segunda-feira, 22 de outubro de 2012
PR ZERO NUNCA MAIS
Ao que parece a FCA/VALE só respeita mesmo a justiça, não se detendo à liberdade facultada a um processo negocial entre as partes.
Foi o que ocorreu na ultima reunião em Belo Horizonte para tratarmos da PR 2012 a ser paga em fevereiro de 2013.
A empresa apresentou sua proposta atendendo a solicitação da comissão de PR, composta pelos 5 sindicatos de sua base territorial para que o EBITDA e CFROGI deveria ser o da VALE, conforme ocorreu no acordo passado que permitiu o melhor pagamento de PR de todo tempo de operação da FCA.
Até ai parece tudo um mar de rosas e que as coisas acontecem de forma natural e que a FCA age por si mesma sem a necessidade de interferências externas, mas torna-se necessário alguns esclarecimentos.
A PR 2011 paga em 2012 só foi possível por conta do processo trabalhista 766-2011-087 que condenou a FCA que diante da força da justiça pagou cerca de 6 salários aos empregados.
Este ano também não foi diferente, pois o Sindicato Mogiana cobrou na justiça por meio de outro processo 645-2012-087 para que a empresa apresentasse os números que embasaram o pagamento da PR anterior com a exibição de documentos.
Diante desta postura não restou outra alternativa à FCA/VALE senão aceitar que a base de cálculos fosse a mesma adotada no ano anterior,ou seja, EBITDA e CFROGI da VALE, uma vez que em nosso processo alegamos que as metas não foram discutidas previamente com a comissão de PR conforme determina a lei 10.101/2000, a mais pura verdade.
Acuada pela justiça, não restou outra solução a não ser garantir que nenhum empregado ficará sem PR na FCA/VALE pelo fato de exigir que os mesmos tenham pelo menos 1 ponto em sua avaliação, ou seja, garantiu de antemão um salário por empregado para 2013 e o teto de 6 salários.
Na prática o empregado tem garantido 1 salário e a possibilidade de se alcançando os resultados e metas possa elevar este patamar até o teto.
Alerta o sindicato que não é pelo fato de se ter garantido este salário que devemos nos deitar em berço esplendido e amolecer o jogo, devemos lutar para alcançar números maiores, mas que esta elevação seja dividida de maneira justa, fato observado tão somente neste ultimo pagamento de PR, justamente por conta de processo trabalhista.
VITÓRIA DOS SINDICATOS
Depois de reiteradas reuniões e várias exigências, inclusive judiciais, a FCA/VALE apresentou um plano médico alternativo de forma a garantir o que está estabelecido em ACT, ou seja, tínhamos em acordo coletivo de trabalho um plano de saúde que só funcionava no papel, salvo raríssimas exceções.
Diante disso no dia 02 de outubro em Belo Horizonte a empresa apresentou o plano de saúde UNIMED que virá substituir o plano médico Bradesco Saúde de forma a garantir o atendimento em rede nacional.
Não devemos nos impressionar porque ao adotar tal postura a FCA/VALE não faz nada além do que cumprir o acordo coletivo; pois seu descumprimento como vinha ocorrendo estava passivo de uma ação de cumprimento na justiça e como a mesma esta sendo derrotada em todas ações impetradas pelo sindicato, desta vez resolveu não arriscar e fazer sua obrigação.
O Sindicato Mogiana também atesta tal feito à resistência de todos os cinco sindicatos que em conjunto com suas bases fizeram do ACT 2012-2014 o acordo com o menor índice de aprovação da história da FCA/VALE.
Abaixo segue a transcrição do termo aditivo assinado pelo sindicato que passa a integrar o acordo 2012-2014 – vitória dos empregados sobre a FCA/VALE.
PLANO B – CENTRAL NACIONAL UNIMED E BRADESCO DENTAL
A FCA implantará a partir de 01 de novembro de 2012, um Plano B – Central Nacional UNIMED e Bradesco Dental em substituição ao Plano Saúde Bradesco. Todos empregados usuários do Plano de Saúde Bradesco serão migrados até a data de 31 de outubro de 2012 para este novo Plano B.
