quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RIBEIRÃO PRETO CAPITAL DO DESMANDO

Em Ribeirão Preto a FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A vem, por meio de um “capitão do mato” às avessas, promovendo uma devassa no quadro de comando demitindo as principais lideranças num verdadeiro expurgo sumário. Rotatividade, renovação, enxugamento? O que estaria ocorrendo nesta localidade? O que esta ocorrendo na FCA onde cartas de punições ficam previamente impressas sem ao menos ouvir o empregado, em outras palavras, o supervisor julga e sentencia sem ouvir ninguém; sentença sem oitiva!? Questionamos a empresa neste sentido, mas por lá o lema é “ninguém sabe, ninguém viu e isso não é comigo” traduzindo uma literal covardia no poder diretivo. A preocupação do sindicato reside no desguarnecimento de um grupo tão importante dentro da estrutura da empresa sem que se apresente uma alternativa de renovação à altura da estrutura anterior. Quando se começa mexer no alicerce da casa, esta fica propensa ao desequilíbrio e, por conseguinte a cair, postura conflitante com os bilhões em investimentos no setor ferroviário anunciado pelo Governo Federal. Acreditamos que tais medidas estejam vinculadas com a combinação da resolução 4.131-13 da ANTT e a nova estrutura acionária da VLI, desenhando-se uma nova politica, demonstrando que a FCA pretende realocar em outras regiões, empregados anteriormente sediados em trechos devolvidos ao Governo Federal como forma de cumprir o preceito fundamental dos investidores; o lucro. Outra questão que também preocupa o sindicato é o novo “piso salarial dos maquinistas”, ou seja, hoje em Ribeirão Preto como em toda base sindical promove-se o auxiliar de maquinista e não se altera o seu salário de forma que o mesmo recebe tão somente a obrigação, criando assim mais um passivo trabalhista, pois o profissional que antes iniciava como maquinista com o salário de R$ 1.030,00 baixou este patamar para R$ 880,00. Os alojamentos de Ituverava, Uberaba e Aguaí, onde os profissionais de Ribeirão Preto fazem uso são motivos de atenção por conta da ausência de limpeza, sendo que no de Aguaí a empresa FCA/VLI pretende inaugurar uma “senzala” com a instalação de quartos isolados da casa principal. É mole?! Ainda no tocante aos alojamentos, a empresa, muito inventiva, tem um alojamento que também é uma sede, na localidade de Itú onde segundo consta, os empregados não conseguem descansar, porque o local também é uma sede de trabalho. E como miséria pouca é bobagem, na capital do Chopp e da Agrishow, a FCA/VLI tem o “Top 10 das horas extras”, onde os empregados são expostos a condições vexatórias com o claro objetivo de constrange-los a trocar suas horas extras por folga, fato que descumpre o atual ACT – acordo coletivo de trabalho vigente, no entanto o supervisor Wagner pontua que a prática não se restringe a Ribeirão, atestando que tal prática é uma ferramenta aplicada em toda FCA/VLI. Ainda em Ribeirão, a empresa esta assistindo deitada em berço esplêndido a implantação da nova escala de trabalho dos motoristas da empresa terceirizada que expõe nossos empregados a serem conduzidos por um motorista que roda 5 noites consecutivas, nesse sentido a FCA/VLI ao que parece é um exemplo de letargia, omissão e subserviência para com as empresas contratadas, ou seja, a terceira tem mais poder do que a tomadora de serviços! Sem falar que os empregados da mecânica continuam deslocando-se acima de 30km e os ligados a área de estação não fazem horário de refeição; infringindo o acordo específico da escala 4x4. Não nos esquecendo de que a gestão de escalas é a pior de nossa base sindical. Diante de tantos desmandos podemos concluir que o trem da FCA/VLI quando passa por ZRP circula de recuo, ou seja, a locomotiva esta sendo puxada pelos vagões. Coitados dos empregados!

