ACT FCA 2011-2012
Como tudo em nossa vida sempre chega o momento de uma decisão, instantes estes em que mais somos autoquestionados e isso se dá em virtude do auto grau de responsabilidade que assumimos ao tomarmos uma decisão.
A vivencia desta situação se apresenta a todo instante desde o momento em que decidimos nos levantar da cama e fazermos um dia diferente a ficarmos inertes deitados em berço esplendido.
Pois bem categoria; estamos nos aproximando de nossa data base e dentro de pouco tempo deveremos preparar nossa pauta de reivindicações para ser discutida com a FCA.
Em todos estes anos temos preparado uma pauta consistente contemplando fielmente os anseios da categoria sempre dentro dos princípios legais e defendida com unhas e dentes pela unidade sindical composta dos 5 sindicatos que compõe a malha ferroviária da FCA.
Invariavelmente a FCA tem se valido de nossas condições de trabalho para empurrar goela abaixo sua proposta; ou seja; se baseia em nossos baixos salários para com um simples abono aprovar um pacote repleto de cláusulas maléficas aos trabalhadores que ao longo do ano nos esforçamos para digerir.
É realmente um contra-senso aprovarmos uma proposta baseando-nos tão somente na parte econômica do acordo;pois se observarmos bem,chegaremos à conclusão de que nossos baixos salários se dão por conta de aprovarmos um acordo que prevê tão somente uma reposição de perdas sem elevar em nada nosso poder aquisitivo; ou seja é a aprovação sistemática desses acordos que nos colocam nas atuais condições; é um ciclo vicioso.
Necessário será fazermos uma reflexão profunda do que queremos realmente; pois o acordo é coletivo e o que observamos é uma individualização permanente no momento do voto;”se ta bom pra mim tudo bem e que se dane os outros” – assim não pode ser.
Esse raciocínio individualista é próprio do modelo neoliberal vivenciado em nossos dias e só interessa a quem detém o poder de mando;seja no comando do país como também nas empresas; basta observarmos que para os cargos de comando os salários são bem diferentes.
Precisamos fazer uma parada e pensar que temos companheiros trabalhando ao nosso lado que tem como direito; só o de trabalhar; como é o caso do pessoal da via permanente que além de ganharem os mais baixos salários da história ainda são penalizados por “erros de apontamentos” em suas horas extras e diárias.
Será que o que está bom para os maquinistas,mecânicos e administrativos também esta para estas pessoas que literalmente preparam o caminho por onde escoam as riquezas produzidas por todos trabalhadores?
Nós não deveríamos ser mais solidários com a causa de todos visto que o acordo é coletivo?
Esta chegando a hora de colocarmos a prova toda nossa solidariedade com os companheiros que se encontram ao nosso lado e muito mais próximos de nossa realidade; fazendo um acordo realmente coletivo.
terça-feira, 24 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
4x4 A QUEDA
Após um longo período nas trevas, a névoa que cobria os olhos da categoria se desfez em luz; e a 4x4 caiu.
Caiu assim como caiu Roma, Pérsia e as muralhas de Berlim e Jericó; pois chega um momento em que o trabalhador se encontra em uma encruzilhada fatal e tem que decidir entre morrer e viver.; sim porque todos almejam se aposentar um dia e para que isso se torne menos penoso do que já é o fato ser aposentado em nosso país, o trabalhador de hoje deve ter uma qualidade de vida laboral de forma a se preservar – ou seja- planta-se hoje e se colhe amanhã.
Mas poderíamos ouvir os gritos daqueles tomados pelo ceticismo dizer: “mas quem disse que eu conseguirei aposentar na FCA?”.
E para este questionamento a posição do Sindicato é muito clara em dizer que o modelo de empresa que queremos construir é um modelo que permita ao trabalhador; vislumbrar aposentar-se nesta empresa; e mais ainda; ter orgulho de vestir a camisa que o valorize e ainda cultivar o bom hábito de formar uma família ferroviária; como alguns empregados valorosos já tem feito em trazendo seus filhos para dividir seus postos de trabalho.