Para os procedimentos médicos cobertos pelo Plano B celebrado com a FCA, a empresa arcará com 70% (Setenta por cento) das despesas médicas.
Para os procedimentos odontológicos cobertos pelo Plano Básico Odontológico, a FCA arcará com 60% (sessenta por cento) das despesas odontológicas.
As despesas do empregado serão limitadas ao teto máximo de 2 (dois) salários nominais por evento.
O desconto mensal no contracheque do empregado, relativo a sua parte no Plano de Saúde e/ou Plano Odontológico, está limitado a 15% (quinze por cento) do seu salário nominal sendo o saldo restante automaticamente transferido para ser descontado nos meses imediatamente seguintes.
Ficam mantidos os limites de idade, para fins de cobertura dos Planos, de 21 (vinte e um) anos para os filhos dependentes e de 24 (vinte e quatro) anos para os filhos dependentes universitários.
Os empregados que estão na AMS poderão optar pelo Plano B – Central Nacional UNIMED e Bradesco Dental até o dia 31 de Dezembro de 2012. Depois disso, as migrações acontecerão no aniversário do plano alternativo.
Esta cláusula substituirá na integra as cláusulas 6.9 a 6.13 do ACT 2012/2014 – Plano B.
VALEFÉRTIL
Mais uma vez a FCA/VALE nos mostra o quanto esta preocupada com seus colaboradores, e que essa estória de PILAR GENTE , valorização do trabalhador e SEGURANÇA é tudo balela e não passa de discurso.
O Diretor do Sindicato da Mogiana em Uberaba fez uma visita de rotina na estação da Valefértil, localizada no distrito industrial de Uberaba, onde a toda poderosa FCA/VALE implantou uma sede de Maquinistas, OOF e TOF, o mesmo ficou preocupado com o que viu e tirou várias fotos para comprovar o descaso da empresa, pois quando o assunto é gente ele se preocupa primeiramente com os lucros.
O local não oferece as mínimas condições de higiene e segurança e os companheiros não tem acesso à água potável, a cozinha é improvisada em um cômodo ao lado de um banheiro que não tem porta, os armários para guardar os pertences não servem nem para ferro velho, duas tábuas apoiadas sobre caixotes, servem de mesa para as refeições sendo que uma delas fica bem próxima deste banheiro sem porta – que horror!
Isso traduz a forma improvisada de resolver as coisas dentro desta empresa que quer ser grande; um paleativo aqui, outro ali e a empresa segue seu conto de fadas às avessas.
A “instalação” conta ainda com um banheiro imundo no escritório, um lavatório sem torneira e um banco que não serve nem para jogar fora de tão sujo.
Essa foi a situação que o nosso o Sindicato presenciou e que foi motivo de grande indignação, pois os companheiros que lá trabalham cumprem a escala 4x4, 12 horas diárias, trabalhando muito e quando tem o tempo para suas refeições é essa estrutura que os espera.
Sem contar que o local é ermo, no meio do canavial e já foi alvo de vários furtos; mas ao que consta a FCA/VALE não esta preocupada com isso; e para aqueles que acham que a instalação da referida sede tem o intuito de economizar horas de passe ou diárias operacionais, se enganam, pois este mesmo local já foi alvo de inúmeros, suntuosos e misteriosos investimentos que naufragaram e que poderiam ter sido revertidos em pró dos trabalhadores.
Fica o questionamento do porque a FCA/VALE vira e mexe investe na localidade e depois abandona o local e daqui a pouco investe de novo?
O mais preocupante é que ao questionar um supervisor sobre a situação, o mesmo transferiu a culpa da lamentável situação ao desleixo dos empregados, acrescentando que resolveria a situação em uma semana e pra amenizar a situação reforçou que os trabalhadores só se fazem presentes nas instalações por ocasião das refeições, o que causou ainda mais preocupação por parte do Sindicato porque em nosso entendimento o local esta inapropriado por conta de tudo que já descrevemos, o sindicato vai oficiar a FCA/VALE para que tire do papel o seu discurso de empresa politicamente correta.
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