4X4 DO FOGO PARA A FRIGIDEIRA

Entre os dias 07 e 11 de outubro realizamos as assembleias gerais extraordinárias em toda base do sindicato na FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A para apreciação da proposta da empresa de escala 4x4. As assembleias, conforme edital começaram por Paulínia , passando por Aguaí, Uberlândia, Uberaba e terminando em Ribeirão Preto no dia 11, onde ocorreu a apuração dos votos. Muito embora conforme dito, a proposta desta escala partiu da empresa com o claro objetivo de garantir uma escala de compensação em que o empregado fica o máximo de tempo a sua disposição, uma lástima o empregado trabalhar 12 horas. Mesmo sendo sua a proposta a empresa não se mostrou interessada em garantir instalações seguras e salubres para a realização das assembleias. Por exemplo, na cidade de Paulínia a sala disponibilizada para o sindicato estava em petição de miséria, com caixas de papelão destinadas à reciclagem por todo lado, restando aos diretores a organização do espaço para que este ficasse minimamente adequado. Em Uberlândia a surpresa ficou por conta de a sala ter sido invadida pelas aguas das chuvas, pois as acomodações dos trabalhadores da localidade passam por uma reforma que já se eternizou no tempo; não acaba nunca! Uma vez apresentada a proposta o sindicato realizou um “bate papo’ com a categoria, provocando a reflexão sobre os malefícios da então escala de 4x4, onde o trabalhador roda 4 dias de 12 horas cada um, descansa um dia e folga 3 dias, sendo que destes 2 dias figuram como folgas compensativas e 1 como sendo a folga semanal. As considerações figuraram no sentido de despertar nos trabalhadores o sentimento de indignação com relação ao discurso da empresa distante da prática diárias, ou seja, a empresa se preocupa com um maquinista que excede 12 horas no trecho e até acha desumano, mas com relação aos que ficam no pátio debaixo de sol e chuva, andando o dia todo na pedra por 12 horas, acha normal?! Insistimos que a empresa poderia ter nos apresentado uma escala melhor do que a perversa 6x1, que sacrifica ainda mais o trabalhador, porém a empresa reluta em manter a referida escala como alternativa à 4x4. Discussões sobre a legalidade da escala 6x1 foram levantadas, porém temos um acordo coletivo geral que atesta sua possibilidade e caso a escala 4x4 fosse reprovada, como forma de retaliação a FCA/VLI fatalmente implantaria escala mais gravosa ao empregado, fazendo com que o mesmo optasse em “sair do fogo e pular pra dentro da frigideira”. O fato é que a escala foi aprovada, o acordo foi assinado e vamos ter que conviver com esta situação até as negociações da data base de setembro 2014, onde voltaremos a discutir se vamos aceitar um turno de revezamento de 8 horas, quando alei nos garante 6 horas. Entendemos que os empregados NÃO aprovaram a escala de 4 tempos e SIM votaram contra a escala de 6x1, como dito antes, única alternativa apresentada por esta empresa de discurso bonito e fala mansa e atitudes ditatoriais.

Dois pesos e uma medida

ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO TENDÊNCIAS/DEBATES Biografado deve poder vetar livro sobre sua vida? SIM "Aperfeiçoa-te na arte de escutar, só quem ouviu o rio pode ouvir o mar" (Leão de Formosa) A sensação é de frustração. Tínhamos uma oportunidade fantástica de discutir um tema relevante quando fomos tragados pela passionalidade. O assunto é fascinante: pondera dois direitos constitucionais, o da informação e o à intimidade. Ao contrário do que tem sido publicado, é o direito à informação, e não à liberdade de expressão, que está em jogo. Este último, mais amplo, abrange falar o que se pensa e se tem coragem de dizer, respondendo pelo excesso nos termos da lei. Cada um sabe a dor e a delícia de dizer o que quer! O direito à informação é o que se aplica às biografias. O biógrafo se informa para contar o que julga ser verdade sobre o biografado. Se inventar, é ficção, não biografia. Importa discutir quem é o destinatário do direito contraposto. Quem deve ter preservada sua intimidade e em quais limites. Há três classificações: o agente público, o cidadão com notória exposição e o anônimo. Julgamos ter o direito de saber como se porta o agente público no afã de exercer certo domínio psicológico e ideológico sobre ele, exigindo-lhe coerência entre sua vida e seu discurso. Isso não significa que precisamos saber suas impotências. O cidadão-celebridade ocupa um lugar no imaginário nacional, e o público tem o direito de saber sobre o que lhe deu notoriedade, seja ele um cantor, um ator, um jornalista. Fora dessa hipótese, o direito à intimidade desse cidadão deve ser mais preservado do que o do agente público. Quanto ao anônimo, que não buscou ou não conseguiu notoriedade, pouco resta a dizer, pois não se vê no rol dos possíveis biografados e mantém preservado seu direito à intimidade, no mais amplo aspecto. Qualquer ponderação entre esses direitos (informação e intimidade) que lance a um plano menor a conquista fantástica que é a preservação da vida íntima, é mesquinha, injusta e reducionista. Pessoas sérias brincam com lugares-comuns tipo "afasta de mim este cale-se", ou "é proibido proibir". Emperram uma reflexão necessária. Muitos que clamam pelo direito à informação (traduzido em escrever e vender biografias) circunstancialmente defendem o respeito à intimidade, quando lhes convém. Não existe direito absoluto, nem à informação, nem à intimidade. Nessa ponderação é que podemos testar o que molda o caráter e a têmpera de cada um. Sou contra qualquer hipótese de censura prévia. Quero, no entanto, poder recorrer ao Judiciário para reparar prejuízos, impedir danos, ou mesmo garantir o direito de informar e ser informado. Um exemplo ajuda a refletir. Imagine uma mulher que tenha sido sequestrada e submetida a sevícias sexuais. Libertada, e preso o seu algoz, ela leva no íntimo dois dramas: o flagelo de ter sido violentada e o medo feroz de ver exposta tal vilania. O sequestrador tem o direito de publicar os sórdidos detalhes, verdadeiros, desse horror? O direito à informação é absoluto? Se você concorda que seria um ultraje, mesmo sendo um caso extremo, me garante o direito de discutir o assunto. Eu sou, e cada um é, dono da sua verdade e vontade. O Judiciário dará a palavra final caso a caso. Não é real, como se tem afirmado, que os defensores do direito à intimidade pretendem criar uma nova lei. Esse discurso não passa de marketing. O que se quer é garantir o livre exercício do direito à liberdade de expressão, de informação e também à intimidade, seja um agente público, uma celebridade ou um anônimo. Todos têm o direito de ser prepotentes e incoerentes, mas passionalidades exageradas cansam. Vamos ouvir e nos posicionar, mas com delicadeza e respeito. Lembro o querido Pessoa, na pessoa de Pessoa: "Arre, estou farto de semideuses"! ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, o Kakay, 56, é advogado do cantor Roberto Carlos Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/134532-dois-pesos-e-uma-medida.shtml

