quarta-feira, 4 de novembro de 2015

OS TELEGUIADOS DA FCA/VLI

Nas assembleias de apreciação da mísera contraproposta da FCA/VLI notamos aquilo que o sindicato mais teme, ou seja, o silêncio daqueles que deveriam falar! Fizemos uma leitura profunda dos olhares, expressões e gestos a cada fala dos interlocutores do sindicato. Aqueles que deveriam falar, em nosso entendimento, foram contemplados pelas palavras dos sindicalistas, que não mediram esforços para deixar bem claro o teor da proposta indecente da empresa. O objetivo do sindicato foi o de confrontar a verdade com a mentira, desvendando o misterioso cálculo de se transformar 6,35% em 282%. Incrível como a empresa pôde descer em tão baixo nível a ponto de seduzir os trabalhadores com uma proposta pífia, uma autentica pirita ou “ouro de tolo”. Muito embora tenhamos feito consistente explanação, para 660 empregados em uma base de 930, só recebemos contestações desarranjadas dos “teleguiados” da FCA/VLI, ou seja, no máximo de 4 empregados que, perseguindo uma promoção por meio da meritocracia se manifestaram com fervor em pró da proposta da empresa - cada um se promove da forma que mais se acha competente. São momentos como estes que alguns desavisados ou até mal intencionados, procuram se contrapor ao sindicato com a intenção de se tornar visível ao seu chefe e assim alçar um “postinho” melhor dentro da empresa. O sindicato respeita o contraditório, porém não aceita que um ou outro chefete ou PQC (Pensam que são Chefes) se valha de um momento de correlação de forças para subir no tijolo e se portar como legítimos representantes dos empregados. “Aviso aos navegantes”, caso assim se interessem – serem representantes dos empregados – primeiramente filiem-se ao sindicato e depois disputem eleições; afinal de contas a expressão mais usual para justificar os abaixo assinados ilegítimos, foi democracia. Abaixo assinados concebidos de forma viciada e sem liberdade de escolha, afinal foram confeccionados sob “sugestão” da empresa. Os teleguiados não representam ninguém; nem a chefia ou mesmo a empresa, pois não passam de capachos que vivem sendo pisoteados pela empresa para fazerem o serviço sujo e quando o terminam são dispensados de forma sumária. É o grupo de empregados que mais se decepciona quando demitidos, e a frase recorrente no momento da homologação é “dei meu sangue e a empresa me traiu, fui enganado”. Se fizeram enganados por opção, pois em todos os momentos o sindicato apresenta dados e fatos que comprovam a má conduta da empresa. Imaginam que a vida se resume na empresa e se esquecem da família e dos verdadeiros amigos, para se venderem em troca de algumas migalhas reduzidas em miseráveis percentuais de reajustes individualizados, esquecendo-se que o homem é um ser sociável e que o acordo de trabalho é coletivo, portanto o mesmo não comporta posicionamentos individuais.

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