quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010

Circula na net atualmente um e-mail relatando algumas perguntas que um cidadão gostaria que um determinado jornal fizesse ao Presidente Lula e este discorre acerca de todos os erros do atual governo.
Concordo com a indignação;no entanto gostaria de considerar que o cidadão em questão pertence aos míseros 2% de desaprovação do governo Lula.O que será que ocorreu com este governo pra ter uma aprovação desta envergadura;se os eleitores são em sua maioria os mesmos que estavam conduzindo a ELITE nacional ao Planalto?
Será que o Brasil se viu representado? será que o Brasil é analfabeto? será que o Brasil não tem preconceito com os nordestinos que construiram este país?
Eu acho que "o Brasil se viu" neste governo e é por isso que a ELITE está desesperadamente raivosa; e o píor é que não adianta gritar..porque "todo poder emana do povo" e este de uma vez por todas assumnindo seu destino,decide por conta de suas "impressões alimentares" e pensar que era tão simples hein...sim dar comida aos famintos!
Agora à ELITE só resta torcer para que tudo dê errado para voltarem ao poder;praticando a politica do quanto pior melhor.
Desejo uma MÁ SORTE a toda elite deste país!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ

Empregada que aderiu ao PDV é multada por acionar a Justiça indevidamente

Publicado: sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Por Lilian Fonseca - TST

Ex-empregada do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que aderiu a Plano de Demissão Voluntária, não conseguiu anular, no Tribunal Superior do Trabalho, sentença que a condenara ao pagamento de indenização em favor da empresa por litigância de má-fé e honorários advocatícios. A maioria dos integrantes da Seção II Especializada em Dissídios Individuais acompanhou voto de relatoria do ministro Guilherme Caputo Bastos e negou provimento ao pedido de rescisão da trabalhadora.
Os ministros da SDI-2 concluíram que o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Florianópolis, em Santa Catarina, responsável pela condenação, agiu dentro da lei ao responsabilizar a empregada pelo pagamento de indenização ao banco após ter entrado com ação judicial requerendo a invalidação da quitação plena do contrato de trabalho pela adesão ao PDV. No caso, a trabalhadora foi condenada a pagar R$ 2 mil por litigância de má-fé mais R$ 400,00 a título de honorários advocatícios.
O juiz considerou o grau de instrução da empregada, além do fato de que ela foi beneficiada com quantia expressiva quando aderiu voluntariamente ao PDV (aproximadamente R$ 150 mil, equivalente a sete anos de salários livres de impostos) e que os termos do plano foram amplamente debatidos com os trabalhadores que pleitearam a sua implantação.
Como essa decisão era definitiva, ou seja, da qual não cabia mais recursos, a trabalhadora ingressou com ação rescisória no Tribunal do Trabalho catarinense (12ª Região) para anular a sentença. Mas o TRT julgou improcedente o pedido por entender que a decisão que se pretendia desconstituir estava baseada em preceito de lei de interpretação controvertida nos tribunais (incidência das Súmulas nºs 83 do TST e 343 do Supremo Tribunal Federal).
No recurso ordinário apresentado ao TST, a empregada também não conseguiu reformar a condenação. O ministro Emmanoel Pereira chegou a divergir do relator quanto à aplicação da multa por litigância de má-fé. Segundo o ministro, se a matéria era controvertida, a pretensão da empregada tinha fundamento, logo ela deveria ficar isenta do pagamento da indenização.
Entretanto, os demais ministros da SDI-2 concordaram com a interpretação do relator, ministro Guilherme Caputo Bastos, e rejeitaram o pedido da trabalhadora. Para o relator, a jurisprudência citada pela empregada, embora consolidada, não constitui preceito de lei para fins de fundamentação da ação rescisória, nos termos do artigo 485, V, do CPC.
Sobre essa questão, o TST editou a Orientação Jurisprudencial nº 25, que estabelece “não procede pedido de rescisão fundado no artigo 485, V, do CPC quando se aponta contrariedade à norma de convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, portaria do Poder Executivo, regulamento de empresa e súmula ou orientação jurisprudencial de tribunal”.
Ainda de acordo com o ministro Caputo Bastos, na época em que a sentença foi proferida, novembro de 2004, a matéria era controvertida nos tribunais, como bem destacou o Regional – o que atrai a incidência das Súmulas nºs 83 do TST e 343 do STF. Apenas dois anos depois, o Pleno do TST pacificou a questão da aplicabilidade da Orientação Jurisprudencial nº 270 da SDI-1 aos empregados do BESC. Por essa OJ, a indenização oferecida pelo empregador, nos casos de PDV, tem por objetivo incentivar o desligamento dos empregados, mas não afasta a obrigação patronal em relação aos demais direitos decorrentes do contrato de trabalho.
Por fim, observou o relator, cabe ao julgador aplicar a multa por litigância de má-fé, bastando, para tal, que ele verifique a existência de uma ou mais das hipóteses previstas no artigo 17 do CPC. No caso, havia justificativa para a aplicação da multa, pois o juiz concluiu que a empregada agira de má-fé ao requerer direitos decorrentes do extinto contrato de trabalho, apesar de ter dado quitação plena e total no momento da adesão ao PDV.
Durante o julgamento, o ministro Barros Levenhagen lembrou que esse tema provocou muitas discussões no Tribunal, e, realmente, a jurisprudência não estava pacificada na ocasião em que a trabalhadora recorreu à Justiça. De qualquer modo, afirmou o ministro, não era o caso de anulação da sentença, pois deve levar-se em conta o grau de instrução da empregada e a adesão voluntária a um plano que foi requerido pelos próprios trabalhadores e debatido com a participação do sindicato da categoria. (ROAR- 87100-91.2007.5.12.0000)

