quinta-feira, 24 de novembro de 2016

UBERABA UM CASO DE POLÍCIA

No dia 29 de outubro por volta das 03:00h da madrugada o alojamento destinado ao descanso dos empregados na cidade de Uberaba – MG foi invadido por dois bandidos – portas e portão foram arrombados. A situação só não teve maiores desdobramentos por sorte ou destino, pois a intenção era realmente a subtração de objetos eletrônicos que já estavam devidamente separados pela dupla, conforme relato dos empregados que lá descansavam. O descanso em alojamentos está previsto em nosso acordo coletivo de trabalho vigente e figura como contraproposta de renovação de cláusula para o próximo ACT 2016.2017 com a FCA/VLI. Entendemos que a empresa deve discutir particularidades e somente proceder ao descanso em alojamentos onde estejam previstas condições mínimas de segurança. Pra quem discursa tanto sobre segurança, a liberação do alojamento após processar os devidos consertos e colocar cadeados e trancas dois dias depois do ocorrido não parece atitude saudável para quem diz presar por este valor – depois da casa arrombada colocaram cadeados! O descanso para os empregados de uma empresa deste porte deveria em nossa visão ocorrer preferencialmente em hotéis e os alojamentos seriam a exceção e não a regra como ocorre atualmente; de forma a proporcionar um real descanso em condições seguras. O sindicato já deu vários feedbacks para a empresa sobre outro alojamento - Ribeirão Preto – localizado em região inóspita, o mesmo está na iminência de ocorrer fato semelhante. Não podemos admitir que um empregado cansado por uma dura jornada de trabalho não consiga ao menos ter a oportunidade de se refazer e recobrar suas forças para uma nova jornada. Os empregados mencionam sua apreensão com esta condição e já dizem não conseguir dormir direito no alojamento de Uberaba após o incidente, que conforme relato poderia ser evitado com medidas simples, bastando somente um pouco mais de preocupação com as pessoas. Na data do ocorrido a empresa retirou os empregados do local, realocando-os num hotel, confessando assim ser esta medida a melhor solução para o efetivo descanso dos companheiros. A partir do momento em que a FCA/VLI passar a enxergar seus empregados como gente e não como força de trabalho, determinadas condições passarão a ser melhor verificadas com a devida atenção e carinho e assim a segurança será de fato um valor da companhia e não um discurso.

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