quarta-feira, 4 de maio de 2011

4x4 A QUEDA

Após um longo período nas trevas, a névoa que cobria os olhos da categoria se desfez em luz; e a 4x4 caiu.

Caiu assim como caiu Roma, Pérsia e as muralhas de Berlim e Jericó; pois chega um momento em que o trabalhador se encontra em uma encruzilhada fatal e tem que decidir entre morrer e viver.; sim porque todos almejam se aposentar um dia e para que isso se torne menos penoso do que já é o fato ser aposentado em nosso país, o trabalhador de hoje deve ter uma qualidade de vida laboral de forma a se preservar – ou seja- planta-se hoje e se colhe amanhã.

Mas poderíamos ouvir os gritos daqueles tomados pelo ceticismo dizer: “mas quem disse que eu conseguirei aposentar na FCA?”.

E para este questionamento a posição do Sindicato é muito clara em dizer que o modelo de empresa que queremos construir é um modelo que permita ao trabalhador; vislumbrar aposentar-se nesta empresa; e mais ainda; ter orgulho de vestir a camisa que o valorize e ainda cultivar o bom hábito de formar uma família ferroviária; como alguns empregados valorosos já tem feito em trazendo seus filhos para dividir seus postos de trabalho.

Queremos uma empresa que não divida a categoria e que não se valha de métodos ardilosos para atingir seus objetivos e preocupada realmente com o social e com o politicamente correto, mas não só no discurso – esta empresa nós queremos!

Os números das assembléias são a fiel tradução do descontentamento não somente com a escala, como também com o modelo de empresa implantado em todos estes anos sob o tacão do já destituído Roger Agnelli; que procurou fazer da toda poderosa Vale uma empresa rica mas sem a valoração merecida dos empregados;socializando os prejuízos e privatizando os lucros.

Enquanto se lucrava horrores os trabalhadores “não faziam nada mais do que suas obrigações”; mas bastou uma breve brisa de uma crise que não nos atingiu para que o gendarme do capital demitisse milhares de pais de família – este modelo de relação capital trabalho não podemos aceitar.

Aguardemos ansiosos pelo novo presidente da Vale; mineiro de Uberaba; portanto mais próximo do povo e de sua realidade; até porque Murilo Ferreira segundo noticia a imprensa se afastou da vale por discordar da política de Agnelli.

Que a Vale neste ano analise com profundidade as mazelas até então jogadas pra debaixo do tapete, criando políticas para a melhoria da vida de seus empregados e em nossas negociações reveja tanto as malfadadas escalas; assim como toda a pauta de reivindicações dos sindicatos e comece pela nossa isonomia – caiu a 4x4 e dependendo do andar da carruagem cairão pelas mãos da categoria todas as cláusulas malditas embutidas e empacotadas há anos em nosso ACT.

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