Notícia do Tribunal Superior do Trabalho

ATA ACT 2010-2011 FCA

COMENTÁRIOS:
A reunião serviu pra tratarmos das regras e do andamento do processo negocial, assim como da agenda para as próximas reuniões,inclusive contemplando bases com mais dificuldades de deslocamento como é o caso dos companheiros da Bahia.
Vamos insistir para que a empresa nos apresente uma contraproposta; visto que a FCA ja teve tempo suficiente para isso e que esta;em virtude dos recordes de produção;contemple os anseios dos empregados ja que a detentora do controle acionário é a toda poderosa VALE;aquela dos comerciais de TV politicamente corretos.
Ressalto que a legislação (E.C 45) é clara no que diz:"até que um novo acordo coletivo de trabalho seja assinado,tem validade o que esta em vigor"
Um abração;
Mário

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SINAL DOS TEMPOS

Olha o Dr.Juliano Martins aqui novamente!!!

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá”
Gonçalves Dias


ORDEM E PROGRESSO


Manhã de sol em São Vicente, chama à atenção, no topo de um morro, uma imensa bandeira brasileira.
Sabedor do valor histórico que a cidade representa na história nacional e, movido pela curiosidade, pergunto a um morador que tipo de construção é aquela. Algum antigo forte, prédio público ou coisa assim?
Surpreso, fui informado que se tratava apenas de uma residência, na qual o proprietário mantém impecavelmente aquele que chama de “Pavilhão Nacional”. Tais palavras, embaladas pelo som harmonioso do mar, fizeram sentir como é bom ser filho desta “Pátria amada, mãe gentil”.
Passam os anos e as bandeiras tremulam por todos os cantos do país. O motivo, desta feita, é a copa do mundo que faz vibrar duzentos milhões de corações. Não há rua, calçada, comércio ou indústria, onde não exista ao menos um modesto lábaro estrelado a nos lembrar que é tempo de torcer pelo Brasil.
Pela TV acompanho o povo sul-africano que, recebendo cordialmente cidadãos de todo o mundo, faz questão de levar a festa até Soweto. O palco do imbecil massacre racista de 1976 transforma-se em arena mundial, onde todos os povos se encontram e, respeitando as regras do jogo, buscam a glória pacífica que o esporte traduz em alegria. A terra de Nelson Mandela, Steve Biko e Desmond Tutu, mostra ao mundo que, a despeito dos tantos resquícios da exploração inglesa, é possível construir um novo paradigma alicerçado na tolerância e no respeito às diferenças.
Em quatro anos, seremos nós os anfitriões desta mesma festa, e a expectativa faz brotar uma inquietante questão: Que Brasil apresentaremos aos povos que, de todo mundo, virão conhecer o “país do futebol”? O que sabemos de nossa história, de nossas lutas, dos sorrisos e lágrimas que construíram esta Terra de Santa Cruz?
Será que os duzentos milhões de técnicos, capazes de determinar num relance a escalação ideal do escrete nacional e indignados pelas ausências de patos e gansos; saberão escalar, na seleção de nossa história, os homens e mulheres que bravamente conquistaram para nós a taça da solidariedade, da paz e da liberdade?
