quinta-feira, 10 de março de 2016
SEMANA DE LUTA
O Sindicato Mogiana na semana de 23 a 27 de fevereiro cumpriu uma agenda extensa que se iniciou com o encontro com os trabalhadores terceirizados da PRUMO ENGENHARIA na estação de Mangabeira, onde o presidente Paulo Francisco e os diretores Mário Ricardo e Vandir Silva puderam verificar as condições de trabalho desta terceirizada que presta serviços em nossa base sindical.
Na oportunidade o presidente falou com os trabalhadores e reforçou sobre a necessidade de mantermos uma entidade sindical forte na defesa dos interesses daqueles que mais precisam.
Nas sequencia realizou-se reunião de acompanhamento do acordo coletivo 2014/2016 na cidade de Uberaba – MG - tratada neste jornal.
No dia 24 o sindicato visitou o terminal integrador de Uberaba – MG (TIUB) nas proximidades da antiga estação de Irara, onde pode comprovar que a FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A tem feito investimentos vultuosos em nossa base sindical, tudo para poder atender uma demanda reprimida de escoamento tanto de grão como de açúcar. O terminal ainda está em obras e realizando testes, sendo assim uma nova visita será agendada para meados de maio para conhecermos de fato o maior e mais moderno terminal da América Latina.
No dia 25 visitamos o terminal integrador de Guará – SP (TIGU), onde o presidente pode conhecer de perto um terminal extremamente moderno na captação armazenamento e distribuição de açúcar a granel. Nota negativa para a impossibilidade da participação maciça dos empregados, em que pese o terminal estar em manutenção por conta da entre safra, o que torna injustificável a ausência dos trabalhadores nesta reunião sindical.
Continuando com a agenda, no dia 25 estivemos reunidos com os empregados em Paulínia – SP, onde após a realização do DSS – dialogo semanal de segurança, pudemos esclarecer vários pontos na visão do sindicato acerca do ACT- acordo coletivo de trabalho 2014/2016, ações judiciais em curso e seus desdobramentos, necessidade de sindicalização para manutenção da entidade como também o tratamento dispensado pela chefia da localidade que se portam como verdadeiros atores na presença dos sindicalistas.
Após esta reunião, os sindicalistas foram verificar as obras que a empresa alegava ter feito na estação de boa vista nova com o intuito de dar maiores e melhores condições de trabalho e segurança aos empregados que laboram na localidade e comprovamos que as várias denuncias feitas pelo sindicato, tanto para a FCA como também para os órgãos de segurança pública, renderam resultados e podemos afirmar que a situação mudou “da agua pro vinho”, porém não existe nada perfeito e acabado que não possa ser melhorado e desta forma o sindicato continuará acompanhando e recebendo denuncias para poder atuar, preservando e cuidando da vida de seus representados.
Nos dia 26 e 27, o sindicato se reuniu com os representantes sindicais das bases Sorocabana, representado pelo seu Presidente Izac de Almeida, Cicero Amaro Bezerra da Silva, José Humberto dos Santos e Rogério Pinto dos Santos, Rio de Janeiro, representado pelo seu Presidente Paulo de Tarso Pessanha Ferreira, Bahia e Sergipe, representado pelo Coordenador Geral Antônio Eduardo Nascimento Oliveira e Milton Ferreira da Silva com o intuito de discutir e formatar a pré – pauta para início das negociações do ACT 2016/2017.
Chegamos a conclusão que a luta será árdua e esta passa diretamente no contato que temos com a categoria e para que isso se consolide, não podemos aceitar a manutenção de cláusulas historicamente prejudiciais no corpo de nosso acordo coletivo, o que dificulta e fragiliza a mobilização dos trabalhadores.
Em nossa incursão na base pudemos verificar os investimentos que foram feitos em locomotivas, vagões, estruturas, pátios, terminais, linhas e chegamos a conclusão que a FCA vai muito bem obrigado de saúde financeira e é assim que desejamos que continue, cada vez mais valiosa e lucrativa, no entanto o lucro não pode de nenhuma forma representar a desgraça dos empregados.
Tendo sido uma semana muito proveitosa e produtiva, não poderíamos deixar de constar que o Presidente Paulo Francisco do alto de seus 78 anos, remoçado pelos ares do contato direto com os trabalhadores da base e com disposição de menino, está rejuvenescido e pronto para os embates diários na luta entre o capital e o trabalho e “entre a desonra e a guerra” optou obviamente pelo combate.
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