta e por muitas mãos; inclusive a dele próprio; conforme seu próprio relato.
No tocante a corrupção citou Lombroso e disse acreditar que determinadas pessoas já nascem com o DNA de ladrão e isso se confirmaria inclusive ao se verificar o nome e currículo do advogado contratado para uma suposta defesa.
Disse também que a ampla defesa e o contraditório tem que ser limitados e que “determinadas pessoas nem precisam disso, basta olhar e já se sabe ser ou não culpado” e que “o PT não tinha o direito de defender dentro de suas fileiras a ética e ao chegar no poder não pratica-la”.
Segundo suas palavras a corrupção – prática recorrente em todas as culturas – foi institucionalizada pelo PT;que se “alia a todos aqueles que estavam do lado dos ditadores”,inclusive Sarney e que Lula por conta de sua popularidade teria tido a oportunidade em não se aliar com estes.
Quando interpelado sobre quem ele acreditaria ser o homem providencial; disse não acreditar nisso; mas que “Lula se considera ser” e completou:“Gosto de Fernando Henrique Cardoso”.
Ao que neste momento só fez confirmar que o tom de “conversa de botequim” travestido de palestra; não passava de comentários revanchistas de alguém que tendo a oportunidade de ouvir as principais lideranças da esquerda nacional, optou em fazer a “revolução branca” se colocando do lado reformista; “enquanto eles estavam exilados nós estávamos aqui enfrentando a ditadura”.
Agora de posse de um vasto currículo se vale do microfone para – se fazendo de neutro – desferir todo seu rancor reprimido contra o partido que mais fez de tudo neste país, e tudo; é tudo mesmo,seja de bom e de ruim;mas só erra quem tenta fazer; e neste sentido o PT que ao meu ver também aliou-se ao sistema, fez muito mais do que qualquer governante em todos os governos anteriores.E pensar que era tão simples,bastando dar de comer a quem tem fome.
Ao defender os pontos citados acima (ampla defesa e contraditórios restritos), no seio de uma Universidade de Direito, o jornalista afronta e coloca em risco tudo que um processo democrático – que mais demorado - pôde e possa ainda construir ao longo de todos estes anos de uma democracia nova, porém consolidada.
Criticar a corrupção e demonstrar insatisfação com o poder judiciário é pertinente e fundamental para nosso avanço enquanto sociedade; mas mesmos as criticas proferidas em uma universidade tem que manter um tom respeitoso e condizente com o meio acadêmico.
Não creio que dizer que ministros do Supremo Tribunal Federal tenham sido indicados para a vaga somente pelo fato de ser negro ou de ser o filho notável da vizinha da mulher do Presidente da República acrescente alguma coisa.
Ultrapassar estas fronteiras constitui uma afronta a nossa inteligência que aliada ao tom; no meu entendimento não passam de conversa de bêbado reformista se fazendo de intelectual em botequim da zona sul.

Mário Ricardo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ACT 2011-2012 "A Resistência"