Lembrar-se-ão que esta é a terra de Betinho, Chico Mendes, Lamarca, Mariguela, Frei Tito e Irmã Dulce? Saberão responder quem são Wladmir Herzog, Santo Dias, D. Helder, Clarisse Lispector, Tom Jobim, João Cabral de Melo Neto e Rubem Alves? Escalarão, entre os craques brasileiros, Zumbi dos Palmares, Maria Quitéria, Antonio Conselheiro, Vinícius, Vandré, Prestes e Sepé Tiaraju? Recordarão de Luiz Gonzada, Chico, Vitalino, Euclides da Cunha, Manoel Bandeira, Castro Alves, Rui Barbosa, Carlos Chagas, Dr. Zerbini e Oswaldo Cruz?
Alguém cuidará de informar aos visitantes que aqui estão as mais vastas terras férteis do mundo e oitenta por cento da água doce do planeta? Haverá quem saiba entoar Travessia, Viola Enluarada e a Canção do Expedicionário, ou serviremos aos visitantes rebolations e breganejo?
É chegada a hora de compreendermos que o Pavilhão Nacional não representa somente o pais do futebol, mas antes de tudo o sangue e a alegria de um povo que constrói com talento e trabalho, vitórias que vão muito além das quatro linhas.
Que a taça dó hepta transborde não só de gols e vitórias; mas do fiel entusiasmo de milhões de jardineiros, sabedores que o Éden é aqui!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ACT/FCA 2010-2011

Companheiros;
Neste dia 20/08/2010 estaremos reunidos em B.H em uma 1ª reunião para tratarmos de nosso acordo coletivo e conforme observamos em carta de encaminhamento ao R.H da FCA esperamos que em uma atitude de respeito,a empresa já tenha em mãos alguma contra proposta,visto que entregamos nossa pauta em tempo hábil para isso;ou seja; 01/07/2010.
Com o desenvolvimento das negociaçõpes a categoria será prontamente informada.
Um forte abraço a todos;

Mário Ricardo Santos
Diretor- Sindicato Mogiana
Ribeirão Preto-SP
(16) 3610.7874 / 9155.5780 / 8171.5586
Terceirizada da FCA não paga acerto salarial aos funcionários

Publicado: terça-feira, 17 de agosto de 2010

De acordo com a denúncia, vários funcionários estão na mesma situação.

Eliane Gonçalves da Mota trabalhou quatro anos na Itálica Serviços, terceirizada da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), e faz um mês que ela saiu da empresa e ainda não recebeu o tempo que cumpriu de aviso nem o acerto. De acordo com a denúncia, vários funcionários estão na mesma situação. “Já recorri ao sindicato e ao ministério, mas ainda não tenho uma posição”, relata a ex-funcionária.

A empresa terceirizada tinha seis funcionários trabalhando na FCA em Uberaba e apenas três permaneceram, mesmo com a troca de empresas depois do término do contrato da Itálica Serviços. “Liguei para a representante da empresa, aqui em Uberaba, que me disse que foi fechado um acordo com a FCA. Como tinha quatro meses que a Ferrovia não fazia o repasse do dinheiro para a Itálica, então seriam mantidos os funcionários, mas a FCA que faria o pagamento. Até hoje não sei quem vai me pagar, nem quando”, conta Eliane.

Segundo assessoria de imprensa da FCA, assim que acabou o contrato com a empresa prestadora de serviços, foi solicitado para quem estava assumindo que absorvesse os funcionários da firma anterior, mas nem todos aceitaram o novo acordo.

