quarta-feira, 17 de abril de 2013

REUNIÃO DE ACOMPANHAMENTO UBERABA

No dia 04-04-13 realizou-se na cidade mineira de Uberaba reunião de acompanhamento entre sindicato e FCA em cumprimento ao ACT 2012-2014. Nesta reunião o sindicato pode abordar e cobrar de forma contundente que a empresa melhore as condições de trabalho dos empregados de nossa base. Assuntos como a situação em que se encontram os trainees trabalhando como OOF pautaram as discussões, pois o sindicato entende que esta situação é irregular, pois trabalham como OOF e recebem como trainees; um disparate. Cobramos também uma postura da empresa com relação ao longo período em que os maquinistas estão ficando em alojamento, fato que já foi motivo de outra reunião e que já tinha sido resolvido em 2011 e que agora a empresa com sua cartilha de apontamentos da categoria “C” retrocede deixando o profissional mais tempo fora de sua casa. A questão da segurança também figurou como pauta e neste sentido pudemos cobrar da empresa mais empenho na limpeza das laterais da via permanente, pois tanto o pessoal da via permanente, como os maquinistas ficam expostos a condições inseguras sendo que a capina química funciona tão somente como um paliativo e desta forma conclui o sindicato; a empresa precisa intensificar sua atuação da correção deste problema. A cláusula do acordo que obriga a empresa a enviar ao sindicato cópias de documentos, como exemplo da CAT comunicação de acidente de trabalho, fato inobservado em sua prática diária, também figurou como objeto de cobrança, assim como o intervalo de refeição de 1 hora garantido para os empregados que estão em escala de 4x4 entre a 4ª e 6ª hora também debatido, porque algumas lideranças ainda insistem em descumprir o que reza o acordo. Exigimos rigor na apuração dos casos e punição severa para quem descumprir o acordo. O sindicato também cobrou da empresa que corrija as distorções observadas na confecção do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), pois profissionais de uma mesma área não podem ter o referido documento com números e dados divergentes, uma vez que realizam as mesmas práticas laborais e por conseguinte ficando expostos as mesmas condições. Neste sentido alegamos que os laudos judiciais são todos com os níveis que entendemos serem reais e para tanto apresentamos de imediato os referidos laudos para que a empresa possa analisá-los e corrigir as pendências em até 60 dias. Cobramos também a conclusão das obras do alojamento da estação de Uberlândia, pois entendemos que o pessoal da localidade está sofrendo prejuízo e constrangimentos desnecessários com as atuais instalações, com apenas um banheiro disponível para todos empregados. A empresa tomou nota de todas as reclamações e ficou de resolver todas as pendências em um intervalo de até 90 dias da data da realização desta reunião. Aguardaremos e caso não surta efeito de forma administrativa, discutiremos internamente as medidas cabíveis para cada caso em concreto. A FCA/VALE dispensa o referido tratamento aos empregados por acredita em nossa falta de capacidade de mobilização e por isso que devemos nos manter unidos em torno do sindicato para que possamos exigir tratamento digno e condizente com o profissionalismo que representamos.

sábado, 6 de abril de 2013

TJ AFASTA JUIZ

TJ afasta juiz suspeito de pedir dinheiro a advogados Decisão inédita é tomada após investigação conduzida pelo próprio tribunal Pedidos variavam de R$ 20 mil a R$ 35 mil, segundo testemunhas; desembargador nega todas as acusações FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO Pela primeira vez em sua história, o Tribunal de Justiça de São Paulo afastou ontem um desembargador acusado de pedir dinheiro a advogados interessados em processos nos quais ele atuou. A decisão atingiu o desembargador Arthur Del Guércio Filho, 57, e foi tomada por unanimidade pelo Órgão Especial do tribunal. O TJ de São Paulo é composto atualmente por 347 desembargadores. Segundo testemunhas ouvidas numa investigação conduzida pelo próprio tribunal, Del Guércio procurava advogados e seus clientes dizendo ter problemas financeiros e pedia de R$ 20 mil a R$ 35 mil. Uma das testemunhas, o advogado Clito Fornaciari Júnior, disse que, ao pedir dinheiro a um dos seus clientes, Del Guércio antecipou que iria votar a seu favor num processo e mostrou o voto. Segundo o advogado, o juiz acrescentou que outros desembargadores da câmara em que atuava não queriam votar como ele e pediram R$ 120 mil para mudar de ideia. Fornaciari disse à Folha que seu cliente recusou-se à pagar e perdeu a causa. Segundo ele, no fim Del Guércio votou contra seu pedido, ao contrário do que sugerira. A investigação sobre Del Guércio teve início com uma denúncia feita em 18 de março pelo advogado Nagashi Furukawa, juiz aposentado e ex-secretário da Administração Penitenciária de São Paulo. Segundo Furukawa, Del Guércio lhe pediu que enviasse a seu gabinete um advogado para conversar sobre um recurso em exame no tribunal. A advogada Fabiane Furukawa, sobrinha do advogado, foi enviada ao gabinete do desembargador. Segundo ela, Del Guércio afirmou que precisava quitar um empréstimo contraído para financiar a reforma de sua casa. Em seguida, disse Fabiane, o desembargador anotou o valor de R$ 35 mil num papel e mostrou-o à advogada dizendo que era quanto precisava pagar até o dia seguinte. Segundo a advogada, Del Guércio sugeriu que ela discutisse o assunto com seu cliente e desse uma resposta no dia seguinte. Além disso, de acordo com Fabiane, ele teria dito: "Não estou vinculando [a entrega do dinheiro] à decisão no processo, mas ficaria muito grato se puder me ajudar". A advogada diz que a resposta foi negativa. O desembargador Gilberto de Souza Moreira, da 7ª Câmara de Direito Privado, também foi ouvido pelo tribunal e afirmou que cinco escritórios de advocacia lhe relataram episódios semelhantes. Ao votar pelo afastamento de Del Guércio, o presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori, mencionou a existência de mensagens de texto e registros de contatos telefônicos entre as provas apresentadas contra o magistrado. "A deplorável conduta do desembargador [...] parece não ter sido fato isolado, mas coerente com uma linha de comportamento já conhecida e repudiada por seus pares", afirmou Sartori em seu voto. Com 30 anos de carreira como juiz, Del Guércio foi promovido a desembargador em 2005 e atuava na 15ª Câmara de Direito Público do tribunal. Seu afastamento tem caráter provisório. O Órgão Especial do TJ abriu processo administrativo contra ele, que não foi ouvido durante as investigações e agora terá espaço para apresentar sua defesa contra as acusações.