As negociações salariais para o acordo coletivo de trabalho(ACT) 2011-2012 FCA/VALE(Ferrovia Centro Atlântica)já se iniciaram e em sua 2ªrodada de negociações(13 e 14 de setembro)a empresa apresentou sua proposta econômica, que dentro de um cenário onde a Vale apresenta lucros astronômicos, é uma proposta bastante "econômica"(7,4% de aumento,R$1,00 de aumento nos tickets e nada mais)pois mesmo com um discurso de recordes "premiados com pipocas e cup cackers" e criação de uma nova empresa de logistica V.L.I(Vale Logistica Integrada)a empresa testa a paciência,a habilidade e os limites dos negociadores.
No entanto não estão preparados para a reação de nossa unidade sindical;que cada vez mais forte e aguerrida não tem medido esforços em defender os interesses dos trabalhadores de uma forma contundente.
A FCA se vale de um "script" em desuso muito usado pelo "bruxo do passado";que se fez poderoso a partir da exploração dos trabalhadores em um tempo de unidade frágil.
O script não funciona mais e as coisas mudaram e ainda vão mudar muito;os gendarmes da FCA tentam se valer de uma metodologia não mais adotada no mundo corporativo e até blindar o presidente da FCA tentaram;negando que o mesmo se faça presente e ao menos conheça aqueles que representam os seus subordinado,que atraves de seu trabalho premiado com baixos salários,garantem sua poupuda renmuneração.A reação dos sindicatos foi a altura se indispondo em "conhecer" o blindado Spinelli - não está a nossa altura.
Companheiros;não podemos nos deter aos números da proposta econômica que foi e será sempre negada enquanto não condizerem com nossa realidade;pois o ACT vem com todas as cláusulas ilegais historicamente embutidas em seu corpo;ou seja;se olharmos simplesmente para o aumento salarial - o que quer a FCA- não perceberemos o engodo que nos faz trabalhar em condições cada vez mais desfavoráveis e inseguras.
Onde está a valorização da via permanente?
Onde está o turno de 6 horas?
Onde está o convenio médico digno?
Sem falar nas mazelas diárias que alguns supervisores vem inventando em sua vida laboral inóqua.
Não se limitem em se informar pelos meios de comunicação da FCA; pois ela só divulga o que entende positivo e esconde de forma maléfica as outras cláusulas.
Até o dia 21;onde ocorrem mais uma rodada de negociação.
Quando o seu supervisor lhe perguntar o que dá pra melhorar na proposta dia a ele que nós temos uma pauta aprovada em assembléia e que já está nas mãos da FCA.
CHEGA!!!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

RIO VERMELHO

Fato interessante esta ocorrendo no Rio de Janeiro com a situação dos bombeiros, e os cariocas devem sentirem-se orgulhosos neste momento em que esta movimentação ganha contornos dignos de um povo que luta – todos as ruas do Rio.

Os cariocas sempre altivos, retomam a coroa do império que nunca deixou o Estado do Rio e isso ocorre em duas frentes e a primeira se deve evidentemente aos heróis do corpo de bombeiros e a segunda ao posicionamento do Governador Sergio Cabral que desorientado politicamente se porta como um déspota;desferindo expressões que incondizem com quem o DNA daqueles que assinam “Cabral”.

Palavras que não combinam com o que representa a corporação heróica destes bravos homens que quando invadem os morros o fazem usando as únicas armas que possuem; ou seja; seus braços,suas mentes e suas vidas e “atiram” nas mazelas dos desvalidos com balas de altruísmo.

Invadem pra salvar,invadem pra servir em uma tentativa “insana” de fazer o bem num misto messiânico sim; pois se se portarem com o mínimo de raciocínio lógico deveriam ficar em casa atendendo aos pedidos de seus familiares que com os olhos pedem pra ficar e com a boca dizem que devem ir e cumprir seu dever.

Mas o dever de doação que deveria ser a marca deste governo do Rio; que parece se esquecer de onde estavam estes mesmos homens em tragédias memoráveis frutos; agora sim do messianismo político que pra se elegerem fazem qualquer coisa.

Repudio veementemente a postura de todo e qualquer governante que trata de seus heróis como bandidos; porque esta é a postura histórica entranhada em nossas veias; que trata como heróis pessoas que foram uma vida inteira perseguidos e que depois de mortas recebem um busto em uma praça ou um outro tipo de homenagem póstuma que o valha.

O governo do Rio tem a oportunidade de reescrever a história de nossa cultura e quebrar todos os paradigmas seculares enrraigados em nossa sociedade e libertar esses heróis colocando-os em destaque; erguendo uma estátua em praça pública homenageando suas famílias desmonstranto que isso é possível ser feito em vida.

A invasão do quartel não pode ser encarada como um ato de quebra de hierarquia ou de selvageria e sim como uma invasão de um morro; pois nestas condições as paredes das casas que antes eram sonhos, se não removidas serão as lápides dos moradores que se encontram debaixo das mesmas.

Invadir o quartel – casa de heróis- nada mais foi do que retornar para casa e gritar de dentro dela o desespero de quem esta com fome; o salário destes heróis é uma miséria diante do que fazem pelas pessoas e é por isso que o governo esta em uma enrascada política; porque não pode tratar heróis como bandidos e o povo sabe quem realmente nesta cena socorre suas mazelas.