A informação passada pela assessoria é de que não ficou débito com a Itálica Serviços e a FCA está em fase de negociação com a empresa, pois é de interesse da ferrovia que os ex-funcionários recebam. Ainda não foi fechado nenhum acordo e a responsabilidade do pagamento ainda é da Itálica Serviços. Ninguém da empresa foi encontrado para falar sobre o assunto.

Fonte: Jornal da Manhã de Uberaba - MG

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

FCA

MEA CULPA

Na vida nem sempre acertamos em nossas apostas; mas o que nos resta a fazer senão apostar?
Como seria a vida sem nossas tentativas, erros e acertos?
Quase sempre nossa “bola de cristal” não funciona e o futuro como diz a cantiga “é uma astronave que tentamos pilotar”; as tentativas são pautadas em análises levando sempre em conta a boa fé, primordial nas relações daqueles que se dispuseram um dia a viver em sociedade e porque não dizer nas relações profissionais.
Há um bom tempo nas mesas de negociações com a FCA tenho de forma insistente, em conjunto com os demais sindicatos, clamado para que a área de recursos humanos contrate gestores profissionais especialistas em liderar PESSOAS e de algum tempo pra cá parecia que nosso clamor estava encontrando eco nas atitudes da empresa.
Como eu bem disse antes; parecia.
Atitudes covardes baseadas na coação e no “terrorismo psicológico” não devem encontrar guarida no seio de uma empresa que quer ser grande.
Frases do tipo:
“Quanto tempo de serviço você tem mesmo?”.
“Quantos filhos você tem pra criar?”.
“Desse jeito você não quer ser maquinista”
“Você esta sem o perfil pra trabalhar comigo se não vender suas horas extras”
“Gente assim vocês não querem que eu vá a gerente!”.
“Não se viciem em horas extras como os funcionários antigos”.
Tais frases são ditas por pseudos lideres que ainda devem respirar mais o ar de ferrovia antes de emitir juízo de valores acerca de uma categoria robustamente profissional forjada ao longo da linha.
O que me causa preocupação é o momento em que os empregados ouvem tais colocações; pois as mesma se fazem presentes justamente nos momentos em que estes procuram em seu supervisor soluções para os problemas do dia a dia num tremendo contra-senso profissional, coisa de gente insegura e despreparada para conviver em sociedade e lidar com pessoas-pilar fundamental de uma empresa- porque os “ataques” injustificáveis funcionam como defesa de pessoas vazias.
Os animais mais mansos são os mais violentos a depender da situação em que se encontram, se acuados atacam de forma instintiva.
Eu atesto a quem interessar possa que os ventos da mudança dentro da FCA estão cessando e dou minha mão à palmatória. APOSTEI ERRADO.

sábado, 14 de agosto de 2010

CHUVA DE BOSTA

Hoje tenho o prazer em publicar texto do Dr.Juliano Martins;grande companheiro de luta;

“Não pergunte por
quem os sinos dobram.
Os sinos dobram por ti”.
Ernest Hemingway

