quinta-feira, 24 de novembro de 2016

REUNIÕES COM A BASE

Entre os dias 17 e 21 de novembro o sindicato sob o comando do presidente Paulo Francisco, percorreu toda sua base de representação no âmbito da FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A com o intuito de prestar esclarecimentos acerca de sua posição de solicitação um conciliação/mediação no TST – Tribunal Superior do Trabalho na esteira do que preconiza o Ato 168/TST. Esta é uma posição acompanhada e pactuada pelos demais sindicatos que compõe a Unidade Sindical Ferroviária (Mogiana, Rio de Janeiro, Sorocabana, Bahia e Sergipe) e visa quebrar o “script do mal” onde somente tem validade a pauta de reivindicações da empresa, ao passo que a pauta dos trabalhadores é totalmente desprezada quase que na íntegra. Além da discordância com pontos do conteúdo, a Unidade Sindical discorda da forma como se processam as negociações, onde a FCA impede que algumas cláusulas sejam sequer discutidas. A categoria foi informada sobre os objetivos da mediação, pois além de tudo a empresa pretende vincular o acordo 2015 – em ação de cumprimento – com o atual acordo que sequer estabeleceu a reposição total da inflação, além de prejuízos no campo social. Na oportunidade o sindicato pode fazer o contraponto de ideias, uma vez que os empregados só conheciam as alegações da empresa. Ademais se esclareceu sobre o impedimento de entrada do sindicato nos próprios da empresa para cumprir seu papel principal de fiscalização. A categoria que se fez presente em grande número aos DSS’s – Informativos, teve a oportunidade de entender os meandros de uma negociação coletiva, as prerrogativas de uma entidade sindical, conhecer a proposta da empresa na íntegra e não somente na parte econômica e questionar e sanar as dúvidas sobre os desdobramentos da conduta eleita pelos sindicatos para solucionar o conflito pela via negocial, pois “É negociando que se evita uma greve” alertou Paulo Francisco, acrescentando que “Os sindicatos estão abertos a negociar e quem encerrou a negociação de forma unilateral foi a FCA”. Na oportunidade o sindicato observou que aqueles empregados ligados às lideranças e que recebem altos salários, estão alinhados com a empresa, ao passo que os empregados que formam a base da pirâmide alinham-se ao discurso de resistência e já se mobilizam em estado de greve. Não podemos aceitar a forma de se negociar da FCA e devemos ousar e avançar e nunca retroceder – como deseja a FCA.

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