sexta-feira, 10 de junho de 2011

RIO VERMELHO

Fato interessante esta ocorrendo no Rio de Janeiro com a situação dos bombeiros, e os cariocas devem sentirem-se orgulhosos neste momento em que esta movimentação ganha contornos dignos de um povo que luta – todos as ruas do Rio.

Os cariocas sempre altivos, retomam a coroa do império que nunca deixou o Estado do Rio e isso ocorre em duas frentes e a primeira se deve evidentemente aos heróis do corpo de bombeiros e a segunda ao posicionamento do Governador Sergio Cabral que desorientado politicamente se porta como um déspota;desferindo expressões que incondizem com quem o DNA daqueles que assinam “Cabral”.

Palavras que não combinam com o que representa a corporação heróica destes bravos homens que quando invadem os morros o fazem usando as únicas armas que possuem; ou seja; seus braços,suas mentes e suas vidas e “atiram” nas mazelas dos desvalidos com balas de altruísmo.

Invadem pra salvar,invadem pra servir em uma tentativa “insana” de fazer o bem num misto messiânico sim; pois se se portarem com o mínimo de raciocínio lógico deveriam ficar em casa atendendo aos pedidos de seus familiares que com os olhos pedem pra ficar e com a boca dizem que devem ir e cumprir seu dever.

Mas o dever de doação que deveria ser a marca deste governo do Rio; que parece se esquecer de onde estavam estes mesmos homens em tragédias memoráveis frutos; agora sim do messianismo político que pra se elegerem fazem qualquer coisa.

Repudio veementemente a postura de todo e qualquer governante que trata de seus heróis como bandidos; porque esta é a postura histórica entranhada em nossas veias; que trata como heróis pessoas que foram uma vida inteira perseguidos e que depois de mortas recebem um busto em uma praça ou um outro tipo de homenagem póstuma que o valha.

O governo do Rio tem a oportunidade de reescrever a história de nossa cultura e quebrar todos os paradigmas seculares enrraigados em nossa sociedade e libertar esses heróis colocando-os em destaque; erguendo uma estátua em praça pública homenageando suas famílias desmonstranto que isso é possível ser feito em vida.

A invasão do quartel não pode ser encarada como um ato de quebra de hierarquia ou de selvageria e sim como uma invasão de um morro; pois nestas condições as paredes das casas que antes eram sonhos, se não removidas serão as lápides dos moradores que se encontram debaixo das mesmas.

Invadir o quartel – casa de heróis- nada mais foi do que retornar para casa e gritar de dentro dela o desespero de quem esta com fome; o salário destes heróis é uma miséria diante do que fazem pelas pessoas e é por isso que o governo esta em uma enrascada política; porque não pode tratar heróis como bandidos e o povo sabe quem realmente nesta cena socorre suas mazelas.

SALVE OS BOMBEIROS DO RIO DE JANEIRO – “SALVE RIO VERMELHO”.

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