Planos terão de cobrir remédios contra câncer a partir de janeiro

Governo incluiu 37 medicamentos orais na lista de procedimentos com cobertura obrigatória Na relação, há itens que custam mais de R$ 600; ao todo, são 87 novos tipos de tratamento citados pela ANS FLÁVIA FOREQUEDE BRASÍLIA A partir de 2 de janeiro, planos de saúde deverão garantir a cobertura de 37 medicamentos orais para o tratamento de câncer. Após lançar consulta pública sobre o tema, há cinco meses, o governo anunciou ontem a lista de procedimentos que devem ser garantidos pelas operadoras. Essa revisão da cobertura é feita pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a cada dois anos. Na lista, há medicamentos que podem custar mais de R$ 600 --é o caso da bicalutamida, usada no tratamento de câncer de próstata. Ao todo, são 87 novos procedimentos médicos e odontológicos. Entre eles estão, por exemplo, 28 cirurgias por vídeo, novas indicações para o exame PET scan (usado no diagnóstico de câncer) e aumento do número de consultas com profissionais como nutricionistas e psicólogos. A medida deve beneficiar 42,5 milhões de usuários de planos de saúde de assistência médica e 18,7 milhões de consumidores de planos exclusivamente odontológicos. O ministro Alexandre Padilha (Saúde) defendeu a oferta dos remédios alegando que isso dará mais qualidade de vida aos pacientes. "Cada plano de saúde pode ter sua forma de distribuição. Alguns podem fazer ressarcimento --o paciente paga e depois recebe-- ou se associar com distribuidoras e farmácias", explicou. O diretor-presidente da ANS, André Longo, afirmou que o aumento da cobertura obrigatória não deverá refletir em aumento de preços. "Os impactos sobre o reajuste das mensalidades têm sido, na série histórica, pequeno. O maior já visto foi de 1,1% [em 2011]", afirmou. Longo disse ainda que alguns procedimentos tendem a diminuir o tempo de internação e que a compra em maior quantidade dos remédios também barateia o valor final pago ao fabricante. "É uma redução de custo com impacto benéfico na saúde dos pacientes. A medicação oral oferece maior conforto ao paciente e reduz a necessidade de tratamento em clínicas e hospitais." O diretor-presidente da ANS afirma ainda que a revisão do procedimentos deve reduzir o número de pacientes que recorrem à Justiça para ter acesso aos remédios. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/135130-planos-terao-de-cobrir-remedios-contra-cancer-a-partir-de-janeiro.shtml