CHUVA DE BOSTA

Total perplexidade! Essa foi a reação imediata ao ouvir pela primeira vez a expressão encimada.
E uma dúvida: O que teria levado um poeta como Zé Ramalho a utilizar-se de uma expressão tão agressiva a ouvidos displicentes?
Para entender a intenção do paraibano é necessário prosseguir na leitura: “Prevejo dias com o ventre da terra à mostra, céu sem sol, chuva de bosta, mentira igual verdade”.
De olhos fechados, vê-se a cena pintada pelo poeta. A terra revolvida, em meio a total escuridão, a expulsar de seu vente rochas e lavas, enquanto os excrementos se espalham como chuva. E a essa cena assustadora o autor compara uma das grandes questões de nossos dias, a confusão entre mentira e verdade.
Não é preciso grande esforço para compreender a presença quotidiana desse contra-senso. Bastam alguns minutos em frente à TV, sobretudo pela manhã ou no final da tarde.
Um sem número de desgraças, crimes, violências, corrupção e desesperos se estampam na tela, enquanto apresentadores gritam enfurecidos, querendo fazer crer que a sociedade se deteriora aceleradamente.
Onde estão a mentira e a verdade em tudo isso?
É fato que existem crimes, violência e tragédias as mais diversas, mas serão estas maioria avassaladora entre todos os acontecimentos do dia?
Não se trata de fechar os olhos para a necessidade de prevenir e combater esses dissabores; mas a cada manhã, enquanto os “jornais” televisivos inundam corações e mentes com as mais estressantes “novidades”, longe das telas, milhões de homens e mulheres de bem se dirigem para o trabalho, enquanto novas gerações tomam acento em milhares de escolas, medicamentos são descobertos, livros e músicas lançados, pesquisas revolucionam a ciência, e nada disso se transforma em manchete!
Enquanto os “jornais” repetem cenas trágicas, não raro por dias a fio, distante das câmeras, milhares de pessoas de bem se dedicam ao voluntariado, buscando colaborar concretamente com a construção de um futuro mais digno para todos, igualmente sem qualquer destaque no noticiário.
Enquanto isso, parte da mídia tenta vender a ideologia do fracasso, como se a raça humana piorasse a cada amanhecer.
Tempos houve em que o trabalho escravo era tido como natural. Aqueles que nasciam fora dos palácios estavam condenados à morte prematura ao fim de uma vida de pobres e analfabetos. Epidemias assolavam comunidades de trabalhadores onde os esgotos corriam a céu aberto, enquanto poderosos se refestelavam em intermináveis banquetes e, àqueles que ousassem rebelar-se contra tais injustiças estavam reservadas as masmorras e valas comuns. Não haveria corrupção e violência naqueles tempos? Seriam nossos dias realmente piores do que aqueles?
As amarguras da humanidade são como o câncer ao qual estamos todos sujeitos, e certamente matavam mais quando não eram conhecidas e portanto não podiam ser combatidas.
Se é bom para a sociedade conhecer as agruras da democracia, é nefasta a falsa impressão de que é ela a culpada por todos os males de nossos dias.
O passado recente, em que crianças cresciam assistindo a seus pais, parente e amigos, conversando em volta da fogueira, nos legou Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Castro Alves, Irmã Dulce, e tantos outros. Que heróis estaremos criando no balanço geral de nossos dias?
É chegada a hora de agirmos, antes que a chuva aperte...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

FALTAM MAQUINISTAS

"Depois de décadas de estagnação, o setor ferroviário voltou a crescer. Nos últimos dez anos, a carga movimentada pelas empresas subiu 54%. Seu problema, agora, é aumentar o quadro de pessoal. Responsável pelas ferrovias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, o presidente da MRS, Eduardo Parente, resolveu destinar 5,4 milhões de reais para treinar 450 candidatos a maquinista.Os aprovados ganharão 2.000 reais por mês."

Fonte: Revista Veja
Edição 2177- ano 43 -nº32
11 de agosto de 2010 - Panorama Holofote - Felipe Patury

RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA

A empresa tomadora, responde subsidiariamente pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas.

Isso quer dizer, que se a prestadora do serviço não cumprir suas obrigações para com os empregados, a tomadora (que a princípio não tem relação de emprego com o trabalhador) passa a responder por tais obrigações.

Assim, sugere-se que além de escolher corretamente a empresa prestadora de serviços, o tomador deve monitorá-la mês a mês, conforme sugere-se nas recomendações a seguir.

Recomendação aos Tomadores para a Contratação da Prestadora

a) dimensionar os serviços a serem contratados em número de pessoal, especificando a função e a jornada de cada trabalhador no setor respectivo;

b) solicitar propostas levando em consideração o número de pessoas necessárias e suas jornadas;

c) analisar as propostas com discriminação de preço para cada trabalhador disponibilizado. Para tanto, observe o piso da categoria estabelecido para cada função e aplique a tabela de encargos trabalhistas sobre os mesmos. Isto porque se o valor fornecido pela prestadora for muito inferior, significa que os empregados estão sendo lesados e conseqüentemente a empresa, ao tomar os serviços, também o será.

d) desconsidere as propostas que apresentem valores incompatíveis com o mercado.

e) verifique a idoneidade das empresas escolhidas através dos seguintes documentos: certidões negativas do INSS, de débito salarial, receita federal e prefeitura municipal.

f) além disso, sugere-se ao tomador que ANTES DE PAGAR A NOTA FISCAL MENSAL À PRESTADORA:

- verifique se o empregado está efetivamente registrado;

- retenha e recolha o INSS

- exija os recibos de pagamento dos salários, férias e demais proventos, guias de recolhimento do FGTS, ISS, nota fiscal e entrega do vale transporte,

- orientar os empregados que lhe prestam serviços a verificar mensalmente se o FGTS está sendo depositado a cada três meses.

