sexta-feira, 8 de maio de 2015

KM 466 GERÊNCIA NEGLIGENTE

Ao que parece os investimentos da nova configuração acionária da FCA/VLI conjuntamente com os aportes do PIL (Plano de investimento em logística) do Governo Federal tem ido literalmente por água a baixo. A prova incontestável de que a nova empresa tem vivido mais de discurso do que propriamente da realidade dos fatos se deu no quilômetro 466 entre as estações de Uberaba-MG e Babaçu, onde no dia 30/03/15, a chuva lavou o leito da linha impedindo a circulação de trens no local, conforme as fotos ao lado. A conta não fecha, pois com tanto dinheiro disponível – cerca de 9 bilhões – não é possível que a empresa não possa resolver algo tão simples, ainda mais que neste ano que foi o mais seco de todos os tempos. Em tempos de estatal nunca se viu tamanho despreparo e desinteresse em resolver problemas de infraestrutura da ferrovia. Em 30 anos de ferrovia nunca vi isso acontecer acrescentou Vandir Silva, maquinista da localidade e diretor de do sindicato. Isso prova que a empresa esta interessada somente na passagem da linha não se preocupando sobre como conservá-la. Nós do sindicato ficamos pensando se a estação nas águas tivesse chovido o que costuma chover a ferrovia seria paralisada. A FCA/VLI só se move quando é obrigada a fazer por determinação judicial como o caso do KM 202 tratado aqui neste jornal como o “quilômetro da morte”, sem isso, deixa de cumprir obrigações basilares de uma empresa que deseja transformar a logística nacional. Investimentos tanto do setor público como do privado não lhes faltam, mas daí relacioná-los com competência administrativa é outra estória. Mesmo num país capitalista, o lucro deve vir acompanhado de uma séria visão de futuro para que não escape pelo ralo. A visão de lucro a qualquer custo termina por cegar os olhos dos acionistas e em momentos como estes concluem que o rumo está errado. A correção de rota da empresa tem sido insistentemente alardeada pelo sindicato para que o maior ativo da empresa – empregados - esteja em primeiro lugar e estes não fiquem expostos a toda sorte como é o caso do km 466, onde a chuva levou pelo ralo a avidez de lucro a qualquer preço.

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