quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

EM TERRA DE PEÃO, ATÉ VAGÃO PULA!

FCA/VL! UMA “NOVA” POTÊNCIA NO MERCADO? Após o Governo Federal liberar cerca de R$ 80 bilhões para o PIL- Plano de Investimentos em Logística afim de reestruturar a logística nacional; a FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A por conta da concorrência no setor, alterou seu controle acionário, passando a compor uma Holding chamada VL! – Valor da Logística Integrada e assim se habilitou em receber polpuda parcela de recursos do governo. A empresa passou a implementar novas técnicas de manutenção ferroviária, comprar novas locomotivas e vagões, aumentar o tamanho dos pátios de cruzamento, investir em treinamentos e capacitação interna, contratar novos empregados, construir novos terminais, etc. Tal situação permitiu que a FCA, agora VL! alçasse um patamar diferenciado no cenário nacional, passando a figurar nos jornais, veículos de comunicação especializados e inclusive na bolsa de valores, como sendo uma empresa a ser batida pela concorrência. Um cenário maravilhoso “aos olhos dos cegos”, pois para abarcar todo o nicho da do setor, a mesma passou a não mais ter atitudes autônomas e independentes, comportando-se como uma empresa comum no mercado em que atua. Quem entra no jogo da concorrência deveria ter como premissa maior a diferenciação de serviços como atrativo de clientes. Assim, quem faz o mesmo jogo de seus consortes sem se diferenciar naquilo que é positivo, termina alcançando os mesmos resultados que a concorrência. No dia (05) de janeiro, circulava em Jaguariúna - cidade famosa por seus rodeios - uma composição ferroviária da FCA/VL! com 46 vagões e destes, oito (8) decidiram por “livre e espontânea vontade” pular de uma altura de 50 metros em uma ponte do bairro lindeiro Roseira de Cima. Em Jaguariúna até vagão pula! O acidente aconteceu por volta das 17h e poderia ter desdobramentos muito maiores, pois dos oitos vagões, sete (7) caíram em uma rua muito movimentada e proximidades e um (1) caiu no rio, que carregado com milho está lá até hoje alimentando os peixes. Imaginem se tivesse carregado com algum produto perigoso como ficaria como ficariam os peixes e o meio ambiente? As causas até o fechamento desta edição eram desconhecidas e passam do vandalismo, ao acidente, podendo chegar à incompetência, em outras palavras a FCA/VL! não se exime da culpa, pois pecou por imprudência, negligencia ou imperícia. O recado que fica é o que já descrevemos acima. Uma empresa em um país capitalista como o nosso, não pode se limitar a fazer “mais com menos” e muito menos fazer “mais do mesmo” em matéria de segurança, pois dinheiro e recursos públicos nas mãos de quem não sabe administrar voam pra fora da linha, da mesma forma que os vagões de Jaguariúna.

QUEM É QUEM?

Na FCA quem manda é a terceirizada. “Diz um velho ditado que o carro não passa a frente do boi” , ou seja, cada um em sua função! No entanto não parece ser o que ocorre na FCA/VALE/VLI; curiosamente as empresas que prestam serviços para esta tão poderosa holding exercem um poder descomunal no fechamento de contratos e fazem o que bem entendem dentro da FCA. Exemplo que podemos citar é que ocorre com a contratada que presta serviços com carros nas localidades de Paulínia, Aguaí e Ribeirão Preto. A empresa terceirizada age da forma como quer sem que a FCA tenha ação em questões que envolvem inclusive aspectos de segurança, contrariando o discurso de que a “segurança está em primeiro lugar”. A FCA deveria adotar uma postura mais honesta e abandonar a “embalagem” de empresa politicamente correta que se preocupa com seus empregados; pois ao não conseguir ter ação sobre as contratadas de forma a garantir a segurança de seus empregados próprios, levanta uma série de questionamentos de toda ordem; como por exemplo: A quem interessa esta situação,quem são realmente os donos destas empresas e como são “fechados” estes contratos e por quanto? São perguntas que não conseguimos respostas sem que possamos pensar em aspectos tendenciosos! Pensem; se a empresa é contratada deveria se portar como uma prestadora de serviços avençados em contratos previamente pactuados; mas o que ocorre neste momento é que, misteriosamente quem dita as regras dentro de algumas localidades da FCA são as contratadas, fato não observado quando os contratos pertencem a outros gestores, onde o tratamento é bem diferente. Vejam que na região de Uberaba, trecho de sob jurisdição de outra gerencia; quem manda no contrato é a FCA e não a contratada; como pode isso ocorrer? Verificamos assim, que a empresa não consegue ao menos padronizar uma escala mais humana para os motoristas desta empresas de carros e assim oferecer um serviço mais seguro aos seus próprios empregados.Que mistério é este?

4X4 A MALDADE CONTINUA!

No dia 08 de janeiro na cidade de Uberlândia-MG o sindicato representado pelo seu Presidente Paulo Francisco e pelos diretores Ayrton Guglielminetti, Cesar Luiz Gonzaga, Vandir de Sousa Silva e Mário Ricardo Santos reuniu-se com a FCA/VL!, na data representada por Roney Alvarenga - gerente de R.H, Mozart Santana - supervisor de operações e pelo RTS Ângelo para tratar da mau fadada escala 4x4. Muito embora o sindicato tenha total discordância quanto a esta configuração de escala, não foge da discussão, pois no seio da categoria reside a ideia de que esta escala é a melhor para se trabalhar em turno ininterrupto de revezamento. O acordo específico 4x4 vem para dilatar ainda mais o número de horas trabalhadas com a compensação em dias de folga, ou seja, a lei nos garante 6 horas, no acordo coletivo geral a categoria aprovou 8 horas e agora por meio de acordo específico ampliamos a exposição dos empregados em mais 4 horas – algo desconexo da realidade. Entendemos que a categoria só opta por esta configuração por ausência de outra forma de escala mais benéfica – sempre reivindicada pelo sindicato e constantemente negada pela empresa. Na reunião foi consolidada uma minuta que será apresentada à categoria no período de 23 a 25 de fevereiro para que esta decida se vai optar pela continuidade ou não da 4x4; até lá a 4x4 segue prorrogada. Ainda na reunião foram encaminhados vários assuntos de interesse da categoria por meio de uma ofício que entre outras coisas reivindica uma agenda de reuniões de acompanhamento com o intuito de tratar das distorções e invenções que o quadro de comando processa ao longo da vigência do acordo.