Queremos uma empresa que não divida a categoria e que não se valha de métodos ardilosos para atingir seus objetivos e preocupada realmente com o social e com o politicamente correto, mas não só no discurso – esta empresa nós queremos!
Os números das assembléias são a fiel tradução do descontentamento não somente com a escala, como também com o modelo de empresa implantado em todos estes anos sob o tacão do já destituído Roger Agnelli; que procurou fazer da toda poderosa Vale uma empresa rica mas sem a valoração merecida dos empregados;socializando os prejuízos e privatizando os lucros.
Enquanto se lucrava horrores os trabalhadores “não faziam nada mais do que suas obrigações”; mas bastou uma breve brisa de uma crise que não nos atingiu para que o gendarme do capital demitisse milhares de pais de família – este modelo de relação capital trabalho não podemos aceitar.
Aguardemos ansiosos pelo novo presidente da Vale; mineiro de Uberaba; portanto mais próximo do povo e de sua realidade; até porque Murilo Ferreira segundo noticia a imprensa se afastou da vale por discordar da política de Agnelli.
Que a Vale neste ano analise com profundidade as mazelas até então jogadas pra debaixo do tapete, criando políticas para a melhoria da vida de seus empregados e em nossas negociações reveja tanto as malfadadas escalas; assim como toda a pauta de reivindicações dos sindicatos e comece pela nossa isonomia – caiu a 4x4 e dependendo do andar da carruagem cairão pelas mãos da categoria todas as cláusulas malditas embutidas e empacotadas há anos em nosso ACT.
Caiu assim como caiu Roma, Pérsia e as muralhas de Berlim e Jericó; pois chega um momento em que o trabalhador se encontra em uma encruzilhada fatal e tem que decidir entre morrer e viver.; sim porque todos almejam se aposentar um dia e para que isso se torne menos penoso do que já é o fato ser aposentado em nosso país, o trabalhador de hoje deve ter uma qualidade de vida laboral de forma a se preservar – ou seja- planta-se hoje e se colhe amanhã.
Mas poderíamos ouvir os gritos daqueles tomados pelo ceticismo dizer: “mas quem disse que eu conseguirei aposentar na FCA?”.
E para este questionamento a posição do Sindicato é muito clara em dizer que o modelo de empresa que queremos construir é um modelo que permita ao trabalhador; vislumbrar aposentar-se nesta empresa; e mais ainda; ter orgulho de vestir a camisa que o valorize e ainda cultivar o bom hábito de formar uma família ferroviária; como alguns empregados valorosos já tem feito em trazendo seus filhos para dividir seus postos de trabalho.
Queremos uma empresa que não divida a categoria e que não se valha de métodos ardilosos para atingir seus objetivos e preocupada realmente com o social e com o politicamente correto, mas não só no discurso – esta empresa nós queremos!
Os números das assembléias são a fiel tradução do descontentamento não somente com a escala, como também com o modelo de empresa implantado em todos estes anos sob o tacão do já destituído Roger Agnelli; que procurou fazer da toda poderosa Vale uma empresa rica mas sem a valoração merecida dos empregados;socializando os prejuízos e privatizando os lucros.
Enquanto se lucrava horrores os trabalhadores “não faziam nada mais do que suas obrigações”; mas bastou uma breve brisa de uma crise que não nos atingiu para que o gendarme do capital demitisse milhares de pais de família – este modelo de relação capital trabalho não podemos aceitar.
Aguardemos ansiosos pelo novo presidente da Vale; mineiro de Uberaba; portanto mais próximo do povo e de sua realidade; até porque Murilo Ferreira segundo noticia a imprensa se afastou da vale por discordar da política de Agnelli.
Que a Vale neste ano analise com profundidade as mazelas até então jogadas pra debaixo do tapete, criando políticas para a melhoria da vida de seus empregados e em nossas negociações reveja tanto as malfadadas escalas; assim como toda a pauta de reivindicações dos sindicatos e comece pela nossa isonomia – caiu a 4x4 e dependendo do andar da carruagem cairão pelas mãos da categoria todas as cláusulas malditas embutidas e empacotadas há anos em nosso ACT.
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