SALVE OS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO – “SALVE RIO VERMELHO”.

terça-feira, 24 de maio de 2011

SOLIDARIEDADE - ACT 2011-2012 - FCA/VALE

ACT FCA 2011-2012

Como tudo em nossa vida sempre chega o momento de uma decisão, instantes estes em que mais somos autoquestionados e isso se dá em virtude do auto grau de responsabilidade que assumimos ao tomarmos uma decisão.
A vivencia desta situação se apresenta a todo instante desde o momento em que decidimos nos levantar da cama e fazermos um dia diferente a ficarmos inertes deitados em berço esplendido.
Pois bem categoria; estamos nos aproximando de nossa data base e dentro de pouco tempo deveremos preparar nossa pauta de reivindicações para ser discutida com a FCA.
Em todos estes anos temos preparado uma pauta consistente contemplando fielmente os anseios da categoria sempre dentro dos princípios legais e defendida com unhas e dentes pela unidade sindical composta dos 5 sindicatos que compõe a malha ferroviária da FCA.
Invariavelmente a FCA tem se valido de nossas condições de trabalho para empurrar goela abaixo sua proposta; ou seja; se baseia em nossos baixos salários para com um simples abono aprovar um pacote repleto de cláusulas maléficas aos trabalhadores que ao longo do ano nos esforçamos para digerir.
É realmente um contra-senso aprovarmos uma proposta baseando-nos tão somente na parte econômica do acordo;pois se observarmos bem,chegaremos à conclusão de que nossos baixos salários se dão por conta de aprovarmos um acordo que prevê tão somente uma reposição de perdas sem elevar em nada nosso poder aquisitivo; ou seja é a aprovação sistemática desses acordos que nos colocam nas atuais condições; é um ciclo vicioso.
Necessário será fazermos uma reflexão profunda do que queremos realmente; pois o acordo é coletivo e o que observamos é uma individualização permanente no momento do voto;”se ta bom pra mim tudo bem e que se dane os outros” – assim não pode ser.
Esse raciocínio individualista é próprio do modelo neoliberal vivenciado em nossos dias e só interessa a quem detém o poder de mando;seja no comando do país como também nas empresas; basta observarmos que para os cargos de comando os salários são bem diferentes.
Precisamos fazer uma parada e pensar que temos companheiros trabalhando ao nosso lado que tem como direito; só o de trabalhar; como é o caso do pessoal da via permanente que além de ganharem os mais baixos salários da história ainda são penalizados por “erros de apontamentos” em suas horas extras e diárias.
Será que o que está bom para os maquinistas,mecânicos e administrativos também esta para estas pessoas que literalmente preparam o caminho por onde escoam as riquezas produzidas por todos trabalhadores?
Nós não deveríamos ser mais solidários com a causa de todos visto que o acordo é coletivo?
Esta chegando a hora de colocarmos a prova toda nossa solidariedade com os companheiros que se encontram ao nosso lado e muito mais próximos de nossa realidade; fazendo um acordo realmente coletivo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

4x4 A QUEDA

Após um longo período nas trevas, a névoa que cobria os olhos da categoria se desfez em luz; e a 4x4 caiu.

Caiu assim como caiu Roma, Pérsia e as muralhas de Berlim e Jericó; pois chega um momento em que o trabalhador se encontra em uma encruzilhada fatal e tem que decidir entre morrer e viver.; sim porque todos almejam se aposentar um dia e para que isso se torne menos penoso do que já é o fato ser aposentado em nosso país, o trabalhador de hoje deve ter uma qualidade de vida laboral de forma a se preservar – ou seja- planta-se hoje e se colhe amanhã.

Mas poderíamos ouvir os gritos daqueles tomados pelo ceticismo dizer: “mas quem disse que eu conseguirei aposentar na FCA?”.

E para este questionamento a posição do Sindicato é muito clara em dizer que o modelo de empresa que queremos construir é um modelo que permita ao trabalhador; vislumbrar aposentar-se nesta empresa; e mais ainda; ter orgulho de vestir a camisa que o valorize e ainda cultivar o bom hábito de formar uma família ferroviária; como alguns empregados valorosos já tem feito em trazendo seus filhos para dividir seus postos de trabalho.

Queremos uma empresa que não divida a categoria e que não se valha de métodos ardilosos para atingir seus objetivos e preocupada realmente com o social e com o politicamente correto, mas não só no discurso – esta empresa nós queremos!

