segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
AGUAÍ, UM MATADOURO DE LOCOMOTIVAS
A FCA/VLI se comporta como aquele cidadão que por conta de benefícios sociais do governo “acha que ficou rico” e passa a figurar em outra categoria de cidadão abastado como que se desta classe sempre o fosse. Este tipo de cidadão troca seu velho automóvel por um mais novo sem destruir o antigo!
É notório que a empresa alçou outro patamar no mundo corporativo, e em muito se assemelha ao cidadão descrito, porém com um diferencial; troca sua frota de locomotivas e destroem as antigas, como se para que nunca alguém se lembrasse de que um dia foi pobre.
Aportada em recursos milionários do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a FCA/VLI pouco se importa com parte do patrimonio nacional, aquilo que realmente fez parte da história do Brasil.
Semelhante ao pobre que se imagina rico, a empresa sequer tem condições de cumprir um acordo proposto por ela mesma, mas se da o luxo de destruir suas locomotivas antigas; destruindo por tabela o sonho de muitos ferroviários.
As DDM’s são locomotivas diesel-elétrica com 8 eixos, sendo 2 truques de 4 eixos, com arranjo de rodas tipo D-D. Um total de 83 locomotivas foram fabricada entre 1970 e 1976 pela EMD para rodar no Brasil, na Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) e que agora estão sendo destruídas na cidade de Aguaí-SP.
Os verdadeiros ferroviários não vem com bons olhos este tipo de comportamento por parte da FCA/VLI e imagimam que outro destino poderia ser dado para estas “senhoras” que estão sendo cortadas uma a uma e vendidas como ferro velho – triste destino para quem tanto trabalhou pelo progresso desta nação.
Será que estas máquinas não poderiam ser aproveitadas por alguma associação de preservação do patrimonio ferroviário em um de seus trens turísticos? Afinal de contas estavam rodando em perfeito estado e com ótimo desempenho, em que pese o tempo de uso!
Justificativas como a alta emissão de monoxido de carbono caem por terra, pois no exemplo dos trens turísticos as mesmas rodariam quase que somente aos finais de semana e nas férias escolares, onde crianças que sequer conhecem o que é um trem - por conta do projeto neoliberal de se extinguir os trens de passageiros – poderiam entrar em contato com estas damas e ver que o transporte de massas é a solução da logistica urbana para o futuro e isto sim é que é riqueza.
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