Suspeita é que cratera foi aberta em consequência de duplicação na Abrão Assed e que corre risco de chegar a trilhos
Luís Fernando Wiltemburg
A erosão ameaça a ferrovia sob concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), ao se aproximar da linha do trem no km 279, perto do km 42 da rodovia Abrão Assed. O Sindicato dos Ferroviários de Ribeirão Preto suspeita que as obras de duplicação da estrada causaram a movimentação da terra e teme o desmoronamento e acidentes com maquinistas.
A erosão começa nas proximidades da ponte da FCA, na rodovia Abrão Assed, no distrito de Serrana. A cratera segue da lateral da pista, próximo a um canavial, e se torna paralela à ferrovia. Sindicato e FCA dizem que o buraco começou no período de obras de melhorias.
A duplicação executada pelo DER (Departamento de Estadas de Rodagens) teve início em 2006, mas apenas foi inaugurada em março do ano passado. Os problemas com a erosão, entretanto, começaram a se agravar antes disso.
"Desde o período de chuvas de 2009, entre janeiro e fevereiro, a erosão aumentou", diz o diretor do sindicato, Mário Ricardo dos Santos.
Ele não soube dizer quantas composições passam pelo km 279, o mais próximo da erosão, mas lembra que é o corredor de exportações.
Buraco monitorado
A FCA informou, por meio da assessoria de imprensa, que o trecho atingido pela erosão é monitorado constantemente e que não há perigo iminente de desmoronamento, o que afasta a necessidade de desativação.
A assessoria de imprensa do DER se limitou a dizer, em nota, que "está em fase final de licitação o projeto para a construção de um canal de concreto no km 42 da rodovia Abrão Assed. A obra deve corrigir o problema de erosão do terreno, que surgiu depois das intensas chuvas do início do ano".
Fonte: Jornal A Cidade - Ribeirão Preto
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