quarta-feira, 1 de março de 2017
25ª PLENÁRIA NACIONAL UGT - DF
Nos dias 20 e 21 de fevereiro realizou-se em Brasília – DF a 25ª Plenária da executiva Nacional da UGT – União Geral dos Trabalhadores, central a qual o sindicato é filiado e a central sindical que mais cresce no Brasil.
A UGT que pratica um sindicalismo cidadão, ético e inovador discutiu em sua pauta dentre outros assuntos a reforma trabalhista, reforma previdenciária e as estratégias de crescimento.
As reformas patrocinadas pelo atual governo – que se porta como ventríloquo dos patrões segundo a maioria dos sindicalistas que fizeram uso da palavra - esteve na pauta das discussões e conclui-se que as mesmas têm como objetivo o esmagamento dos trabalhadores e a desqualificação do movimento sindical.
O que antes eram desvios de rota, passaram a ser plano de um governo que se auto intitula reformista, segundo o Ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira que se fez presente ao evento e prometeu não trair os trabalhadores.
Os anos do “governo dos trabalhadores” fez com que o movimento sindical caísse nos ostracismo recolhendo o movimento sindical numa zona de conforto, daí o seu recrudescimento junto aos trabalhadores e a população em geral.
Aquilo que já parecia ruim tornou-se pior e a postura do atual governo que conta com o apoio nas duas casas legislativas fatalmente fará com que o movimento sindical “ressuscite” e volte ao lugar de onde nunca deveria ter saído - as ruas e as portas de fábrica.
As resoluções do 3º congresso da central já apontava o caminho a ser seguido com uma cartilha para se contrapor a esta reforma neoliberal cada vez mais contundente.
O PL 6787/2016 que trata da reforma trabalhista foi amplamente debatido e na análise dos sindicalista será um retrocesso para a classe trabalhadora.
O discurso de que as reformas são necessárias para alavancar a economia e garantir aposentadoria às futuras gerações foi rebatido por meio de estudos apresentados pelos interlocutores, dentre eles Drª Zilmara Alencar - Trata-se de uma falácia e não representa nenhum avanço no sentido de alavancar a criação de empregos e não passa de uma estratégia do empresariado para diminuir e precarizar as condições de trabalho e excluir direitos.
A UGT tem como princípio discutir com o Governo, porém não aceitará nenhum direito a menos em todas as reformas a serem discutidas e apresentará o seu programa como alternativa as reformas do Governo – “sem esta discussão como o Governo saberá dos anseios dos trabalhadores?” pontuou Ricardo Patah presidente da UGT nacional.
Sabemos que o Governo tem ampla maioria e as reformas passarão, porém não podemos deixar que elas sejam aprovadas conforme a vontade do empresariado nacional, temos que fazer o contraponto da correlação de forças entre o capital e o trabalho porque senão daqui a pouco os trabalhadores estarão agradecendo por teremos um prato de comida.
Nada de espantoso para um país que foi o ultimo do mundo a libertar seus escravos e que ainda não aceitou a lei áurea e com esta reforma da previdência terminará por ressuscitar a lei do sexagenário não permitindo a aposentadoria de mais ninguém.
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