segunda-feira, 6 de julho de 2015
APARTAHEID SEU NOME É ALOJAMENTO CASA BRANCA
O alojamento de Casa Branca – SP da FCA/VLI é a tradução de um verdadeiro Apartheid, pois utilizado pelos trabalhadores da via permanente, o mesmo não recebe tratamento isonômico com relação ao restante dos alojamentos; não que estes últimos estejam em condições.
Em dois quartos de pequenas dimensões os empregados se espremem em dois beliches apertados, “agente se vira como pode” descreve um trabalhador, além de trabalhar o dia todo na lida pesada.
As camas estão em péssimas condições e caso os empregados desejem um ambiente limpo e salubre, os mesmos devem realizar a limpeza do alojamento, inclusive dos banheiros, pois diferentemente dos outros, este não conta com um empregado pra realizar a limpeza.
O clima de se fazer mais com menos, tão alardeado na empresa se propagou contagiando os empregados que “se sentindo donos” levam as roupas de cama da FCA/VLI para serem lavadas por suas dedicadas esposas ao final de cada jornada.
Importa esclarecer que nosso acordo coletivo não faz acepção entre alojamentos, portanto inexiste a figura do alojamento da VIA PERMANENTE, sendo assim TODOS dentro desta empresa merecem tratamento igualitário.
Como se não bastasse o ACT trazer diferenças gritantes entre as áreas, principalmente a via permanente, a empresa "avança" ainda mais no sentido de ferir o ACT e seu próprio código de ética que impede tal tipo de discriminação.
A via permanente em nossa concepção é a área que traduz nossa atividade fim sendo que é dela que surge o nome de nosso negócio – ferrovia.
Que a FCA/VLI trata os trabalhadores da via permanente de forma distinta, isso já sabíamos; mas submetê-los tal condição degradante traduz todo assédio de uma empresa que nem bem nasceu e já herda um passivo de manter em sua linha de trabalho condições que se assemelham a escravidão.
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