- observar se não há desvio na execução da função.

AINDA:

Segundo o código civil:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

Erosão ameaça trecho de ferrovia em Serrana

Suspeita é que cratera foi aberta em consequência de duplicação na Abrão Assed e que corre risco de chegar a trilhos

Luís Fernando Wiltemburg

A erosão ameaça a ferrovia sob concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), ao se aproximar da linha do trem no km 279, perto do km 42 da rodovia Abrão Assed. O Sindicato dos Ferroviários de Ribeirão Preto suspeita que as obras de duplicação da estrada causaram a movimentação da terra e teme o desmoronamento e acidentes com maquinistas.

A erosão começa nas proximidades da ponte da FCA, na rodovia Abrão Assed, no distrito de Serrana. A cratera segue da lateral da pista, próximo a um canavial, e se torna paralela à ferrovia. Sindicato e FCA dizem que o buraco começou no período de obras de melhorias.

A duplicação executada pelo DER (Departamento de Estadas de Rodagens) teve início em 2006, mas apenas foi inaugurada em março do ano passado. Os problemas com a erosão, entretanto, começaram a se agravar antes disso.

"Desde o período de chuvas de 2009, entre janeiro e fevereiro, a erosão aumentou", diz o diretor do sindicato, Mário Ricardo dos Santos.

Ele não soube dizer quantas composições passam pelo km 279, o mais próximo da erosão, mas lembra que é o corredor de exportações.

Buraco monitorado

A FCA informou, por meio da assessoria de imprensa, que o trecho atingido pela erosão é monitorado constantemente e que não há perigo iminente de desmoronamento, o que afasta a necessidade de desativação.

A assessoria de imprensa do DER se limitou a dizer, em nota, que "está em fase final de licitação o projeto para a construção de um canal de concreto no km 42 da rodovia Abrão Assed. A obra deve corrigir o problema de erosão do terreno, que surgiu depois das intensas chuvas do início do ano".

Fonte: Jornal A Cidade - Ribeirão Preto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dilma promete concluir as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul

Por Sabrina Craide e Luciana Lima - Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), prometeu hoje (11) a conclusão da Ferrovia Transnordestina, que vai ligar o interior do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), e da Ferrovia Norte-Sul, que vai de Açailândia (MA) a Estrela D'Oeste (SP) durante o evento Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

“Caso eu seja eleita, minha função será concluir a Transnordestina e prolongar a Norte-Sul, que são as questões mais estratégicas para o nosso país. Segundo ela, os estados do Nordeste e do Centro-Oeste precisam escoar sua produção, e terão um surto de crescimento e de desenvolvimento”, com as duas ferrovias.

A candidata explicou que a ideia é que a Ferrovia Norte-Sul tenha uma continuação, desde Estrela D'Oeste (SP), que é o trecho final do projeto previsto, até o Rio Grande do Sul. “No meu período vamos ter que entregar, sem sombra de dúvida, até Estrela D'Oeste e deixar o restante licitado e já iniciado”, prometeu a candidata.

As ferrovias estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e devem ser concluídas em 2012. A Norte-Sul tem 2,2 mil quilômetros e investimentos previstos de cerca de R$ 6,4 bilhões. Já a Transnordestina terá 1,7 mil quilômetros construídos e 550 quilômetros remodelados, a um custo de R$ 5,4 bilhões.

Dilma disse que o grande problema do transporte ferroviário no Brasil é o de longo percurso. “Enquanto a gente estiver transportando minério de ferro e soja em grão utilizando as rodovias, nós vamos ter um problema sistemático nas rodovias. Esse tipo de transporte é típico de transporte ferroviários”.

Ao final do evento, Dilma recebeu um troféu dos representantes da organização do evento e se comprometeu com os empresários do setor. “O setor ferroviário pode contar comigo, porque eu conto com ele. Assim como vocês, eu também quero o Brasil nos trilhos”.

Edição: Rivadavia Severo