Os números das assembléias são a fiel tradução do descontentamento não somente com a escala, como também com o modelo de empresa implantado em todos estes anos sob o tacão do já destituído Roger Agnelli; que procurou fazer da toda poderosa Vale uma empresa rica mas sem a valoração merecida dos empregados;socializando os prejuízos e privatizando os lucros.

Enquanto se lucrava horrores os trabalhadores “não faziam nada mais do que suas obrigações”; mas bastou uma breve brisa de uma crise que não nos atingiu para que o gendarme do capital demitisse milhares de pais de família – este modelo de relação capital trabalho não podemos aceitar.

Aguardemos ansiosos pelo novo presidente da Vale; mineiro de Uberaba; portanto mais próximo do povo e de sua realidade; até porque Murilo Ferreira segundo noticia a imprensa se afastou da vale por discordar da política de Agnelli.

Que a Vale neste ano analise com profundidade as mazelas até então jogadas pra debaixo do tapete, criando políticas para a melhoria da vida de seus empregados e em nossas negociações reveja tanto as malfadadas escalas; assim como toda a pauta de reivindicações dos sindicatos e comece pela nossa isonomia – caiu a 4x4 e dependendo do andar da carruagem cairão pelas mãos da categoria todas as cláusulas malditas embutidas e empacotadas há anos em nosso ACT.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

AUSÊNCIA

Primeira páscoa sem voce e será assim pra sempre...como o pra sempre é longe; e como dói algo que se eterniza!
Um beijo Dona Maria e que esteja em bom lugar.
Seu filho

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"A Esperança Venceu o Medo"

ATA DE APURAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORIDINARIA
ACORDO ESPECIFICO DE TRABALHO - ESCALA 4 X 4

Aos 7 (sete) de abril de 2011, as 12 horas, o presidente da mesa Sr Ayton Guglielminetti, deu por encerrado o processo de votação da ESCALA 4X4 na estação ferroviária de Uberlândia, conforme previsto no edital de convocação publicado no “ Diário Oficial de São Paulo/Empresarial, edição do dia 24 de março de 2011” e boletim Zé do Apito. Como previsto no edital de convocação assumiu a presidência dos trabalhos da mesa apuradora, e solicitou à assembléia que indicasse dois escrutinadores, recaindo a escolha sobre os Sr.Carlos Eduardo de Sousa Santos e Jose Valdir Lara Lopakko. Na seqüência o presidente Sr. Ayrton Guglielminetti informou que de acordo com as relações nominais fornecidas pela FCA num total de 346 empregados aptos a votarem, compareceram e votaram, como segue: Paulínia/Campinas: compareceram e votaram 57 empregados, Aguai: compareceram e votaram 7 empregados, Ribeirão Preto: compareceram e votaram 67 empregados, Uberaba: compareceram e votaram 51 empregados e Uberlândia: compareceram e votaram 15 empregados. O Sr presidente entregou a urna devidamente lacrada aos escrutinadores que após romperem o lacre, abriram-na, contaram os respectivos votos ali depositados, num total de 197 votos o que coincidiu com os números de assinaturas das relações fornecidas pela FCA. Os escrutinadores iniciaram a apuração, ou seja, separação e contagem dos votos, que teve o seguinte resultado: 116 empregados votaram por não aceitar a proposta de escala 4 X 4, 80 empregados votaram por aceitar a proposta de escala 4 X 4 e 01 voto nulo. Isto posto, o presidente da mesa apuradora, Sr. Ayrton Guglielminetti proclamou o resultado pós apuração de NÃO ACEITAR DA PROPOSTA DE ESCALA 4 X 4. Nada mais sido tratado, encerrou a assembléia as 12: 25 horas e determinou a mim Ciro César Vianna, secretario, lavrar a presente ata em duas vias de igual teor que vai assinada pelos presentes. Uberlândia, 7 de abril de 2011.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Maria Pereira

"Tem dor que pra gente carregar sozinho;
E não dividir o pranto com ninguém;
Por isso me deixa só neste cantinho;
Só eu sei pra minha dor o que convém;

O pranto que rola tão forte do meu rosto;
Voce não vai entender nem enxugar;
Só eu sei de onde vem este desgosto;
E até onde esta dor vai em levar;

Conheço este mar,deixa meu barco eu aprumo;
Eu chego até;eu chego até lá"

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PR ZERO NÃO!!!

