quarta-feira, 1 de março de 2017

KM 466 ao 474, uma luz no fim do túnel?

Conforme já noticiamos em nosso jornal, os problemas de limpeza e manutenção é uma lástima em quase toda malha da FCA – Ferrovia Centro Atlântica S/A, que passa pela linha tem a impressão que está abandonada, mesmo que a mesma alegue que é fiscalizada pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres - resta saber com quais quesitos esta agencia governamental está preocupada. Na extensão dos quilômetros 466 ao 474, entre as estações de Uberaba e Babaçu o problema não é diferente e por isso mesmo o sindicato atuou junto ao MPT – Ministério Público do Trabalho e o mesmo abriu um Inquérito Civil na cidade de Uberlândia – MG - 000159.2016.03.001/0. Em audiência realizada no dia 16/02/2017, as partes chegaram a um consenso de adoção de medidas para a solução das irregularidades com a realização de inspeção em conjunto, em data a ser acertada pelas partes, e após esta inspeção a FCA/VLI apresentará Laudo Técnico, da estrutura de drenagem da via e plano de manutenção da via para o Sindicato, tendo as partes um prazo de 40 dias para a sua realização. Esta era a solução inicialmente apresentada pelo sindicato e negada pela empresa – estamos evoluindo! Conforme coloca o nosso Diretor Vandir de Sousa Silva, que esteve presente na audiência, “essa decisão é acertada”, pois permite transparência ao processo e dará aos trabalhadores mais segurança em suas atividades, pois conforma a denuncia os mesmos estavam expostos tanto ao risco de acidente como também ao risco de assaltos uma vez que a velocidade de circulação sendo baixa permitia o acesso de meliantes no interior das locomotivas. Espera o sindicato que com as medidas adotadas, de limpeza da via, como a manutenção do lastro, permita a elevação da velocidade de circulação e que o problema de alagamento por ocasião das chuvas e a emissão de esgoto ao longo da linha fique no passado. A solução já poderia ter sido tomada na primeira audiência, onde a empresa se colocou irredutível em fazer vistoria em conjunto com o sindicato, no entanto é sempre tempo de evoluir, afinal de contas o maior ativo da empresa são os trabalhadores e estes merecem laborar em um ambiente digno, salubre e seguro para que algo mais sério que comprometa a vida destes obreiros não venha acontecer e estes possam desempenhar suas funções e retornarem vivos para suas casas. Isso vem mais uma vez provar que a postura do Sindicato da Mogiana é justa e esta em sintonia com a vida e a segurança do Trabalhador e mais uma vez encontrou respaldo na justiça para chegar a um consenso e solucionar os problemas que atinge a categoria ferroviária – “quando se está do lado justo a espada corta reto”.

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