Companheiros;
As noticias de que a PR em algumas localidades será ZERO tomou a categoria de ASSALTO e a palavra é esta mesmo; porque trabalhar como trabalhamos e no final ficarmos sem nada é um absurdo!

O que mais choca é que os setores afetados são os que têm os salários mais baixos, como exemplo a via permanente; tão esquecida pela FCA.

Aliás, as regras de PR são um absurdo e devemos através de eleições futuras mudarmos nossa representação e elegermos companheiros realmente comprometidos com nossa realidade e paralelamente exigirmos que conforme a legislação, TODOS os sindicatos tenham um representante na comissão; pois somente assim poderemos mudar a maquiagem dos números IRREAIS e as metas infactíveis.

Tais metas têm como objetivo puramente o NÃO pagamento da PR.

Façamos deste momento um aprendizado de como as coisas ocorrem dentro da FCA para mudarmos de postura e não mais acreditarmos em promessas que não se cumprem.

Reflitam:
Produzimos e não recebemos!
Então pra que PRODUZIR? Se o fruto de nosso suor acaba indo por água abaixo.

Senhores pensem; mesmo aqueles que “bondosamente” receberão seus minguados 0,50 de salário e estão nas faixas abaixo de R$ 1.000,00 isso representa uma ESMOLA em se comparando com os que recebem “seus” R$ 10.000,00 e se ocupam de convencê-los a trabalhar cada vez mais.

São as abelhas operárias se encarregando de engordar o MEL da PR da realeza que só fazem discursar.

Mário Ricardo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

4 X 4

Caríssimos;

Após um longo período de recolhimento, voltei.
E voltei como muitas dúvidas a respeito dos rumos que a categoria ferroviária (FCA/VALE) quer tomar.
Primeiro aprovamos – na bacia das almas - um acordo coletivo ruim, isto posto porque não contempla entre outras coisas, o que diz a legislação a respeito do turno ininterrupto de revezamento (6 horas).
O acordo que aprovamos prevê 8 horas e agora depois de aprovar a referida jornada, a mesma categoria quer escala de 4x4?
Peraí! A lei nos concede o direito a 6 horas e abrimos mão para 8 e agora queremos 12 horas? Puxa!
Sinceramente fiquei sem entender!
A FCA não apresentou a proposta de 4x 4 no acordo principal para discussão como todos os sindicatos na mesa de negociação conforme solicitação do SINDICATO MOGIANA e a categoria não se manifestou.
Neste momento surgem abaixo assinados solicitando a 4x4 (12 horas). Estranho!
Pergunto aos companheiros; estes abaixo assinados estão sendo endereçados ao local correto?
Porque eles não surgiram endereçados à FCA/VALE para que esta discutisse com os sindicatos na mesa de negociação?
Porque os companheiros se movimentam só agora?
Porque não se sentem constrangidos em reivindicar uma escala com uma carga horária maior?
Das assinaturas que compõe o abaixo assinado;tenho certeza que a grande maioria nem sabe o que assinaram e se valeram de orientação de um ou outro chefete; que também pensa que com isso garante seu emprego.
Companheiros; fazer a vontade da empresa é muito fácil e alguns até acreditam que isso alavanca a carreira ou garante alguns pontinhos na meritocracia; LEDO ENGANO; aqui no sindicato homologo e ainda vou homologar rescisões de companheiros que acreditavam serem “essenciais ao processo”.
Uma empresa como a FCA/VALE não se impressiona com atitudes deste tipo e tenham certeza companheiros; que isso não será avaliado quando esta empresa decidir demiti-los; porque para o CAPITAL somos somente números tentando-nos equilibrar dentro do que “eles” chamam de turn over.
Bom;no dia 14/01/11 faremos reunião de acompanhamento e poderemos tratar melhor da questão; mas que fique ACORDADO e esclarecido que estes abaixo assinados devem ser encaminhados para a FCA nas proximidades das negociações do ACT 2011/2012; aí é que eu quero ver quantas assinaturas vão aparecer!
Um forte abraço a todos;

Mário Ricardo.